Taxa de empreendedorismo cai no Brasil principalmente entre as mulheres

A pandemia mudou muitas situações em nossa rotina e isso se estendeu para a vida profissional, e para o empreendedorismo, também.

De acordo com um relatório, a crise sanitária mudou o perfil das mulheres que estão à frente de um negócio: entraram mulheres mais inexperientes e saíram as com mais tempo de empreendedorismo.

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Empreendedorismo feminino diminui. Mulheres escolheram ficar com a família durante pandemia. Foto: Istock
Empreendedorismo feminino diminui. Mulheres escolheram ficar com a família durante pandemia. Foto: Istock

A afirmação foi feita através do relatório da Globar Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

O estudo revelou que a maioria das empreendedoras já estabelecidas, com mais de 3,5 anos à frente de um negócio, se viram obrigadas a deixar suas empresas.

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No ano passado, devido à pandemia de Covid-19, a taxa de empreendedorismo total no Brasil atingiu o menor patamar dos últimos oito anos e caiu para 31,6%.

Esse número representa uma redução de 18,33% em comparação com a taxa de 2019, que foi de 39,7%. Com esse resultado, o Brasil caiu do 4º lugar em taxa total de empreendedorismo no mundo para o 7º lugar.

Mulheres influenciaram na taxa de empreendedorismo

As mulheres, junto com os jovens, os empreendedores de baixa renda e de pouca escolaridade, influenciaram no resultado da taxa de empreendedorismo estabelecido.

A taxa passou de 16,2% para 8,7% no passado. Essa é a maior redução registrada nos últimos 17 anos.

Em contrapartida, as mulheres também movimentaram o número dos empreendedores iniciais, com até 3,5 anos de fundação, que registraram a maior taxa da série histórica do estudo, atingindo 23,4%.

Pandemia

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, destaca que apesar do aumento da participação feminina no empreendedorismo, saíram mais mulheres do que entraram e isso aconteceu, principalmente, porque muitas se viram obrigadas a cuidar da família e isso fez com que a participação delas diminuísse no mundo dos negócios.

A pandemia afetou enormemente o Brasil e impactou muito o grupo mais vulnerável dos empreendedores, como, por exemplo, as empreendedoras. Isso fez com que houvesse uma reversão das conquistas adquiridas ao longo dos últimos anos”, afirma Melles.

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No ano passado, as mulheres corresponderam a cerca de 46% dos empreendedores iniciais, número um pouco superior ao registrado em 2006, quando a taxa era de 43,8 e mais quatro pontos percentuais, inferior ao registrado em 2019, quando as empreendedoras representavam metade dos empreendedores iniciais.

Esse grande volume de novas empreendedoras demonstra a importância de projetos como o Sebrae Delas, que tem o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres”, pontua o presidente do Sebrae.

Necessidade de empreender

Entre as causas para o leve crescimento na porcentagem da taxa dos empreendedores inicias está o aumento do desemprego, motivado pela crise sanitária de covid-19.

Essa expansão levou o índice ao maior nível da série já registrada pelo Sebrae há quase 20 anos.

Segundo informações do relatório, o número de empreendedores iniciais motivados por necessidade saltou de 37,5% para 50,4%, o mesmo nível de 18 anos atrás.

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Vale saber que 82% dos entrevistados alegaram que a motivação para começar um negócio foi a solução encontrada para trabalhar, já que os empregos são escassos.

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Outro destaque da pesquisa está relacionado com as pessoas que estão entrando agora no mercado como empreendedores, os empreendedores nascentes, cresceu 25% e atingiu o maior patamar da população adulta.

Para o presidente do Sebrae, essa nova geração de empreendedores é chamada de filhos da pandemia, pois estão nessa área por extrema necessidade de obter renda.

Para acessar o infográfico com mais informações e dados sobre a Pesquisa GEM clique aqui.

Bruna Santos
Jornalista com mais de 7 anos de experiência. Atuou como redatora em jornais impressos, sites especializados em moda e agências de comunicação em Mogi das Cruzes, São Paulo e Goiânia. Fez parte da equipe voluntários da ONG Trupe do Riso, cuidando das redes sociais da instituição. Além de colaboradora da WebGo Content, atua na Agência Conect, especializada em comunicação e marketing para profissionais da Saúde.
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