Tarifa branca dá desconto na conta de luz: saiba como funciona

A tarifa branca é um projeto garantido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) dá descontos médios de 4% na conta de luz para clientes que não consumirem energia elétrica em períodos concentrados, como só a noite.

O programa criado em janeiro de 2020 pela resolução n° 733/2016  com o objetivo de diminuir os picos de consumo de energia elétrica no país, atualmente um dos principais causadores de apagões.

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Segundo a Aneel 75 milhões de unidades consumidoras podem aderir à tarifa branca, entretanto somente 57.601 solicitaram o benefício até 2021.

Confira a seguir como funciona o e benefício e se ele é vantajoso para a sua casa e o seu bolso.

Tarifa branca na conta de luz: como funciona
Tarifa branca na conta de luz: como funciona | Imagem: Canva

Como funciona a tarifa branca?

O que muda na tarifa branca é que o preço médio da energia elétrica comprada varia conforme as faixas de horário em que for consumida ao invés de um preço único mensal.

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Os consumidores que usarem a energia elétrica nos períodos do dia em que o preço é mais barato, conseguem descontos na conta de luz.

O valor médio é definido por três faixas de horário. São eles:

  • Horário de ponta: período em que a tarifa fica mais cara, pois há mais consumidores utilizando energia;
  • Horário intermediário: período em que a tarifa base tem valor médio;
  • Horário fora da ponta: período em que a tarifa tem valor mais baixo.

O padrão de consumo de energia elétrica pode variar conforme a região e o consumidor pode solicitar estas informações a distribuidora no momento de solicitar a tarifa branca.

No caso de São Paulo, os horários são definidos da seguinte forma:

Variação Hora do dia Tarifa (R$)
Ponta
17h às 20h 1,115 por kWh
Intermediário 16h às 17h e 20h30 às 21h30 0,724 por kWh
Fora de ponta das 21h30 às 16h30 do dia seguinte 0,499 por kWh

Nos fins de semana e feriados é cobrado o dia todo a tarifa fora da ponta, que tem o preço mais baixo. Consulte mais detalhes sobre os postos tarifários no site oficial da Aneel.

Numa tarifa convencional a tarifa cobrada é de R$ 0,594 por KWh, independente do horário do dia em que é consumida energia elétrica.

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Dessa forma, se o pico de consumo de uma casa for das 17h30 às 20h30 o valor cobrado na tarifa branca será 99% maior do que o convencional. Já se for das 20h às 21h30 haverá uma economia de 22%.

O gráfico abaixo ajuda a demonstrar como seria o padrão de consumo ao longo do dia:

Como funciona a tarifa branca
Como funciona a tarifa branca | Imagem: Ecoa Energias Renováveis

Caso ainda tenha dúvidas confira o vídeo explicativo da Aneel:

Quando vale a pena solicitar a tarifa branca?

A tarifa branca só vale a pena para aqueles que tem um padrão de consumo de energia elétrica que convém com os períodos fora de ponta. Afinal, só nestes casos é que a economia é garantida.

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Já quem tem picos de consumo entre 16h30 e 21h30 poderá ver até a conta de luz subir, o que torna o uso da tarifa desvantajoso.

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Por isso, para saber se a tarifa branca é boa para você é preciso anotar quais são os períodos do dia em que você mais consome energia elétrica.

Quem chega em casa no final da tarde e vai direto para o banho dificilmente terá benefícios em solicitar a tarifa social, por exemplo.

Já para quem costuma concentrar as tarefas na parte da noite, depois das 21h30, podem ter uma boa economia na conta de luz.

Simule como ficaria a sua conta de luz

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Para te ajudar a decidir as próprias companhias de energia dos estados oferecem simuladores para demonstrar quanto ficaria sua conta de luz ao aderir à tarifa branca, considerando seu padrão de consumo. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) também disponibiliza um serviço semelhante, acesse aqui.

Confira também:

Quem pode pedir?

Todos os consumidores que moram em unidades de baixa tensão, como residências, apartamentos e afins.

Quem usa a tarifa social ou tem baixa renda não pode solicitar.

Como solicitar a tarifa branca?

O titular da unidade consumidora deve entrar em contato com a distribuidora de energia para solicitar a troca. 

A solicitação deverá ser atendida num prazo de 30 dias e sem cobranças de taxas ou anuidades extras.

Em seguida, um agente da empresa distribuidora comparecerá à residência para fazer a troca do relógio.

Após o atendimento o prazo para a religação é de 5 dias para unidades localizadas em áreas urbanas e de 10 dias para áreas rurais.

No próximo mês após a colocação do novo relógio medidor o consumidor receberá uma nova fatura pelos correios, no qual poderá acompanhar o consumo médio a cada hora e a cada dia.

Caso queira voltar ao modelo de tarifa anterior o cliente deve solicitar a mudança na distribuidora, que deverá atender o pedido dentro de 30 dias. Mas caso queira trocar novamente para a tarifa branca, aí será preciso esperar 180 dias.

Tarifa branca precisa de adaptações para cumprir seu objetivo

A tarifa branca foi criada para incentivar os cidadãos a mudar os hábitos de consumo e, com isso, otimizar a produção e distribuição energética do país.

Entretanto, o projeto não está cumprindo o seu objetivo. O desconto baixo e a possibilidade de optar pela tarifa faz com que o impacto da tarifa branca seja ainda muito baixo.

Segundo o diretor de regulação da TR Soluções, empresa especializada em tarifas de energia, o ideal seria tornar a tarifa obrigatória, mas com um incentivo maior aos consumidores.

Se há pessoas que podem e estão dispostas a fazer isso, é bom para elas e para o sistema também. Se a gente considera uma boa parte dos consumidores tendo esse raciocínio, isso vai acabar reduzindo a tarifa de todos, justamente porque os investimentos terão de ser menores”, argumenta.

Se todos os consumidores de baixa tensão tivessem aderido ao programa em 2020, por exemplo, as distribuidoras teriam recebido R$ 9,4 milhões a mais. 

Os dados demonstram que a tarifa branca opcional pode não somete prejudicar as distribuidoras, como também os consumidores que não aderiram ao programa.

A distribuidora vai continuar com os mesmos custos, mas vai ter menos receita. Esse desequilíbrio vai ter de ser compensado com aumento de tarifa para os consumidores que não optaram. Entendo que, nesse início, possa ser voluntário, mas torna-se cada vez mais oportuno que isso [a tarifa branca] seja colocado para todos”, explica Claudio Sales, do Instituto Acende Brasil.

Além disso, outra estratégia que promete ser mais eficaz é a liberação da tarifa branca para unidades de consumidora comerciais. 

Por exemplo, um escritório comercial tem o consumo entre as 8h e as 18h, ou seja, já ficaria permanentemente fora da ponta. Se a tarifa branca fosse obrigatória, esse consumidor simplesmente pagaria menos sem ter contribuído com uma mudança de comportamento, enquanto outros vão ter a conta mais alta. O sistema não necessariamente ganha com isso”, explica Ricardo Bradão, diretor de regulação da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica).

Enquanto mudanças não são feitas no projeto,  quem quer economizar na conta de luz pode optar por alternativas ainda mais eficientes. Entre elas, fazer o aluguel de energia sustentável e adotar hábitos sustentáveis de consumo de energia.

Fonte: Aneel, UOL, Ecoa 

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Negócios Digitais. Tem mais de 600 artigos publicados em sites dos mais variados nichos e quatro anos de experiência em marketing digital. Em seus trabalhos, busca usar da informação consciente como um instrumento de impacto positivo na sociedade.
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