Inep marcou Enem 2021 para janeiro de 2022 mas ainda não confirmou as datas

A realização do Exame Nacional do Ensino Médio tem sido alvo de muitas dúvidas desde o ano passado, quando ele foi adiado pela primeira vez. No final das contas, acharam melhor remarcar o Enem 2020 para 2021. Mas e o Enem 2021, como será feito?

Alguns documentos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, mostram que o Enem 2021 só será marcado para 2022, entre os dias 16 e 23 de janeiro. O portal G1 teve acesso aos ofícios que comprovam essa decisão. Confira um trecho de um deles:

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“Em consonância com as informações apresentadas pelo Presidente do Inep na Reunião de Diretorias ocorrida às 9h de hoje, 3 de maio de 2021, [o ofício] ratifica que os dias 16 de janeiro de 2022 (domingo) e 23 de janeiro de 2022 (domingo) são as datas definidas para as aplicações das provas do Enem regular em sua edição 2021″. 

O que o Inep diz sobre o Enem 2021?

Veja as informações divulgadas até agora sobre o Enem 2021
Afinal, quando o Enem 2021 será realizado? Veja o que está sendo dito nos bastidores e em notas oficiais. (Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Até o momento, o Inep não confirmou a realização do Enem 2021 apenas no ano que vem. Em nota publicada no site do Instituto há o aviso de que existe orçamento para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio ainda neste ano, mas que o processo de planejamento e elaboração do cronograma de aplicação do Enem não foi concluído. 

De acordo com o Inep, os profissionais envolvidos na organização do Enem 2021 buscam excelência e, por isso, “Não há, ainda, confirmação sobre a data de realização das etapas, com exceção do período para solicitação de isenção e justificativa de ausência”. 

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O Instituto afirma que o edital para solicitação de isenção e justificativa de ausência já foi publicado com o objetivo de facilitar a compreensão das regras por parte dos candidatos Além disso, essa medida visa evitar que haja problemas na homologação da inscrição dos interessados. 

Já o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, reforça que as especulações de que o Enem 2021 só vai ser feito em janeiro de 2022 representam conversas de bastidores. Ele afirma que a prova ainda deve ser realizada entre outubro e novembro deste ano. 

“Tudo indica que lá para outubro, novembro.  A data vai ser verificada de acordo com o andamento da pandemia”, disse Ribeiro. 

O que acontece se o Enem 2021 realmente for adiado?

Um estudo realizado pela Semesp, que agrega um grupo de mantenedoras do Ensino Superior no Brasil, mostra que caso o Enem 2021 realmente seja adiado para 2022, o prejuízo para as universidades federais vai chegar a R$500 milhões. Isso aconteceria porque as instituições de educação teriam que investir em vestibulares próprios. 

“Considerando todos os ingressos em instituições públicas federais, estaduais e municipais, e também em privadas, incluindo Prouni e Fies, são mais de 1,1 milhão de alunos que ficarão sem aulas [em 2021], aguardando a definição do Enem”, afirma a presidente do Semesp, Lúcia Teixeira. 

O levantamento do Semesp mostra que, com o adiamento do Enem 2021, esses fatores podem ser prejudicados:

  • O uso da nota da prova no Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
  • O ingresso de estudantes em universidades privadas, que usam a nota do Enem para o processo seletivo;
  • A implementação das edições de 2021 do Programa Universidade Para Todos (Prouni, que dá bolsas em instituições de ensino privadas) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Como o Enem pode ser usado?

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A nota do Enem pode ser usada para entrar em universidades, sejam elas públicas ou privadas. Com a prova também é possível conseguir bolsas de financiamento em instituições particulares. Veja só:

  • Programa Universidade para Todos, o Prouni: oferece bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições privadas de Ensino Superior. Pessoas que se candidatam a uma bolsa integral no Prouni precisam ter renda familiar mensal por pessoa de até 1,5 salário mínimo. Já para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
  • Fies: proporciona financiamentos para cursos de graduação. Eles têm taxa real zero de juros. Durante a graduação, o aluno paga mensalmente um valor de coparticipação. Ao se formar, ele deve pagar os valores restantes.
  • Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação, o Sisu: o Sistema usa as notas dos candidatos do Enem para oferecer vagas no Ensino Superior público. 

Fontes: Poder 360 e G1

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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