Preço da gasolina sobe 1,13% em agosto e tem preço médio acima de R$ 6

O preço da gasolina voltou a subir em todo o país e no começo do mês ela atingiu o patamar recorde de R$ 6,29, de acordo com um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A alta máxima encontrada para o combustível entre 25 e 31 de julho foi de R$ 6,35, o maior valor da história.

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Preço da gasolina sobe mesmo com dólar estável. Foto: Artit Fongfung/  EyeEm/ Getty Images
Preço da gasolina sobe mesmo com dólar estável. Foto: Artit Fongfung/ EyeEm/ Getty Images

Na primeira quinzena de agosto, o preço da gasolina no Brasil subiu 1,13%, se comparado ao mesmo período do mês de julho.

Com esta alta, o valor médio do combustível chega a R$ 6,103 no país, conforme levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas.

Para esta pesquisa, a empresa considerou dados de abastecimento da Vale Card em cerca de 25 mil estabelecimentos credenciados.

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Alta da gasolina afeta todo o país

O Amapá e o Distrito Federal foram os lugares que registraram as maiores altas em todo o período. Os registros foram de 6,72% e 4,07%, respectivamente.

O único estado a registrar queda no preço na quinzena citada foi o Rio Grande do Norte, com -1,39%.

Já entre as capitais, o valor médio do combustível foi de R$ 6,048, sendo que o Rio de Janeiro (R$ 6,460) e Rio Branco (R$ 6,380) foram as que apresentaram os maiores preços na primeira quinzena deste mês.

Os menores valores foram encontrados em Curitiba (R$ 5,565) e São Paulo (R$ 5,639).

Nordeste do país também registou alta

No Ceará, em julho, o preço máximo comum acumulou alta de R$ 0,21. Já a cotação mínima encontrada para o combustível permaneceu em R$ 5,45.

Com o resultado da última pesquisa, o preço médio da gasolina no Ceará ficou em R$ 5,88. Saiba que desde o começo deste mês, a gasolina ficou, me média, R$ 0,16, mais cara.

Dólar estável x preço alto da gasolina

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Em julho, quando o preço da gasolina estava em alta, o dólar se manteve estável na casa dos R$ 5,00.

No primeiro semestre de 2021, a moeda norte-americana ainda teve recuo de 4,13%, em relação ao real.

Porém, mesmo com a influência  do dólar na cotação dos combustíveis, a Petrobrás não deixou de aumentar os preços da gasolina e do diesel nas refinarias.

Na época, o acréscimo foi de R$ 0,16% (6,3%) e R$ 0,10 (3,7%) o litro, respectivamente.

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O professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Paulo Feldman, explicou para o Auto Esporte que a alta do preço da gasolina mesmo após recuo e estabilidade do dólar pode ser influência de diversos fatores.

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Entre eles estão os impostos e as despesas com a distribuição, além da relação de oferta e demanda do produto, que é o mais importante.

Se temos uma oferta muito grande do produto, o preço cai. E se os consumidores precisam muito comprar aquele produto, o preço tende a subir. No Brasil espera-se um crescimento da economia, o que aumenta o consumo de petróleo, mas a oferta não vai acompanhar: ela já está alta, não há como os produtores ofertarem mais”, diz o especialista ao Auto Esporte.

O professor revela que a relação de oferta e procura não é apenas com base no que acontece atualmente, mas também se espelha no que pode ocorrer no futuro. “Espera-se que daqui a um ano, mais ou menos, vá faltar petróleo, por isso o preço sobe”, conta.

Vale saber que mesmo que o dólar esteja estável, o prelo acima de R$ 5,00 é alto para o Brasil, conforme explica Feldman: “A moeda norte-americana deveria estar em torno de R$ 4. O Brasil importa petróleo e paga em dólar o barril — que custa US$ 77,84 atualmente (quase R$ 405 na conversão direta). O valor alto do dólar influencia no câmbio e encarece o preço do combustível”.

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O especialista lembra que o preço do Petróleo é estabelecido em forma de cartel pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e que isso também influencia nas altas dos combustíveis, pois os produtos combinam entre eles o valor e visam o lucro.

Fonte: Auto Esporte

Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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