10 produtos e serviços que ficaram mais baratos na pandemia

O aumento da inflação é um tema de destaque para 2021, afinal, foi um dos principais efeitos econômicos da pandemia do covid. Mas, nem tudo aumentou de preços. A prova são estes 10 serviços que estão muito mais baratos!

Para estes serviços, o efeito da pandemia foi a queda na procura. E a baixa demanda, fez com que as empresas competirem por preços mais atrativos.

Publicidade

Publicidade

Segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estes 10 serviços que tiveram a maior baixa de preços durante a pandemia. Os dados são de janeiro a agosto de 2021.

10 produtos e serviços que ficaram mais baratos na pandemia
10 produtos e serviços que ficaram mais baratos na pandemia | Imagem: NoDetalhe.com.br

1. Passagens aéreas

As passagens aéreas estão 33,81% mais baratas do que nos anos anteriores a pandemia. A diminuição de preços se deu pela baixa procura dos voos de todos os tipos.

Confira qual é a média de queda de alguns destinos famosos:

Publicidade

Publicidade

  • Salvador: -33%
  • Rio de Janeiro: -28%
  • Natal: -23%
  • Recife: -23%
  • Nova York: -15%
  • Estados Unidos: -13%
  • Cancún: -13%
  • México: -13%
  • Chile: -31%
  • Paris: -7%

Entretanto, muitos destes países ainda estão com várias restrições para a entrada de brasileiros.

Já quem pensa em viajar no Brasil, a oportunidade é única para conseguir passagens mais baratas.

2. Transporte por aplicativo

O transporte por aplicativo como Uber e 99 estão uma média de 14,33% mais baratos, mesmo com o aumento do preço da gasolina e recentes reajustes no valor da corrida.

A motivação da queda de preços também é a baixa demanda. De acordo com dados da 99, o isolamento social e outros efeitos da pandemia resultaram numa baixa de 41% nas corridas entre os mais ricos.

Entretanto, entre a população mais pobre, que recebe até dois salários mínimos, houve um aumento de 36% na procura pelo serviço. A empresa acredita que seja uma forma de evitar o transporte público para diminuição do risco de contaminação.

Ainda assim, predominou a baixa demanda que fez com que o preço da corrida fique proporcionalmente mais baixo do que nos anos anteriores a pandemia.

3. Ônibus interestadual

Publicidade

Publicidade

Passagens de ônibus para viajar para outros estados tiveram uma queda de preço de 4,57%. Isso porque as rodoviárias estão bem mais vazias, devido às necessidades de isolamento social.

4. Seguro de automóveis

O setor de seguros automobilísticos sofreu com a pandemia do coronavírus, o que resultou numa queda de 2,23% nos preços das apólices.

A baixa da procura não foi o único fator que levou a diminuição dos preços, mas também o cancelamento de serviços por conta da perda de renda entre os brasileiros.

Afinal, com o aumento do desemprego e da inflação, muita gente se desfez de bens e de contas.

5. Pacotes turísticos

Publicidade

O setor de turismo foi um dos mais afetados pela pandemia do coronavírus. Por isso, os pacotes de viagens registraram uma baixa de 1,31% nos preços.

Publicidade

Em algumas empresas os mesmos pacotes vendidos antes da pandemia tiveram uma baixa de 40% de preços para atrair a contratação dos consumidores.

Além disso, algumas empresas também aderiram a pacotes mais flexíveis, com possibilidade de cancelamento gratuito ou reagendamento da viagem.

A companhia aérea Azul, por exemplo, lançou a promoção “bilhete azul”, no qual o consumidor compra o pacto completo da viagem: passagem, hospedagem e translado para diversos lugares do Brasil.

6. Conserto de televisores

Publicidade

Publicidade

Consertar a televisão está mais barato do que comprar uma nova. Afinal, durante a pandemia muita gente começou a dar mais valor para o entretenimento e decidiu investir numa nova tela.

Segundo pesquisas do IBGE as TV’s ficaram 22,31% mais caras em comparação a 2020. Enquanto isso, o conserto de televisores ficou 1,12% mais barato.

7. Cursos de ensino superior

Outro setor que penou com a pandemia foi o das universidades. Em 2020, 2,2 mil faculdades privadas estavam em risco econômico dado aumento da evasão escolar e da inadimplência dos alunos.

Para reverter a situação a aposta foi baratear os cursos de graduação, sobretudo os programas de ensino superior à distância (EAD). O aumento da concorrência, fez o índice de preços do serviço diminuir em 0,98%.

8. Educação de jovens e adultos

A pandemia fez 43% dos jovens pensar em parar de estudar. Destes, 14% foi por dificuldades com o ensino remoto e 28% por motivos financeiros.

O aumento na desistência de dar continuidade aos estudos fez com que os cursos de EJA e afins ficassem 0,4% mais baratos.

9. Transporte escolar

Com a paralisação das aulas, os transportes escolares também pararam. Alguns motoristas se reinventaram para continuar a ganhar dinheiro. Outros, diminuíram muito o preço para segurar a clientela na volta às aulas.

A dificuldade da situação levou os índices de preços baixarem em 0,4%.

10. Clubes e associações

A pandemia atingiu cerca de 10% da receita dos clubes de futebol. Afinal, muita gente cancelou a assinatura por não poder mais assistir aos jogos, ou então por dificuldades financeiras. O setor estima uma perda de 270 mil sócios-torcedores.

Como efeito da baixa demanda pelo serviço, as assinaturas diminuíram 0,23%.

Produtos que ficaram mais baratos na pandemia

E não foi somente o setor de serviços que teve diminuição de preços. O IBGE também calcula que dos 377 produtos e serviços que compõem o IPCA< 59 registraram taxas negativas. Destes, 35 são alimentos. Confira 10 produtos que diminuíram de preço na pandemia:

  1. Pedras para reparos domésticos: -6,12%
  2. Ar-condicionado: -41%
  3. Vestido infantil: -2,55%
  4. Artigos de maquiagem: -2,21%
  5. Colchão: -1,87%
  6. Saia: -0,89%
  7. Berbuda ou Short infantil: -0,73%
  8. Óculos de grau: -0,73%
  9. Tijolo: -0,72%
  10. Cimento: -0,59%

Em todos os casos de queda, o índice de deflação é muito pequeno se comparado a alta dos serviços básicos como a gasolina, aluguel, conta de energia, entre outros.

Confira mais notícias sobre a situação econômica do Brasil:

Fonte: Band, Mobilize, CNN Brasil, G1, G1

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
InstagramLinkedin

Participe dos nossos grupos

WhatsappWhatsApp

Entre no Grupo e receba as notícias do dia

TelegramTelegram

Entre no Canal e receba as notícias do dia

FacebookFacebook

Curta nossa Página e receba as notícias do dia

Deixe seu comentário