Salário mínimo: Valor deveria ser de R$ 5.315,74, segundo estudo do Dieese

Segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o valor do salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 5.315,74. Atualmente, o mínimo vigente no país é de R$ 1.100,00, valor 4,83 vezes menor do que o ideal estipulado pelo Dieese.

O valor divulgado pelo Dieese é estipulado para uma composição familiar de dois adultos e duas crianças, e calcula o mínimo necessário para suprir as despesas da família. Isso inclui custos com alimentação, higiene, vestuário, saúde, educação, moradia, transporte, lazer e previdência.





O estudo faz parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do último mês de março, e tem como base de cálculo o valor da cesta básica de Florianópolis, que segundo o Dieese é a mais cara do Brasil. Na capital catarinense, o conjunto de alimentos básicos custa R$ 632,75, o que corresponde a 62,19% do salário mínimo atual.

mãos segurando notas de dinheiro

Em março, a pesquisa do Dieese sobre os valores da cesta básica mostrou queda no custo em 12 das 17 capitais estudadas. Salvador teve o maior índice de redução do levantamento (-3,74%), e fechou o mês com a cesta mais barata, R$ 461,28.

Outra capital que apresentou queda no valor da cesta básica foi São Paulo (-2,11%). Com a redução, a capital paulista foi ultrapassada por Florianópolis e perdeu o posto de cidade com a cesta mais cara do levantamento do Dieese.





Enquanto isso, entre as cinco capitais que apresentaram alta, Aracaju foi a cidade onde o valor do conjunto de alimentos básicos mais aumentou em março (5,13%), chegando ao custo médio de R$ 468,19. Completam a lista Natal (2,83%), Curitiba (0,77%), Belém (0,55%) e Campo Grande (0,26%).

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Senador defende retorno da política de valorização do salário mínimo

Nesta quinta-feira (08/04), enquanto o Diesse divulgava o valor ideal para o salário mínimo no Brasil, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu em pronunciamento a volta da política de valorização do mínimo.

Conforme destacou a Agência Senado, Paim afirmou que essa medida serve de estímulo para a atividade e econômica e ajuda a população mais pobre a enfrentar o custo de vida cada vez mais caro.

“Em 12 meses, o arroz subiu 70%; o feijão, 50%; a cebola, 69%. O bujão de gás ultrapassou R$ 100, o leite subiu 27%, as frutas aumentaram 26%, a carne aumentou mais de 20% e o tomate, 53%”, declarou o senador.

Paim também lembrou que a cesta básica já chega a tomar 60% do salário mínimo, conforme revelou a pesquisa do Dieese. Segundo o senador, essa é a pior proporção nos últimos 15 anos.

Entre os itens que enfrentam alta, Paim ainda destacou o combustível, da conta de luz, do aluguel, das roupas e dos remédios, que recentemente tiveram autorização do governo para aumento de até 10,08%. Além disso, o senador acredita que neste ano a inflação deve manter a tendência de alta de 2020, quando ela foi maior que o dobro da registrada em 2019.





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Auxílio emergencial não é suficiente nem para a cesta básica

Em seu pronunciamento, o senador Paulo Paim também destacou que os pobres são os que mais sofrem com as constantes altas nos preços de itens essenciais. Para ele, o valor do novo auxílio emergencial é muito baixo em meio a este cenário.

Em Florianópolis, onde o Dieese aponta estar a cesta básica mais cara de seu estudo, o auxílio de R$ 150 equivale a menos de 1/4 do conjunto de alimentos básicos.

Na pesquisa de fevereiro, o máximo que o benefício para apenas uma pessoa podia comprar de uma cesta básica era 33,2%. Segundo o superintendente regional do Dieese, Reginaldo Aguiar, o custo da cesta na pesquisa também é estimado para uma só pessoa.



Mas para Paulo Paim, não são apenas os mais pobres que estão sentido os efeitos da crise econômica. Segundo o senador, a classe média também enfrenta dificuldades neste cenário de desorganização no Brasil, que ele classifica como “uma nave sem rumo”.



Além dos problemas econômicos, Paim também falou sobre a campanha de vacinação contra a Covid-19. Para ele, é preciso ampliar a imunização no país quebrando as patentes das vacinas de forma temporária.

Sobre essa questão, Paim apresentou um projeto de lei que tramita no Senado justamente com essa proposta. O PL 12/2021 estava na pauta de votações da casa na quarta-feira, mas a sua votação foi adiada.

Fonte: Agência Senado.

Felipe Matozo
Jornalista formado pelo Centro Universitário Internacional Uninter, repórter do Jornal O Repórter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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