Presidente do Banco Central diz que a alta de inflação é causada pelas mudanças no Bolsa Família

Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central, afirmou que a alta no custo de vida da população brasileira é culpa dos “ruídos” relacionados às mudanças previstas para o Bolsa Família. 

Segundo o Boletim Focus, idealizado por aproximadamente 100 instituições financeiras brasileiras, é prevista uma inflação de 7,05% até o final deste ano.

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Além do novo Bolsa Família outros fatores geram ruídos na inflação

Apesar da previsão, Campos Neto alegou que vai atuar para manter o Brasil dentro da meta determinada pelo Comitê de Política Monetária, que gira em torno de 3,5%, podendo chegar até 5,0%. 

“Esse ruído recente em torno de como o novo Bolsa Família será está gerando muito barulho nos dados, isso é um fato. O governo tem que passar uma mensagem forte em relação a isso”, disse o presidente do BC.

Alta da inflação

Ao ser questionado em relação ao comprometimento do BC diante da meta de inflação, Campos Neto disse em evento virtual realizado pelo Bradesco BBI, que o maior impacto para a economia é a alta da inflação.

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“Queremos levar inflação para a meta, é a melhor forma da economia crescer de maneira sustentável”, acrescentou Campos Neto.

O presidente do BC também apontou que os modelos da autoridade monetária revelam que caso os juros sejam aumentados acima de certo nível, a inflação estará abaixo da meta. “É necessário olhar os dados disponíveis a cada encontro (do Copom)”, comentou.

Valores de insumos

Ainda durante o evento, Roberto comentou que estão sendo empregados aumentos nos preços de insumos como metais e semicondutores, mas enfatizou que a inflação no país e no mundo está sendo afetada por conta da demanda reprimida ocasionada pela pandemia. 

“A (questão da) oferta é muito menor do que o choque pelo lado da demanda”, concluiu Campos Neto.

PEC dos precatórios

O presidente do BC ainda fez algumas críticas à Proposta de emenda à Constituição que estuda o parcelamento dos precatórios. Segundo ele ” no fim do dia a sensação [no mercado] é de que o governo vai fazer um programa maior sem ter disciplina fiscal”.

Campos Neto ainda acrescentou que “Isso criou um ambiente que ultrapassa o real fato de que quando olhamos a dívida bruta, vemos que está muito melhor que antes”.

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Em todo caso, a colocação do presidente do Banco Central em relação aos ruídos gerados pelos impactos fiscais do novo Bolsa Família, bem como o parcelamento dos precatórios aponta para um mercado que já está considerando os riscos no preço.

Bolsa registra recorde de pontos

Por conta disso, foi possível notar que a bolsa chegou aos 117 mil pontos no último pregão após ter ficado próximo aos recordes históricos de 130 mil pontos registrados no mês de julho.

Contudo, uma pesquisa do Bank of America mostra que a confiança diante da finalização da bolsa em pontuação recorde caiu significativamente no mercado.

De acordo com este mês, cerca de 49% dos gestores apontaram que o índice termina neste patamar ou acima. Contudo, 78% afirmaram a mesma coisa no mês passado.

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Como sabemos, Roberto Campos Neto afirmou que tal resultado está afetando as projeções do mercado financeiro para a publicação do ano que vem e que pode ficar fora da meta. Caso o cenário se confirme, podem surgir juros mais altos. 

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De acordo com o presidente do BC, é necessário que o governo esclareça de onde vão sair os recursos utilizados para o novo Bolsa Família. 

Outros riscos

O mercado também está sendo impactado pelos riscos do processo eleitoral previsto para 2022 e pelos pontos do Ibovespa capazes de acionar o stop loss de alguns fundos. 

Outro fator que deve ser considerado para os impactos no mercado é a repercussão do novo adiamento da reforma do imposto de renda. Tal ação pode não ter acordo conforme apontado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. 

Auxílio Brasil

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Os ruídos mencionados pelo presidente do Banco Central giram em torno das mudanças previstas para o programa social Bolsa Família.

De modo geral, o Bolsa Família vai passar a ser chamado de Auxílio Brasil de acordo com a medida provisória anunciada pelo presidente da república Jair Bolsonaro.

Entre as mudanças previstas para o Auxílio Brasil estão o reajuste no valor do benefício e a ampliação do número de beneficiários. 

Contudo, informações concretas sobre as alterações ainda não foram divulgadas pelo governo federal.

A previsão para os novos pagamentos do Auxílio Brasil é a partir de novembro, logo que forem suspensos os pagamentos do Auxílio Emergencial.

Fontes: Veja, IG, UOL.

Julia de Paula
Julia é formada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo e, no momento, atua como redatora para o portal NoDetalhe. Ao longo da carreira, a jornalista tem se especializado em produção de conteúdo otimizado para motores de busca e conversão, além de gerenciamento de mídias sociais e marketing digital.
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