Preço do aluguel fica quase 1% mais barato em setembro, mas continua com alta acumulada de 33%

Aluguel ficou mais caro em algumas regiões. Foto: Istock
Aluguel ficou mais caro em algumas regiões. Foto: Istock

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), utilizado como referência para reajustar contratos, como aluguel de imóveis, desacelerou 0,66% em agosto. A variação em julho foi de 0,78%.

Apesar de diminuir o ritmo em relação ao mês passado, o IGP-M acumulou alta de 31,12% em 12 meses e de 16,75% em 2021.

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Isso porque em agosto de 2020, o índice havia subido 2.74% e acumulava alta de 13,02% em comparação aos 12 meses.

Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Aluguel ficou mais caro em algumas regiões. Foto: Istock
Aluguel ficou mais caro em algumas regiões. Foto: Istock

O coordenador dos índices de Preços da FGV, André Braz, contou, para o UOL Economia, que os aumentos nos preços de produtos agrícolas, além da conta de luz, que teve uma lata de 3,26% impediram que o IGP-M tivesse uma aceleração maior.

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Se não fosse a crise hídrica, o IGP-M apresentaria desaceleração mais forte. No IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), culturas afetadas pela estiagem, como milho e café registraram forte avanço em seus preços. No âmbito do consumidor, o preço da energia, para a qual é esperado novo reajuste em setembro, registrou alta de 3,26%, sendo a principal influência para a inflação ao consumidor”, afirmou.

Composição do IGP-M e relação com aluguel

Saiba que o IGP-M é formado por alguns subíndices como Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Entenda:

  • A variação do IPA foi de 0,66% em agosto, ante 0,71% em julho.
  • Já o IPC, que inclui os custos com a conta de luz, acelerou a 0,75% em agosto, contra 0,83% em julho.
  • O INCC variou 0,56% em agosto, ante 1,24% no mês anterior.

Mas, e o aluguel?

Embora o preço do aluguel em todo o Brasil tenha acumulado alta de 0,77%, apenas no primeiro semestre de 2021, no mês de julho, o índice FipeZap, acompanhou o preço de locação de imóveis em 11 capitais e 14 grandes cidades do país e detectou tendência à estabilidade dos preços das locações de imóveis.

Enquanto mantivermos a incerteza atual na recuperação da atividade econômica, do emprego e da renda, a situação continuará frágil. Por isso, penso que o preço dos aluguéis deve manter esse comportamento mais tímido por algum tempo”, disse o coordenador do FipeZap, Eduardo Zylberstajn, em entrevista ao Diário do Comércio.

Aluguel mais baixo

Belo Horizonte apresentou alta de 0,19% em junho no valor médio dos aluguéis, no entanto, o comportamento do preço de locação de imóveis residenciais ficou abaixo da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Computador Amplo.

Essas informações foram apuradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IPCA/ IBGE).

No último mês, registrou alta de 0,53%, e do Índice Geral de Preços do Mercado calculado pela Fundação Getulio Vargas (IGP-M/ FGV), que sofreu uma alta de 0,60%.

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O coordenador do FipeZap explicou que embora a alta de aluguéis tenha alcançado 0,11% em maio, foi observado que houve uma queda nos valores das locações de imóveis dos estado de São Paulo (0,49), no Rio de Janeiro (0,15%) e em Porto Alegre (0,06%).

Além disso, para Zylbertajn, a tendência de estabilização tem relação com o aumento das negociações entre os proprietários e locatários.

Cidades com aluguéis mais caros

Goiânia (+1,14%);

Fortaleza (+0,82%);

Curitiba (+0,75%);

Brasília (+0,68%)

Florianópolis (+0,31%);

Recife (+0,28%);

Salvador (+0,19%), que teve a mesma variação que a capital mineira.

Entretanto, o coordenador acredita que o atual cenário econômico é favorável à estabilização dos preços.

Esta tendência refletiu as quedas de índices, que estavam registrando altas mensais inferiores às apuradas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) que cresceu +0,53% e pelo IGP-M/FGV, que teve alta de +0,60%”, destacou.

Os dados apresentam, de acordo com o coordenador, o descolamento entre o comportamento do IPM-M dos preços de novos aluguéis.

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Ele completa que por causa desse descolamento, há vários questionamentos na hora de reajustar os valores pelo IGP-M, o que resulta na queda de preço médio do aluguel residencial.

Preço por município – mais altos

A pesquisa do FipeZap, realizada em 15 cidades, avaliou que o preço médio do alguel encerrou julho em R$ 30,68 m². Veja:

  • São Paulo (R$ 39,36/m²);
  • Brasília (R$ 33,38/m²);
  • Recife (R$ 32,77/m²);
  • Rio de Janeiro (R$ 31,41/m²).

Preço por município – mais baixos

  • Fortaleza (R$ 17,47/m²);
  • Goiânia (R$ 18,65/m²);
  • Curitiba (R$ 22,24/m²) Porto Alegre (R$ 24,23/m²).

Já em relação aos investimentos Zylberstajn, conta que no primeiro semestre, o retorno médio decorrente da atualização dos valores do aluguel residencial permaneceu estável e encerrou julho em 4,64% ao ano.

Esta taxa é a maior, se comparado com os outros tipos de aplicação financeira como poupança e fundos de renda extra.

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Fontes:UOL e Diário do Comércio 

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Bruna SantosJornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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