Preço dos alimentos deve subir de novo em 2021

Desde que a pandemia de coronavírus começou a impactar na economia, a parcela mais vulnerável da população tem sido cotidianamente afetada. De um lado o desemprego, do outro a redução salarial. E no meio de tudo isso, a previsão desanimadora de que o preço dos alimentos deve subir de novo em 2021. 

Segundo a comparação do índice de preços feita pelas Nações Unidas, o mês passado registrou uma nova alta nos custos deste setor. Os valores estão quase 40% acima do que estavam há um ano atrás. Além disso, de abril para maio houve recorde de aumento no preço médio dos alimentos, equivalente a 4,8%. É o maior índice em mais de dez anos.

Informações divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria indicam que esse cenário fez com que a compra de alimentos básicos se tornasse a prioridade de consumo dos brasileiros. Uma série de fatores, entre eles a alta na inflação, tem contribuído para que muitos outros produtos sejam colocados de lado, já que não cabem mais no orçamento das famílias. 

Por vezes, o Auxílio Emergencial lançado pelo governo federal não dá sequer para comprar uma cesta básica inteira, visto que em algumas regiões (como Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro) o preço deste item ultrapassa a margem dos R$ 600. Ou seja, mais que o dobro do benefício atualmente pago. 

novo aumento no preço dos alimentos
Preço dos alimentos deve subir de novo em 2021 | Fonte: Canva

Por que o preço dos alimentos subiu tanto?  

Não existe um único motivo que justifique o aumento no preço dos alimentos. Na verdade, são vários acontecimentos que levam o Brasil e o mundo a estarem nesta situação.

Para começar, é importante falar da regra básica da oferta e da demanda. Afinal, quando a procura por determinado produto é grande, a indústria cobra mais para produzir em menos tempo.  

A questão é que o dinheiro do Auxílio Emergencial tem sido gasto especialmente para a aquisição de comida. Aqui, significa que a demanda de arroz, feijão, macarrão e leite, por exemplo, está maior.

 Mas isso não é tudo. Também houve aumento nas exportações brasileiras, já que o real está desvalorizado em relação ao dólar – o que só reforça o aumento na demanda. 

Tratando-se da inflação, é bom ressaltar que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de abril apontou o grupo de alimentos e bebidas como o segundo maior impactado, ficando atrás somente dos produtos de farmácia. 

Quais as previsões para 2021? 

Como você deve imaginar, não são previsões muito animadoras, especialmente para as famílias que já se encontram em situação de pobreza ou extrema pobreza. Diante do aumento crescente no preço dos itens que compõem o prato do brasileiro, o país fica ameaçado a voltar para o Mapa da Fome. 

O Mapa da Fome consiste em um levantamento feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) para mostrar a situação global de carência alimentar. Desde 2014, quando foi implementado o programa Bolsa Família, o Brasil deixou de ocupar um lugar neste relatório.

Na última terça-feira (08), a equipe econômica do presidente da república, liderada pelo ministro Paulo Guedes, disse que existe a possibilidade de prorrogar o pagamento do Auxílio Emergencial por mais dois ou três meses, a fim de garantir os alimentícios básicos para a população mais vulnerável.  

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Ludmila Catharina
Uma jornalista de 23 anos, nascida e criada no quadradinho. Encantada por literatura e todas as formas de comunicação. Antes de atuar como redatora, participei dos programas de estágio do Ministério da Justiça, da Defensoria Pública do Distrito Federal e da Câmara dos Deputados. Atualmente, ocupo o papel de estudante, mais uma vez, fazendo especialização em Comunicação Organizacional e Estratégias Digitais no Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).
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