Fake news nas eleições de 2022: saiba como se proteger da desinformação

Nesta terça-feira, o ministro Luis Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que as redes sociais bloqueiem o repasse de dinheiro para canais e contas que disseminam fake news, ou em português, notícias falsas. 

De acordo com a decisão de Salomão, as páginas e sites continuarão no ar, mas a verba que eles recebem das redes sociais será depositada em uma conta judicial até o fim das investigações.

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O direito de crítica, de protesto, de discordância e de livre circulação de ideias, embora inseparável do regime democrático, encontra limitações, por exemplo, na divulgação de informações e dados enviesados ou falsos, ou, ainda, no que se convencionou denominar como desinformação”, afirmou o ministro na decisão.

O ministro do TSE concedeu essa ordem como resposta a um pedido da Polícia Federal, que investiga um esquema que reverte a divulgação de fake news sobre urnas eletrônicas em um negócio. 

Quanto mais se atacam as instituições e o sistema eleitoral, mais proveito econômico os envolvidos conseguem”, ressaltaram os investigadores da PF no pedido enviado ao TSE.

A determinação de Luis Felipe Salomão antecipa uma preocupação constante do Tribunal Superior Eleitoral durante as últimas eleições: as notícias falsas e a desinformação dos eleitores

Como as fake news se popularizam em períodos eleitorais?

Como não cair em fake news nas eleições de 2022
Como não cair em fake news nas eleições de 2022? Veja tudo o que você precisa saber sobre notícias falsas antes que o período eleitoral comece. (Imagem: Fábio Pozzebom / Agência Brasil)

As fake news são disseminadas, principalmente, pelas redes sociais. WhatsApp e Facebook são os canais em que elas mais aparecem. Normalmente, as chamadas dessas notícias falsas também contam com links, que direcionam o internauta para um site falso. 

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Em setembro de 2018, o portal Nexo solicitou a realização de um levantamento para a empresa MindMiners, com o objetivo de entender como os eleitores brasileiros se informam. 

Os resultados da pesquisa não foram nada surpreendentes, mas explicam como há alguns anos as fake news têm sido uma ameaça para a democracia brasileira. 

As redes sociais foram confirmadas como o principal meio de informação nas eleições para quase 60% dos entrevistados. As mais comuns foram: WhatsApp (90%), o Facebook (85%) e o YouTube (72%).

O segundo canal informativo para os entrevistados foi horário eleitoral gratuito na TV (53%) e, na terceira posição, as conversas com amigos e família (38%). 

Em novembro de  2020, dias antes da realização das últimas eleições municipais no Brasil, uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) reforçou esses dados. O estudo chamado “Desinformação on-line e eleições no Brasil” analisou postagens no Facebook e Youtube entre 2014 e 2020. 

O estudo mostra que a prática (de fake news) é uma constante desde 2014 até 2020, com aumento pronunciado em anos eleitorais, mas também se mantendo em anos não-eleitorais (o que indica uma estratégia de campanha permanente contra o processo eleitoral). Além disso, indica que conteúdos desinformativos tendem a gerar maior engajamento.”, concluiu o relatório.

Como se proteger de fake news nas eleições de 2022?

Em 2018, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou um guia de combate à desinformação e à disseminação de fake news nas eleições.

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Ele sugere dicas para que a sociedade não caia nas notícias falsas e pare de compartilhá-las. Confira algumas orientações:

  • Desconfie de títulos bombásticos;
  • Observe a fonte antes de clicar em algum link que você recebeu por WhatsApp, email ou Facebook;
  • Verifique as fontes em um site de notícias com credibilidade;
  • Duvide de informações compartilhadas sem referências;
  • Se você não souber se alguma informações é verídica, não compartilhe com nenhum contato;
  • Denuncie conteúdos abusivos, falsos ou caluniosos;
  • Caso você receba uma fake news, avise a pessoa que te envio sobre a falsidade das informações compartilhadas.

Como denunciar informações falsas nas eleições?

Nas próximas eleições, você pode denunciar notícias falsas para veículos jornalísticos sérios ou para o Ministério Público Eleitoral (MPE), para as Ouvidorias da Justiça Eleitoral ou diretamente para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No ano passado, o TSE lançou um aplicativo exclusivo para denúncias de fake news. Ele é chamado de Pardal e pode ser encontrado gratuitamente nas lojas de apps. 

Nele, qualquer pessoa pode cidadão tirar fotos ou gravar vídeos de alguma notícia falsa e enviá-los para a Justiça Eleitoral. O tribunal regional eleitoral em que a ocorrência foi registrada tem a responsabilidade de analisar as denúncias. 

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Fontes: G1, Agência Brasil, FGV, CGI e TSE.

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Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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