Supermercados têm aumento de 5,32% nas vendas em 2021

Entre janeiro a maio de 2021 as redes de supermercados brasileiras acumularam um aumento de 5,32% nas vendas, segundo o Índice nacional de Consumo dos Lares Brasileiros, calculado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em comparação com 2020, o resultado foi 2,88% melhor.

De acordo com Abras, o desemprenho positivo das redes de supermercados estão associados a ganhos financeiros relevantes no período, como o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial e a antecipação do 13º salário dos aposentados pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

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O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, comenta como o planejamento dos supermercados associados a melhorias dos índices econômicos proporcionou melhorias para o setor:

O planejamento feito em 2020 para os primeiros meses de 2021 está sendo realizado e o resultado está aparecendo. Só entre abril e maio passados foram abertas 24 novas lojas no Brasil. E outras 45 passaram por grandes reformas […] “, disse em nota à imprensa.

Devido à recuperação do faturamento, os supermercados voltaram a fazer contratações. Em 2021 30.833 postos de trabalho assalariados foram abertos em 12 redes. Inclusive, Milan explica que os novos funcionários também tem parte de contribuição na melhoria do setor. Afinal, empregados, também passam a gastar mais nos supermercados.

A instituição tem boas expectativas para o restante do ano, com o avanço da vacinação e o anúncio da prorrogação do auxílio emergencial até outubro. 

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Aumento na venda dos supermercados
Aumento na venda dos supermercados | Imagem: Pixabay

Melhoria no faturamento dos supermercados não significa que consumidor está comprando mais

A notícia pode ser boa para os supermercados, mas nem tanto para os consumidores. Afinal, apesar da diminuição da cesta básica em junho, os preços continuam em alta. 

Na prática, o custo do kit dos 35 produtos mais vendidos nos supermercados acumulou um aumento de 21,88% em um ano, no mês de junho.inflação acumulada desde o ano passado. Ou seja, o que antes dava para comprar com R$ 528,14 agora sai por R$ 643,67. Os dados são da Abrasmercado.

O instituto também calcula os produtos mais consumidos com os maiores acúmulos de preços. São eles:

  • Margarina cremosa: 19,87%
  • Biscoito Cream Craker: 8,77%
  • Cebola: 5,59%
  • Feijão: 5,02%
  • Papel higiênico: 0,40%
  • Ovo: 11,43%
  • Carne suína: 8,91%

Em relação ao ano passado, os únicos itens que ficaram mais baratos foi o tomate, com uma baixa de 22,31% e a batata, com diminuição de 13,03% nos últimos 12 meses (até abril).

Por conta do preço alto os brasileiros estão gastando uma média de 4,82% a mais (percentual de março), mesmo comprando muito menos.

Mas, porque mesmo com a melhoria dos índices econômicos os preços continuam tão altos? O economista William Baghdassarian, do Ibmec Brasília explicou em entrevista ao Correio Brasiliense:

No ano passado, a pandemia do coronavírus causou vários impactos macroeconômicos locais e globais. O efeito do câmbio nos produtos agrícolas e em uma série de outros bens levou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA a 4,3%. Mas a inflação do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) ficou muito alta, em 23%. O IGP-M provocou, então, esses preços exorbitantes”, disse.

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Em contrapartida, o salário mínimo não aumentou. Pelo contrário, pesquisa indicam que a maior parte da população está sobrevivendo com até R$ 995,00. Esta relação econômica fez com que 19 milhões de brasileiros se encontrem em situação de vulnerabilidade alimentar, segundo dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em Contexto de Covid.

Mesmo Sul e Sudeste, que são regiões um pouco mais protegidas dessa situação, ainda tinham em torno de 50% de suas famílias também em situação de insegurança alimentar. Apenas 53% delas tinham garantia de acesso pleno aos alimentos e uma insegurança alimentar grave em torno de 6%, chegando a mais de 10% moderada e grave”, alertou a representante da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), Ana Maria Segall, em entrevista ao UOL,

Na pesquisa, foi evidenciado que mesmo com o auxílio emergencial de R$ 150 a R$ 375,00 o dinheiro ainda é insuficiente para grande parcela da população suprir suas necessidades de alimentação.

Fonte: Correio Brasiliense, Agência Brasil, UOL

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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