Semana do Consumidor 2021: Dicas para economizar e evitar golpes!

A Semana do Consumidor 2021 está quase no fim, mas ainda dá tempo de aproveitar algumas ofertas! Mas calma! Como saber se os descontos e preços baixos são realmente promoções e não golpes ao consumidor?

Existem algumas dicas importantes e até mesmo reflexões que devem ser feitas antes de qualquer compra. Seja ela na Semana do Consumidor 2021 ou não! Elas percorrem por áreas de educação financeira e até mesmo consumo consciente. Vamos conhecê-las?

Dicas para fazer compras na Semana do Consumidor 2021pessoa com cartão na mão

Antes de fazer qualquer compra, a melhor sugestão é refletir sobre o produto desejado.

  • Ele vai te auxiliar de qual forma?
  • Você realmente vai usá-lo?
  • Você já fez uma pesquisa de preços antes de ver essa promoção?
  • Qual o motivo da sua compra: você quer adquirir algo porque o preço está convidativo ou porque realmente precisa disso?

Se você realmente entendeu que o produto vai te beneficiar de alguma forma, está na hora de pensar sobre como o pagamento vai ser feito.

  • Você vai precisar parcelar?
  • Você tem dinheiro para pagar a curto ou longo prazo?
  • As compras parceladas têm juros?
  • Qual a melhor estratégia para efetuar o pagamento: à vista, parcelado ou com boleto?
  • É melhor fazer essa aquisição de forma virtual ou presencialmente para garantir o melhor preço?

Não caia em golpes! Preste atenção na reputação da loja. Entre no perfil dela no site Reclame Aqui e veja os comentários e respostas da empresa.

Também fique atento às avaliações do produto no site em que ele é vendido. Normalmente clientes que já compraram o item escrevem sobre o processo de compra.

Além disso, tenha certeza que o site de compras é seguro antes de fazer qualquer aquisição. Em caso de alguma situação suspeita, você pode denunciar a loja em um site do Governo Federal próprio para isso. 

Essas são algumas orientações básicas antes de fazer compras, principalmente se elas forem feitas na internet. De uma forma geral é interessante lembrar de não clicar em links suspeitos, nem mesmo fornecer dados pessoais para sites ou empresas que parecem fraudulentas. 

Nos últimos anos, os golpes pela internet se tornaram comuns. Eles podem acarretar no roubo de informações pessoais, clonagem de contas (como a do WhatsApp) ou instalação de vírus no seu aparelho eletrônico. 

Na internet, a melhor dica é desconfiar!

Abusos contra o consumidor na pandemia

Durante a pandemia de covid19, as compras pela internet se tornaram mais comuns. A praticidade de não precisar sair de casa atraiu muitos consumidores. Ainda sim, nem tudo são flores! O Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (Idec) fez um estudo em todas as regiões do país, que mostra que mais pessoas se sentiram lesadas durante esse período de confinamento e isolamento social. 

  • Para 64% dos entrevistados, o desrespeito aos direitos dos consumidores aumentou com a crise gerada pela pandemia;
  • 52% dos participantes avaliam que a atuação do governo em defesa dos direitos do consumidor é negativa;
  • 67% dos entrevistados afirmaram que já tiveram algum direito como consumidor desrespeitado;

Os principais atos de abuso relatados na pesquisa foram:

  • Dificuldade de cancelar um serviço ou devolver/trocar um produto (19%); 
  • Cobrança indevida (17%);
  • Venda de produto danificado, estragado ou alterado (15%); 
  • Não oferta de nota fiscal ou garantia (14%); 
  • Atendimento inadequado (13%).

De acordo com a diretora executiva do Idec, Teresa Liporace, esse aumento da prática de atitudes abusivas por parte das empresas é uma consequência da falta de participação política no tema.

“Ainda não saímos da condição de incertezas sobre o futuro, mas é impossível não notar que a situação que enfrentamos está entre as mais difíceis, principalmente para as populações mais vulneráveis. E apesar de a classe política ter manifestado preocupação com os efeitos da crise, na hora de resolver dilemas entre consumidores e fornecedores, as empresas saíram ganhando”, afirma Liporace, 

Em casos de abuso, a população pode recorrer ao Idec ou ao Procon do seu Estado. 

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
FacebookLinkedin

Deixe seu comentário