PIX: Entenda os novos limites de pagamento e transferência pelo serviço!

Quem faz transferências bancárias pelo sistema PIX tem, a partir de hoje (01/3/21), um limite maior para as transações. Os limites variam de acordo com o cliente, mas de acordo com o Banco Central, devem ser pelo menos iguais aos de TED ou do limite de compras do cartão de débito do consumidor.

Essa alteração já estava prevista para acontecer há três meses, quando o PIX foi lançado no Brasil. 

Para saber qual o seu limite para transferências, basta consultar o aplicativo do banco ou falar com o gerente da sua conta. Lembrando que os bancos têm a possibilidade de variar o limite de acordo com a pessoa. As instituições financeiras têm liberdade para instituírem políticas de limites diferentes entre si. 

Novidades para o PIX

sistema pix

Além da alteração do limite de transferências no PIX, o Banco Central estuda criar as mudanças para o sistema de pagamentos

Uma delas é o saque de dinheiro em lojas com o PIX. Essa possibilidade foi anunciada em junho de 2020. Para o Banco Central, isso vai beneficiar clientes de bancos tradicionais e fintechs, para que eles não precisem depender dos caixas eletrônicos para terem dinheiro em espécie. 

Outro benefício seria a redução de idas e vindas com dinheiro em espécie pelos lojistas, o que traria mais segurança. A expectativa é de que essa operação seja liberada em junho deste ano. 

Entenda como funciona o PIX

PIX é um sistema de pagamentos e transferências bancárias que promete ser mais rápido. Ele foi desenvolvido pelo Banco Central no Brasil e, de acordo com a instituição, promete facilitar transações.

Em detalhes, ele pode:

  • Alavancar a competitividade e a eficiência do mercado;
  • Baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes;
  • Incentivar a eletronização do mercado de pagamentos de varejo;
  • Promover a inclusão financeira; e
  • Preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população.

Todas as transações podem ser feitas com um telefone celular. Basta que o cliente tenha o aplicativo do seu banco instalado no aparelho e tenha um cadastro no PIX. Esse tipo de pagamento pode ser usado para:

  • Transferências entre pessoas;
  • Pagamento em estabelecimentos comerciais, incluindo lojas físicas e comércio eletrônico;
  • Pagamento de prestadores de serviços;
  • Pagamento entre empresas, como pagamentos de fornecedores, por exemplo;
  • Recolhimento de receitas de Órgãos Públicos Federais como taxas (custas judiciais, emissão de passaporte etc.), aluguéis de imóveis públicos, serviços administrativos e educacionais, multas, entre outros (esses recolhimentos poderão ser feitos por meio do PagTesouro);
  • Pagamento de cobranças; 
  • Pagamento de faturas de serviços públicos, como energia elétrica, telecomunicações (telefone celular, internet, TV a cabo, telefone fixo) e abastecimento de água; 
  • Recolhimento de contribuições do FGTS e da Contribuição Social; 

Não existe um limite mínimo para as transferências. Isso significa que as transações podem ser feitas em centavos, sem problemas e sem custo para o cliente. 

No momento do cadastro, o consumidor pode escolher qual dado será a chave PIX dele. Essa informação será usada para a realização das transferências. Isso significa que dados como agência e contas bancárias não serão necessários para fazer um envio de dinheiro.

As chaves PIX podem ser:  CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória (uma sequência gerada aleatoriamente para quem não quiser vincular dados pessoais às informações de conta).QR Codes também podem ser usados.

Balanço PIX

Em um mês de uso, o PIX movimentou R$83,4 bilhões. Mais de 116 milhões de chaves foram cadastradas nesse período. Isso equivale a  46,4 milhões de pessoas e três milhões de empresas com cadastro no sistema. É importante ressaltar que o mesmo cliente da instituição financeira pode ter várias chaves PIX. 

Para incentivar ainda mais o uso do sistema, o Banco Central e o Sindicato Nacional de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) firmaram um acordo para possibilitar que o PIX seja uma alternativa de pagamento de faturas de celular e de recarregamento de créditos em contas pré pagas. 

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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