Reajuste do aluguel via IGP-M ou IPCA: qual a diferença?

Uma das dúvidas mais comuns é IGP-M ou IPCA? Afinal, o que essas siglas querem dizer? Os locatários e proprietários de imóveis geralmente possuem uma batalha pessoal sobre qual deles é o índice mais adequado para realizar o reajuste de aluguéis.

Isso acontece porque o IGP-M, que é usado na correção dos contratos, possui um acúmulo de alta de 24,52% no tempo de 12 meses até o mês de novembro.

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No mesmo tempo em que o IPCA-15, que é um espécie prévia do IPCA, teve seu aumento para 4,22%.

Com uma grande diferença nessa quantidade, é esperado que esse questionamento surja, principalmente em momentos de crise.

Como funcionam essas taxas?

Reajuste do aluguel via IGP-M ou IPCA: qual a diferença?

O IGP é composto pelo IPA, do qual faz a reunião dos preços dos setores industriais, onde pelo IPC, do qual possui acompanhamento de consumo e também pelo INCC, do qual faz a medição dos custos diretos da construção civil.

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O IGP teve uma alta grande nesse ano, tudo devido a desvalorização da moeda loacl, da qual tem impacto direto nas comodities.

O IPCA faz a medição da alteração do custo de vida, caso a inflação das famílias tenha tido certa alta. É interessante lembrar que teve um aumento menor nesse ano, porém, ainda não é o suficiente para ajustar o preço do aluguel.

O IGP-M não é sempre mais alto que o IPCA?

É interessante dizer que nem sempre. O IGP costuma ficar mais alto que o IPCA na maioria das vezes, porém, existem casos de exceções, como no mês de novembro de 2019, onde eles estava iguais.

Esse deslocamento acabou se acentuando mais ainda em 2020, enquanto em 2017, acabou ficando negativo (-0,52%), quando o IPVA subiu seu valor para 2,95%.

Mudança pelo IPCA: o que acontece?

Uma das principais defensoras da troca desse indexado é a ABLOS – Associaçaõ Brasileira dos Lojistas Satélites -, onde se afirma não fazer sentido usar o IGP para realizar a correção, visto que essa reflete diretamente na variação do dólar em relação ao preço das comodities.

Num cenário da Selic fixado em 2% e uma inflação de 3%, não há sentido em fazer o reajuste dos aluguéis em mais ou menos 25%.

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O setor ficou quatro meses fechados pela pandemia, sendo que até o momento, ainda não conseguiu atingir o patamar de vendas antes dos acontecimentos mundiais do coronavírus.

Em um cenário atual, é preciso solicitar aos empreendimentos que não faça o IGP-M, visto que algumas administradoras fazem a negociação, enquanto outras aplicam de maneira automática esse aumento.

Manutenção pelo IGP-M: o que acontece?

Para muitos não há sentido em trocar o IGP-M pelo IPCA, seja por uma questão momentânea ou por vontade, visto que fazem 30 anos que esse índice está sendo aplicado dentro dos reajustes de aluguéis, do qual realiza essa regulamentação de acordo com o mercado, sendo que raramente fica diferente dos demais indicadores desse formato.

Quando costuma acontecer, é pontual, como no momento, tudo devido a pandemia.

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O próprio mercado está se auto regulamentando quando acontecem demais distorções no caso do indexador do aluguel. No ano de 2017 e 2018 quando o IGP-M ficou negativado, ninguém teve a sugestão de fazer essa troca da indicação.

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Quando ele fica negativado, quem perde é o próprio proprietário do imóvel, assim como quando sobre demais, ambas as partes costumam negociar entre si mesmas.

Ademais, uma possível troca de índice só irá ter grande diferença daqui 12 meses, sendo que o IGP-M já teve sua aplicação diante dos contratos vigentes. A mudança só aconteceria daqui 12 meses, quando é possível visualizar um cenário diferente do atual.

Qual deve ser o indicador mais usado?

Os dois costumam acompanhar as mudanças de preços e de aluguéis residenciais, sendo que medem conforme o mercado vem se adaptando de acordo com cada preço. Pelo IPC-M, essa alta acumulada é no valor de 2,65% no tempo de 12 meses até novembro.

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Mesmo dessa forma, há a afirmação de que esse não é o indicador mais corretor para fazer a correção de aluguéis, visto que não se olha para os fatores como uma maneira de remuneração do proprietário, localização e estado do imóvel, sem falar na infraestrutura e segurança do mesmo.

Fazer a troca do IGP-M pelo IPCA não trará nenhuma solução concreta para o atual momento. Realizar essa troca apenas porque o IPVA está mais abaixo não visualiza as necessidades do proprietário.

É necessário ter um equilíbrio financeiro do investimento do qual é feito dentro do imóvel, sendo que o mais indicado é o de ter um indicador com mais abrangência nacional, assim como maior participação das imobiliárias.

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Jornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.

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