Vendas online representam mais da metade do faturamento dos MEI

A venda online no Brasil durante muito tempo não tinha uma grande abrangência por entre os consumidores locais, isso porque ainda havia muito receio sobre a entrega, sobre o processo de envio, de recebimento e até mesmo nos casos em que é preciso realizar demais trocas e devoluções.

Porém, com a chegada da pandemia do coronavírus e a necessidade de isolamento do brasileiro dentro de casa, o aumento de compras online só tem crescido, sendo assim, uma das novas formas de compras que mais fazem sucesso em território nacional.

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Veja aqui como isso interfere na produção e venda dos microempreendedores e fique por dentro dessa e de demais informações.

Vendas online representam mais da metade do faturamento dos MEI

Vendas online representam mais da metade do faturamento dos MEI

Os pequenos negócios são correspondentes por mais de um quarto do PIB – Produto Interno Bruto – brasileiro. Sendo assim, juntas são mais ou menos 9 milhões de micro e pequenas empresas em nosso país, o que representam um valor de 27% do PIB, resultado do qual vem crescendo mais ainda diante dos últimos anos.

Esses dados surpreendentes foram revelados pelo então presidente do Sebrae, Luiz Barreto:

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O empreendedorismo vem crescendo muito no Brasil nos últimos anos e é fundamental que cresça não apenas a quantidade de empresas, mas a participação delas na economia”, afirma ele.

No ano de 1985 o IBGE fez o cálculo em 21% da participação dos pequenos negócios no PIB brasileiro.

Dessa maneira, como não existia uma atualização desse indicador desde o momento, o SEBRAE fez a contratação da FGV – Fundação Getúlio Vargas -, para assim, avaliar a evolução das micro e pequenas empresas dentro da economia brasileira, assim como a mesma metodologia também foi usada de maneira anterior.

No ano de 2001, esse percentual cresceu de 23,2%, enquanto no ano de 2011, chegou até 27%.

Quando se fala sobre valores absolutos, essa produção da qual é gerada pelas micro e pequenas empresas, foi quadruplicada em até dez anos, passando de R$144 bilhões de 2001 para o valor de R$599 bilhões no ano de 2011, se considerando os valores da época.

Os valores tinham sido apurados até o ano de 2011 para assim, manter a mesma maneira de cálculo, levando em conta os dados do IBGE dos quais estão disponíveis sobre os pequenos negócios.

Essa apuração foi realizada somente com a soma das riquezas que são geradas pelas empresas de todos os tipos de portes dentro dos setores do Comércio, da Indústria, de Serviços e também da Agroindústria – tirando apenas o setor público e as demais intermediação financeiras, visto que não existem micro e pequenas companhias dentro desses setores em específico.

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As micro e pequenas empresas são conhecidas por serem as principais geradoras de riqueza dentro do comércio no Brasil, visto que são correspondentes a 53,4% do PIB dentro desse setor.

Já no PIB de Indústria, a participação das micro e pequenas empresas, que é de 22,5%, já tem uma aproximação das médias empresas, de 24,5%.

Enquanto isso, no setor de Serviços, mais de um terço da produção nacional – que é equivalente a 36,3%, possuem uma origem dentro dos pequenos negócios.

Esses dados mostram a importância de incentivar e aumentar a qualidade dos empreendimentos de menor porte, incluindo assim também os Microempreendedores Individuais.

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De maneira isolada, apenas uma empresa possui poucos impactos, porém, quando juntas, possuem valores consideráveis para a economia de maneira geral.

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É interessante lembrar que os pequenos negócios também possuem a porcentagem de empregados de 52% dentro da mão de obra formal em nosso país, respondendo por 40% da massa de salário no Brasil.

Os motivos mais lembrados para o bom desempenho dos pequenos negócios na economia brasileira são uma grande melhoria no ambiente de negócios, principalmente depois da criação do regime do SuperSimples.

Esse modelo reduziu uma grande quantidade dos impostos, unificante oito tributos existentes em apenas um único boleto, além do aumento da escolaridade da população, a ampliação do mercado do consumidor e por fim, o maior crescimento da classe média.

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Esses três fatores possuem uma grande motivação do brasileiro ao empreender por oportunidade e não apenas por necessidade.

Antigamente as pessoas abriam um negócio próprio apenas quando não tinham um emprego certo, porém, hoje 7 entre cada 10 pessoas começam um empreendimento por verificar certa demanda dentro do mercado, o que gera empresas com maior planejamento e com maiores chances de crescimento.

Dados sobre os pequenos negócios na economia brasileira

  • 27% do PIB
  • 52% dos empregos com carteira assinada
  • 40% dos salários pagos
  • 8,9 milhões de micro e pequenas empresas

Marcela MazettoJornalista formada pela PUCPR viciada em música de todos os tipos, livros e séries. Mestre em curiosidades inúteis, está sempre procurando fugir da rotina.
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