Preço do aluguel de julho poderá aumentar em até 35,75%

A pandemia de covid-19 foi um momento de mudanças para muitos. Algumas pessoas trocaram de emprego e até mesmo resolveram empreender. Outras, mudaram de cidade, com a flexibilização do regime de trabalho presencial. Tiveram também os que aproveitaram para se jogar nos cursos online, ou aqueles que apostaram em procedimentos estéticos, já que tiveram tempo para se recuperar. Por fim, algumas pessoas decidiram se mudar, por conta dos preços do aluguel que estavam convidativos no início da pandemia. 

Para estes, o susto deve vir logo. Chegou o momento de passar pela correção do valor do aluguel. E em um momento como este, isso significa que é hora de negociar. Não tem jeito, quem aluga algum imóvel precisa encontrar maneiras de reduzir o preço do aluguel. Se as imobiliárias seguirem o IGP-M, o boleto no final do mês pode ficar bem mais caro, chegando a um aumento de 35,75%. 

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Não entendeu direito? Então preste atenção neste texto. 

Relação entre o preço do aluguel e o IGP-M

Veja como é feito o reajuste do preço do aluguel.
Preço do aluguel pode ser reajustado em até 35,75%, seguindo o IGP-M. (Imagem: Divulgação/ Agência Brasil)

O IGP-M é o Índice Geral de Preços Mercado, medido pela Fundação Getúlio Vargas, a FGV. Ele é considerado a “inflação do aluguel”, já que muitas imobiliárias utilizam esse indicador como base para calcular o reajuste anual dos aluguéis. 

O problema é que no último ano a alta do IGP-M foi rápida e intensa. De acordo com a última atualização divulgada pela FGV em junho, o acumulado dos último ano foi de 15,08%. Como se isso não bastasse, o acumulado dos últimos 12 meses foi de 35,75%. 

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Em 2019, ele acumulou alta de 3,39% em 12 meses. Portanto, o salto em dois foi chega a assustar os consumidores. 

IGP-M, que calcula o preço do aluguel, desacelerou em junho 

Em junho, ele deu uma leve desacelerada. Teve alta de 0,6%, o que é positivo na comparação com maio, quando ele registrou 4,1%. 

André Braz, Coordenador dos Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas explica essa diminuição. 

A combinação de valorização do real com o recuo dos preços em dólar de commodities importantes, fez o grupo matérias-primas brutas do IPA cair 1,28% em junho, ante alta de 10,15% no mês passado. Com este movimento, a taxa do IPA registrou expressiva desaceleração fechando o mês com alta de 0,42%”, afirma Braz. 

O IPA é o O Índice de Preços ao Produtor Amplo. 

O que é o IGP-M?

O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) é divulgado mensalmente. Ele foi criado no final dos anos de 1940. O principal objetivo deste indicador é verificar o nível de atividade econômica do país, com a análise dos seus principais setores.

Ele não é só usado como base para o reajuste de aluguéis, mas também para:

  • Contratos de prestação de serviços;
  • Reajuste de energia elétrica;
  • Reajuste de telefonia. 

O IGP-M é um dos índices componentes de fórmulas paramétricas utilizadas por empresas de telefonia e de energia elétrica, respondendo parcialmente pelos reajustes tarifários desses segmentos. O Índice Geral de Preços – Mercado também é utilizado como o indexador de contratos de empresas prestadoras de serviço de diversas categorias, como educação e planos de saúde. Além disso, o IGP-M se popularizou por ser amplamente utilizado como referência para o setor imobiliário, para o reajuste de contratos de aluguel.”, explica a FGV por meio de nota. 

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Para chegar ao valor mensal do índice, são calculados:

  • Preços de bens e serviços;
  • Preços de matérias primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil. ;

A partir disso, ele é o resultado da média aritmética ponderada da inflação ao produtor (IPA), consumidor (IPC) e construção civil (INCC).

O preço do aluguel vai baixar?

Ainda não há previsão para que o preço do aluguel baixe, pois também não tem como prever que o IGP-M vai cair. Mas é um consenso entre os pesquisadores do ramo que essa situação só vai acontecer quando a pandemia de covid-19 terminar. 

Neste futuro cenário, é possível que os preços se ajustem melhor e que a inflação também baixe. 

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Outro ponto que pode favorecer a queda do IGP-M é a valorização do real em frente ao dólar, assim como aconteceu no mês de junho, que levou à desaceleração do indicador.

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Fontes: FGV e Economia C

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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