Taxa Selic vai subir para 6,35% para conter inflação: como isso afeta seu bolso?

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu que a taxa Selic vai subir para 6,35% para conter a inflação dos últimos meses. A previsão é que até o fim de 2021, haja outro aumento da taxa, ficando em 8,25% ao ano.

Este é o primeiro ciclo da alta da Selic depois de seis anos sem ser elevada. A taxa básica de juros serve como referência para as demais taxas da economia. O BC a utiliza como instrumento para controlar a inflação no país.

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Porém, com o aumento da Selic, o crédito deve ficar mais caro, impactando diretamente o bolso dos consumidores. A alta dos combustíveis é um dos principais fatores responsáveis pelo aumento da inflação no Brasil, segundo o IBGE.

Taxa Selic vai subir: como ficam os juros de financiamentos?

O aumento da taxa Selic vai causar grande impacto aos brasileiros que desejam financiar um imóvel. A elevação nas taxas de financiamentos imobiliários já foi anunciada por diversos bancos brasileiros.

Como a Selic deve terminar o ano acima de 8%, a previsão é que os juros da modalidade de crédito fiquem na casa dos 12%, ultrapassando os atuais 7,5% ao ano. De acordo com especialistas, cada ponto percentual a mais representa o acréscimo de 10% no valor do financiamento.

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Por isso, quem pretende comprar a casa ou apartamento próprio, deve ficar atento aos movimentos do mercado. Analise as opções de financiamento oferecidas e calcule com atenção para evitar surpresas no futuro.

taxa selic

Juros do cartão de crédito vão aumentar?

A Selic influencia todos os tipos de crédito, o que aumenta os juros rotativos no cartão. Além disso, o parcelamento e cheque especial também ficam mais altos.

Se a taxa aumenta, os preços tendem a baixar ou ficar estáveis, como consequência do controle da inflação. Mas os juros andam na contramão deste movimento, ficando mais altos.

Atenção à fatura do cartão de crédito! Não atrase ou esqueça de pagar, pois vai cair no rotativo e vai ficar ainda mais caro. Se você, evite o parcelamento da fatura, que também terá aumento nas taxas, pelo menos até dezembro de 2021.

E os empréstimos, vão ficar mais caros?

Por ser a taxa básica da economia brasileira, a Selic impacta diretamente os juros de empréstimos. Isso porque os bancos também vão ter que pagar mais caro para pegar dinheiro emprestado de outras instituições financeiras.

Este empréstimo interno entre os banco se chama CDI (Certificado de Depósito Interbancário). As instituições realizam este movimento, pois são obrigadas a fechar o dia com saldo positivo em caixa.

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A determinação de que os bancos precisam ter mais dinheiro entrando do que saindo vem do Banco Central. Por isso, quando a Selic sobe, a taxa CDI aumenta também, e tanto quem fornece quanto quem pega o dinheiro emprestado pagam mais caro.

Aumento da Selic é o suficiente para diminuir a inflação?

A forma tradicional de o Banco Central controlar a inflação é pelo aumento da Selic. Porém, especialistas alertam que a alta nos juros pode ser insuficiente se não houver a correção dos rumos das contas públicas.

O Copom deve se reunir novamente daqui a 45 dias para definir os novos rumos da taxa Selic. Até lá, a expectativa é que haja um resfriamento da atividade econômica, o que deve auxiliar na queda da inflação.

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Jornalista formada pela Universidade Luterana do Brasil de Canoas/RS. Repórter, apresentadora, roteirista e redatora, com experiência em rádio, televisão e online.
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