Quanto vai custar água, luz, gás, combustível e cesta básica em 2022?

De acordo com a Ativa Investimentos, combustíveis e energia, os principais setores que impactaram a inflação neste ano, poderão contribuir com a desaceleração de preços administrados no próximo ano, passando de 13,5% para 2,8%.

Saiba quais são as previsões para 2022

A equipe que atua pela corretora admite que esse dado parece estranho ao levarmos em conta que tanto os combustíveis quanto a energia sofrem com reajustes estabelecidos por contratos e regulamentações do setor público, especialmente depois do IPCA avançar cerca de 8% conforme a projeção deste ano.

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De acordo com Étore Sanchez, Guilherme Sousa e André Coelho, “Nossa projeção ‘baixista’ é guiada por idiossincrasias de alguns itens ‘não inerciais’ dos administrados”.

Petróleo

Apesar dos combustíveis terem apresentado uma correção significativa em 2021, incluindo a previsão do petróleo por US$ 72/barril e um câmbio semelhante ao patamar atual, em 2022 a variação deve ficar próxima de zero, “fazendo uma âncora para o agrupamento administrados”, apontam.

De acordo com projeção da Ativa, pode haver alta de 1,2%, 3,3% no preço da gasolina, no gás de botijão e óleo diesel, respectivamente, no próximo ano.

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Já o gás encanado poderá apresentar “preços regidos por contrato na ponta, e não no início da cadeia como os demais combustíveis citados, tem no seu reajuste outros componentes inerciais que acabaram puxando a perspectiva de reajuste para 6,6%”, comentam.

É importante mencionar que o relatório considera que as projeções não avaliam possíveis pioras da pandemia do novo coronavírus, nem mesmo novas variantes, bem como eventuais movimentações bruscas na economia.

“Vale pontuar que estimamos que a atual defasagem, de cerca de 15% dos preços da gasolina, não deverá ser corrigida ao longo do ano que vem, deixando o preço doméstico no mesmo patamar”, incluem.

Luz

Outro fator apontado pelo relatório é a bandeira de escassez hídrica que está assegurada até o fim de abril de 2022, podendo aliviar os reajustes anuais, tornando os próximos perto dos 6,5%.

“Evidentemente que se pressupõe que o regime hídrico retornará à normalidade. Assim, com a perspectiva de que no final de 2022 teremos bandeira vermelha 2 (a R$ 9,5/100kWh), vindo do atual patamar de R$ 14,2/kWh, temos uma projeção agregada de energia para o ano de apenas 0,9%, outra âncora para administrados”, pontua a equipe.

Saneamento

Em relação à taxa de água e esgoto é possível observar um certo grau de discricionariedade diante das agências reguladoras por conta do componente inercial, analisam Sanchez, Sousa e Coelho.

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Nesse sentido, o reajuste de 6,6% previsto para o próximo ano é vinculado à projeção da inflação acumulada no “mix” entre IPCA e IGP-M conforme cada uma das companhias, explicam.

Locomoção

A Ativa avalia que para o ônibus urbano os reajustes serão feitos normalmente, compensando a inflação e levando em conta uma redução de frota em circulação. Nesse caso poderá haver um reajuste de 5,2%.

Já no caso dos metrôs e trens não há previsão de reajuste, mas para ônibus intermunicipal deve haver reajuste de 1,5%.

“Deverão sofrer bastante com o ciclo eleitoral, uma vez que as alterações nas tarifas são determinadas/influenciadas pelos governos, aos quais muitos incumbentes procurarão a reeleição”, pontuam.

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No caso da categoria “integração do transporte público” pode haver reflexo no avanço dos preços de ônibus urbano e certa estabilidade dos ferroviários.

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Tributos

Por conta do avanço de 15,3% é de se esperar a maior alta entre os administrados no próximo ano.

“Segundo a metodologia, o IPVA é um percentual do valor venal do veículo em setembro do ano anterior. Como a inflação é uma variação no tempo, podemos nos valer basicamente da variação do preço dos veículos, partindo do pressuposto que os percentuais cobrados por praça não irão se alterar”, explica a equipe, acrescentando que “o que se observou ao longo de todo 2021 foi um avanço sobremaneira no preço de automóveis usados e novos”.

Saúde

A Ativa prevê aumento de 7,7% nos medicamentos para o próximo ano, considerando o reajuste anual feito pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

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Em relação aos planos de saúde individuais, poderá haver um avanço de 2,4% no IPCA. “Até junho deveremos assistir a taxa negativa de 0,71%, decidida pela ANS e que entrou em vigor esse ano. Lembrando que a taxa determinada pela agência é mensalizada para entrar no índice de inflação”, explicam.

Fonte: Valor Investe.

Julia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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