Renda média do brasileiro está abaixo de R$1mil e 3 em cada 10 sobrevivem sem salário

Extrema pobreza no Brasil

A renda média da população brasileira está abaixo do salário mínimo. De acordo com estudos divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2020 a renda média dos brasileiros foi de R$ 995,00, tendo a maior baixa desde 2012.

Os números projetados pela FGV demonstram que 17,7 milhões de pessoas voltaram a pobreza de 2020 para 2021, totalizando mais de 27 milhões em situação de vulnerabilidade econômica e social.

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No início de 2021, a dificuldade para encontrar emprego e a crise econômica desencadeada pela pandemia do Covid-19 fez com que 25,96% das famílias brasileiras entrassem para a faixa de renda mais baixa: aqueles que recebem menos de R$ 1650,50 no mês.

O estudo da FGV comprovou que o aperto financeiro foi mais grave para os mais vulneráveis. Entre os mais pobres, a queda de renda foi constatada por 20,81%. Já entre a classe média a renda mensal diminui para 10,89% durante a pandemia.

A principal causa do comprometimento de renda entre os brasileiros foi o desemprego.

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A desocupação e dificuldade para se inserir no mercado de trabalho também fez crescer repentinamente a população sem renda – aqueles que não recebem nenhum valor por conta de trabalho – somente auxílios do governo, de familiares ou do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2021 três em cada dez lares brasileiros vivem sem qualquer renda provinda do trabalho.

Somente este ano a fatia de lares sem rendimento do mercado de trabalho saltou de 29,01 no fim de 2020 para 29,34%  no primeiro trimestre de 2021.

A dificuldade econômica está fortemente relacionada com o aumento dos microempreendedores por necessidade. Ou seja, aqueles que abriram um MEI para tentar ganhar dinheiro com um negócio próprio. Entretanto, sem o devido preparo, muitos deles fecham as portas com menos de um ano. 

Diminuição da prosperidade

A falta de trabalho, políticas públicas emergenciais, aumento de preços dos alimentos e toda a situação decorrente da pandemia do Covid-19 impactou severamente na prosperidade das famílias brasileiras.

Neste contexto de disparidade social, o direito a felicidade também se tornou desigual. Os mais pobres tiveram aumento significativo de sensações de medo, estresse e angústia. Enquanto entre os mais ricos não foram tão afetados pelas consequências econômicas da pandemia.

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Marcelo Neri, diretor da FGV-Social, comenta sobre a piora nos índices de prosperidade no país:

Há aumento da desigualdade de felicidade na pandemia. A diferença de satisfação com a vida entre os extremos de renda era de 7,9% em 2019 sobe para 25,5%”

Diminuição da prosperidade no Brasil

As preocupações dos brasileiros

A pesquisa realizada pela Saúde Brasil em parceria com o Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da Universidade de Brasília (CPS/ UnB) e ao IBPAD (Instituto brasileiro de  Pesquisa e Análise de Dados) listou as principais preocupações dos brasileiros no período, evidenciando um aumento geral de insatisfação:

Aumento da preocupação dos brasilerios | Fonte: IBPAD
Aumento da preocupação dos brasilerios | Fonte: IBPAD
  • Saúde;
  • Corrupção;
  • Política;
  • Educação;
  • Economia;
  • Segurança;
  • Transporte;
  • Meio-ambiente.

Os serviços públicos em geral foram avaliados por 45% dos entrevistados como ruins ou péssimos e a maioria (47%) tem preocupação constante sobre o risco de morte ou de adoecer.

Fonte:InfoMoney, Correio Braziliense, IBPAD

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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