O que fazer caso o dinheiro “suma” da conta? Veja como proceder

Saiba o que fazer quando o dinheiro some da conta bancária e quando é necessário entrar em contato com um advogado.

Aqueles que costumam ter um bom controle financeiro tendem a levar um grande susto quando percebem que está “faltando” algum dinheiro na conta. Uma atitude bastante comum nesse caso, que pode acontecer com qualquer pessoa, é conferir o extrato para entender por que o dinheiro foi debitado da conta.

Há casos em que o dono da conta consegue identificar a transação, mas nem sempre é assim. Infelizmente, algo que também pode acontecer é o proprietário da conta bancária não ter efetuado ou aprovado nenhuma compra e o dinheiro simplesmente sumir da conta, sem destino conhecido.

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Nesta matéria do No Detalhe, você descobre o que fazer quando o dinheiro some da conta e em que casos se faz necessário entrar em contato com um advogado. Confira!

Entre em contato com o banco para entender o caso

O que fazer caso o dinheiro "suma" da conta? Veja como proceder
Saiba o que fazer quando o dinheiro some da conta bancária e quando é necessário entrar em contato com um advogado. (Imagem: Pexels/Divulgação)

Quando um determinado valor é extraído da conta de uma pessoa sem o conhecimento e consentimento dela, é natural que, em um primeiro momento, ela se sinta impotente. Porém, se o cliente do banco não reconhece o motivo de o valor ter sido debitado da conta, ele deve entrar em contato com a instituição bancária.

A conversa com o banco deve servir para que o cliente relate o problema e solicite o estorno do valor que sumiu da conta. Porém, a forma como esse processo acontece varia de uma instituição para outra. O estorno pode acontecer antes ou depois de o banco realizar uma investigação. Em geral, a instituição bancária determina um prazo máximo (que não pode passar de 30 dias) para finalizar a apuração e, então, devolver o dinheiro ao cliente.

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Também vale ressaltar que, como orienta o assistente de Direção do Procon-SP, Paulo Góes, o ideal é que, para preservar seus direitos, o cidadão também vá até uma delegacia de polícia para fazer um Boletim de Ocorrência.

Isso porque são várias as situações que podem ser a verdadeira causa da movimentação de dinheiro. É possível que o cartão tenha sido clonado ou ainda que a senha tenha sido roubada. Além, é claro, de haver a possibilidade de que o dono do cartão tenha sido vítima de fraude.

Para especialistas em direito do consumidor, o banco deve restituir o valor ao cliente. Afinal de contas, o banco tem a tecnologia necessária para fazer a investigação do que teria acontecido, enquanto o cliente não. Em meio a isso, se se provar que o cliente autorizou a transação ou tinha conhecimento sobre ela, o valor de uma possível restituição deve voltar para o banco.

Quando você deve procurar ajuda de um advogado?

Quando o banco excede o limite de 30 dias para dar um retorno a respeito da apuração interna ou mesmo para estornar o valor desaparecido, o cliente pode e deve contatar um advogado a fim de recorrer à Justiça para pedir ajuda no esclarecimento do caso.

Para que um possível processo jurídico seja bem-sucedido do ponto de vista do cliente do banco, é interessante preocupar-se em haver registro do atendimento em que o cliente relata ao banco o desaparecimento do dinheiro da conta, como orienta Paulo Góes.

Em alguns casos, quando o banco demonstra agilidade em averiguar e apontar soluções para o problema, não é necessário tomar medidas mais extremas.

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Porém, se a instituição bancária deixa de dar retorno ao cliente por mais de um mês sobre o dinheiro que desapareceu ou que está desaparecendo da conta poupança, o cliente deve se prontificar para medidas mais sérias e contatar um advogado para ajudar com o caso, recorrendo a órgãos de defesa do consumidor e à Justiça para reaver o dano e seus direitos enquanto cliente do banco e consumidor.

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Redatora WebGo Content e bacharelanda em Comunicação Organizacional na UTFPR. Fã de café à meia noite e amante de fotografia de paisagens naturais. Adora sentir que está fora da própria bolha.

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