Preço do arroz e feijão tem alta de acima de 60% e encarecem o prato feito

Os alimentos considerados como básicos dentro da dieta do brasileiro, como é o caso da clássica combinação de arroz e feijão, tem sofrido cada vez mais com o aumento dos preços, que acaba pesando na carteira dos consumidores.

Muitas famílias que já estão com a renda comprometida por causa da pandemia, estão tendo que encontrar demais alternativas para conseguir garantir o básico na mesa, mas, o que tem influenciado o aumento?

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Conforme a inflação oficial, que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA -, sendo fiscalizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, o arroz e o feijão dispararam durante o mês de setembro de 2020, com uma alta de 20% no mês.

Preço do arroz e feijão tem alta de acima de 60% e encarecem o prato feito
Preço do arroz e feijão tem alta de acima de 60% e encarecem o prato feito. Foto: Reprodução/Purepeople.

Nesse tempo de 1 ano, entre março de 2020, o arroz atingiu uma alta de 70%, seguido pelo feijão fradinho, com 63% mais caro no período. Apenas no primeiro trimestre de 2021, o feijão demonstrou um crescimento de 8%, enquanto o arroz teve uma pequena queda de 2,63%.

No mês de março, o quilo do arroz estava custando o valor médio de R$5,85, conforme levantamento do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Enquanto isso, o quilo do feijão teria atingido o valor de R$7,78 no mês de julho.

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No ano de 2020, os dois alimentos citados, ficaram entre os cinco que mais tiveram seu valor alterado, conforme o IPCA.

Além disso, o óleo de soja foi o que ganhou destaque, registrando assim um acréscimo de 121,39%, um pouco a frente do arroz (82,74%), do feijão fradinho (81,44%), do tomate (62,13%) e por fim, da cenoura (52,42%).

Carne sobe 27%

Ainda dentro do prato tradicional brasileiro, aconteceu um aumento também das principais proteínas, que são:

  • Carnes bovinas (27,2%),
  • Frango (13,9%),
  • Ovos (10%).

Além disso, alguns alimentos também sofreram aumentos consideráveis, como é o caso da cebola (41,1%) e da batata (19,4%). Porém, o único deles que teve uma baixa de preço foi o tomate, com uma queda de 24,6%.

 

Influencia do câmbio

A mudança da taxa de câmbio também acabou influenciando o valor do arroz.

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Conforme o supervisor técnico do DIEESE-, Reginal Aguiar, a grande desvalorização da moeda brasileira fez com que muitos dos produtores focassem em exportar os alimentos, o que diminuiu a oferta interna.

Com a pandemia, o preço de alguns produtos básicos foi dolarizado, como a carne, a soja, o óleo de soja e o arroz. Produtos que antes estavam com preços estabilizados com o aumento da demanda mundial tiveram um pico. Com a desvalorização do real, ficou mais atrativo exportar, o que gerou choque interno de oferta, ou seja, faltou produto”. Frisou Aguiar, em nota.

Aguiar ainda destaca que o valor do arroz no Brasil tem seu ajuste executado pela quantia que foi plantada. Se o valor subir, os produtores plantam cada vez mais, porém, se cair, plantam menos.

Dessa maneira, pode ser que os brasileiros tenham que se virar cada vez mais com menos, tendo que se adaptar a realidade dos valores mais caros dos alimentos, além de que muitos tiveram uma grande redução monetária na renda da família.

O desemprego atingiu grandes proporções no ano de 2021, com 14,7% das pessoas sem trabalho, o que totaliza uma quantidade de 14,8 milhões de indivíduos, aumentando ainda mais a discrepância e dificuldade em comprar comida básica.

Quais são as previsões futuras?

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Segundo Odálio Girão, que é analista de mercado do Ceasa, em entrevista ao Diário do Nordeste, o valor do feijão pode ter uma queda diante dos próximos meses, quando a safra que é plantada no mês de setembro, é colhida no mês de abril.

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Esse destaque é maior pelos fatores climáticos dentro das regiões produtoras, principalmente no estado do Paraná, Goiás e Minas Gerais, o que pode ajudar na produção do mesmo durante o ano.

Enquanto isso, é previsto que o valor do arroz continue alto, visto que não há estimativa da estabilização da moeda brasileira, além da continuidade da exportação em grande quantidade.

Mesmo com a recuperação de alguns estados, como Goiás e o Rio Grande do Sul, o Brasil ainda estará dependendo de muitas importações, por isso, não há previsão de redução desse alimento em questão.

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Fonte: Diário do Nordeste, Yahoo e IG.

Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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