Sport volta a jogar mal, perde para o Vitória e entra na zona de rebaixamento

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Erros de todos os tipos contribuíram para a derrota do Sport por 3 a 1 para o Vitória, em plena Ilha do Retiro. Desde a escalação, passando pelo posicionamento dos atletas até as falhas individuais. Um resultado que empurrou o time para a zona de rebaixamento, ocupando a 17ª posição, com oito pontos, e criou um clima de pressão na equipe que não vence há três rodadas. O reflexo do jogo ruim rendeu vaias da torcida e imprevisão com relação aos dois próximos jogos do time fora de casa contra Atlético-MG e Santos.

Primeiro tempo

Antes da rodada ser iniciada, o Sport estava a dois pontos do G6, a tão sonhada zona de classificação à Libertadores. Uma vitória simples o colocaria de vez na briga para entrar na parte de cima da tabela, ainda mais por atuar em casa diante de um time que vinha convivendo com a zona de rebaixamento. Só que o Leão não contava com seus próprios erros. E não foram poucos.

O primeiro ataque de perigo na Ilha do Retiro foi dos visitantes. Aos dois minutos de partida, o lateral-esquerdo Geferson poderia ter colocado os baianos na frente do placar se tivesse sido mais caprichoso no chute de fora da área. A bola que desviou em Ronaldo Alves tinha criado uma situação perfeita para a finalização.

O susto levou o Sport mais à frente. O Leão da Ilha do Retiro atacava o Leão da Barra buscando sempre o lado esquerdo, setor onde Diego Souza, que voltou ao time após três partidas fora por estar à serviço da seleção, estava posicionado. Esse, aliás, era um das falhas da equipe, já que ficou claro que o time sempre buscava aquele setor. O outro erro na montagem de Vanderlei Luxemburgo foi insistir com Rithely atuando mais adiantado do que o de costume.

Com o time da casa ainda se encaixando, o Vitória não se arriscava. Aparecia no ataque quando encontrava espaço e, dificilmente, deixava sua defesa desguarnecida. Aos 16 minutos, após cobrança de escanteio, a bola mais uma vez foi mal afastada, Kanu saiu livre na frente de Magrão e tocou de lado para Uillian Correia empurrar para o gol vazio.

O Sport, logicamente, tentou reagir. Diego Souza chegou a ir para o lado direito e trocou de posto com Oswaldo, mas o passe que faltava para entrar na área teimava em não sair certo. Na melhor chance da primeira etapa, André não teve a visão necessária para rolar a bola para trás e ver que Diego Souza tinha totais condições de finalizar bem melhor do que ele tentou. O castigo por tantos erros veio aos 37 minutos, quando, em mais um escanteio, Kanu aproveitou o desvio de David e fuzilou as redes de Magrão.

No banco de reservas, Luxemburgo apenas observava. De braços cruzados, com as mãos nos bolsos ou coçando o queixo, o técnico leonino dava sinais de não acreditar no que via. Mas, quando parecia que o primeiro tempo terminaria 2 a 0, Durval desviou cobrança de escanteio e Diego Souza empurrou para o fundo das redes. O gol poderia tranquilizar o comandante leonino, mas a reação foi discreta. Ele aplaudiu, orientou o time e seguiu mostrando preocupação. Foi para os vestiários com um ar pensativo. Deveria imaginar o que poderia ser feito na segunda etapa.

Segundo tempo

No retorno do intervalo, Vanderlei Luxemburgo fez o que poderia ter sido a escalação inicial do Leão. Colocou Thomás na vaga de Fabrício e formou dois trios. No meio de campo, Rithley, Patrick e Diego Souza – com o camisa 87 mais avançado. No ataque, Thomás, Osvaldo e André eram os homens mais ofensivos.

Claramente, o Sport se tornou outro time. As trocas de passe ficaram mais fáceis, e a equipe chegou com facilidade ao gol de Fernando Miguel em dois lances. Finalizou, contudo, para fora. A que teve mais probabilidade de entrar foi um chute de André dentro da pequena área. O chute errado pode ter sido a razão para Luxemburgo acreditar que o dia não era de André. Com isso, colocou Leandro Pereira no seu lugar. Mudança que resultou em algumas vaias direcionadas ao técnico.

Após o ímpeto inicial criado pelas mudanças táticas e de peças, o Sport não conseguiu mais atuar de forma organizada. Apenas conseguia rondar a área do Vitória sem oferecer perigo algum. O jogo transformou-se em uma partida de ataque contra defesa, mas, quem devia agredir, nada fazia. A situação criou espaços para o Vitória contra-atacar e, aos 32 minutos, o jogo ganhou números finais. Cleiton Xavier arrancou pela direita e só rolou para André Lima empurrar para o fundo das redes. O gol deixou os torcedores rubro-negros revoltados e eles escolheram Samuel Xavier como principal alvo das críticas e vaias no seguimento da partida.

O resultado fez o Sport ser ultrapassado pelo Vitória e, consequentemente, entrar na zona de rebaixamento. Situação bem diferente de quem sonhava com a entrada no grupo de equipes que disputará a Libertadores em 2018. Uma realidade amarga para o investimento que o Sport fez na temporada.

Ficha do jogo

Sport

Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Sander (Marquinhos, aos 30’ do 2ºT); Fabrício (Thomás, no intervalo), Patrick, Rithely e Diego Souza; Osvaldo e André (Leandro Pereira, aos 18’ do 2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Vitória

Fernando; Salino, Fred, Kanu e Geferson; William Farias; Uillian Correia (René, aos 27’ do 2ºT), Patric e Yago (Cleiton Xavier, aos 17’ do 2ºT); Neilton (André Lima, aos 20’ do 2ºT) e David. Técnico: Alexandre Gallo.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO). Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos GO). Gols: Diego Souza (45’ do 1ºT) (S); Uillian Correia (aos 17’ do 1ºT), Kanu (aos 37’ do 1ºT) e André Lima (aos 33’ do 2ºT)(V). Público: 7.135 pessoas. Renda: 139.015,00

Reco

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