Quase metade da população tem dívidas e 25% delas é no cartão de crédito

O endividamento das famílias bateu novo recorde em  julho de 2021. O percentual chegou a 71,4% – o maior patamar da história! E em setembro registrou 45%. Do total, 25% das contas em atraso são faturas do cartão de crédito.

Os dados foram revelados em pesquisa do Data Folha realizada entre 13 a 1 5 de setembro e pelo CNDC (Conselho Nacional de Defesa do Consumidor) com o Serasa, em agosto. Ambas, ajudam a identificar quais os pontos fracos do orçamento familiar brasileiro.

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Quase metade da população tem dívidas: 25% delas é no cartão de crédito
Quase metade da população tem dívidas: 25% delas é no cartão de crédito | Imagem: Canva

Principais dívidas dos brasileiros em 2021

Historicamente, o cartão de crédito é o vilão do orçamento das famílias. De acordo com dados da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), 81% dos entrevistados alegaram o cartão como o principal causador de superendividamentos.

Mas a crise econômica gerada pela pandemia colaborou muito para a piora da situação que já vinha se agravando nos últimos 4 anos. Na mesma pesquisa, os entrevistados também citaram como causadores de dívidas a pandemia (68%), o desemprego (65%) e a inflação (30%).

Em 2021, quase todas as despesas do orçamento familiar apresentaram aumento de preço – em destaque para o gás de cozinha, cesta básica de alimentos, combustível, conta de luz e água.

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Segundo o Data Folha, em setembro as principais contas em atraso foram:

Nível de endividamento da população brasileira em setembro de 2021
Nível de endividamento da população brasileira em setembro de 2021 | Imamge: NoDetalhe.com.br
  1. Cartão de crédito: 25%
  2. Conta de luz: 22%
  3. Conta de água: 16%
  4. Aluguel ou prestação de financiamento imobiliário: 11%
  5. Gás: 8%
  6. Mensalidade da escola ou faculdade: 6%
  7. Prestação de automóvel: 6%
  8. Plano de saúde: 5%

Os índices também identificam que as mulheres (49%) têm maiores dificuldades de pagar as contas do que os homens (40%), principalmente se forem homens ou mulheres negras (53%).

Naturalmente, os desempregados também tem maiores percentuais de dívidas (63%) do que quem trabalha sem registro (50%), mas está com os pagamentos em atraso (54%).

Regiões do Brasil com maior nível de inadimplência

  1. Norte e Centro-oeste: 53%
  2. Nordeste: 48%
  3. Sudeste: 42%
  4. Sul: 36%

Não posso pagar as contas no fim do mês: o que fazer?

Conforme os estudos  do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), somente os aumentos na cesta básica justificariam a necessidade de aumento do salário mínimo para valores acima de R$ 5 mil, pelo menos 4x maior do que o salário mínimo atual de R$ 1,1mil.

Mesmo assim, a previsão de aumento do salário mínimo para 2022 foi estabelecida em R$ 1.169,00 pelo governo federal.

Sem uma perspectiva de melhoria da situação econômica, que ainda é vista com pessimismo por 69% da população segundo o Data Folha, os brasileiros usam de velhos hábitos para conseguir fechar o mês.

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A principal técnica é o uso do parcelamento do cartão de crédito. Durante a pandemia, 79% das famílias usaram o crédito para fazer compras de itens básicos como produtos de higiene e alimentos, segundo dados da Opinion Box em pareceria com a Serasa.

E é justamente aí o principal erro. Afinal, os especialistas recomendam o uso do cartão somente para situações emergenciais e se tiver previsão de pagar a fatura:

Cartão de crédito é uma cilada. É um dinheiro que você vai ter que pagar lá na frente. Mas tem muita gente que usa porque acha que é mais fácil, é um tipo de crédito a que se tem acesso descomplicado. Mas não é a melhor ideia porque as taxas de juros são imensas”, explica a economista Mafalda Ruivo Valente, professora de economia das Faculdades Promove.

Uma melhor alternativa, segundo a professora, é fazer a contratação de um único empréstimo e com condições especiais. Mas antes de chegar a decisão de qual é melhor, a família toda vai ter que rever as despesas.

Este é o passo a passo sugerido pela economista, conselhos que também são unânimes entre as instituições de proteção ao crédito:

1. Organize a contabilidade e revise as despesas

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Saber o quanto você ganha e o quanto você gasta é fundamental para começar a sua organização financeira. Por isso, faça uma planilha ou anote em um caderninho mesmo de forma que fique visível.

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Nessa planilha você precisa ter anotado as seguintes informações:

  • Quais as suas rendas fixas: salário, benefícios que recebe do governo, etc;
  • Quais as suas rendas variáveis: bicos, auxílios, entre outros;
  • Quais as suas despesas fixas: aluguel, conta de água, luz, mercado, financiamento,  entre outras contas básicas;
  • Quais as suas despesas variáveis: remédios, combustível, etc;
  • Quais as suas dívidas: consulte qual o montante que deve para cada instituição.

Se você está gastando mais do que ganha, precisará fazer corte de gastos. E por isso, estar com toda a família reunida nessa hora pode ser muito importante!

2. Corte os cartões de crédito

Se você é aquela pessoa que tem vários cartões de crédito com limites diferentes, faça uma limpa – principalmente se eles te cobram anuidade!

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Cancele seus cartões e separe somente um, o seu preferido, para servir como reserva de emergência. Mas que fique claro que comprar uma televisão nova não é uma emergência, ok? É para usar somente em último caso!

3. Negocie faturas e dívidas em atraso

Entre em contato com cada uma das instituições para qual deve dinheiro e negocie as faturas em atraso. Tente conseguir a melhor taxa, pedindo pela redução  das multas ou reduzam os impostos cobrados pelo atraso no pagamento.

Prefira sempre quitar as dívidas à vista para conseguir um desconto. Mas, caso o montante seja muito grande, opte pelo parcelamento e certifique-se de que vai ter espaço no orçamento para fazer esse pagamento.

Com a nova lei do superendividamento agora você pode negociar todas as suas dívidas ao mesmo tempo junto ao Serasa, SPC, ou outros órgãos de proteção ao crédito. Assim, fica muito mais fácil de positivar seu nome.

Confira também: Serasa muda regras para cálculo do score de crédito: saiba qual é o seu

4. Contrate um empréstimo

Agora que você já sabe o quanto precisa para pagar todas as suas dívidas, contrate um empréstimo com condições especiais. Aqui no site tem vários conteúdos que podem te ajudar com isso:

5. Mantenha a contabilidade em dia

Assim que conseguir colocar as contas em dia, mantenha a vida financeira organizada. Controle os gastos para que não ultrapassem o valor estipulado e, é claro, conseguir um dinheiro extra pode te ajudar a resgatar aquela reserva de emergência que você já não tem mais.

Para te ajudar com isso confira aqui boas formas de ganhar dinheiro extra.  E fique de olho na aba de vagas de emprego aqui do site.

Fonte: Folha de São Paulo, Proteste,Jornal do Comércio

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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