Anvisa autoriza testes clínicos de mais dois tipos de vacina no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes clínicos de mais duas vacinas contra Covid-19 no Brasil. Os ensaios devem ser feitos com 8.792 voluntários em nove estados do país.

Com essas novas aprovações, o Brasil tem 10 pesquisas clínicas de vacina aprovadas desde o começo da pandemia. Confira, a seguir, mais detalhes sobre os imunizantes que serão testados e como funcionarão as pesquisas!

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cadastro vacina são paulo

Quais as vacinas contra covid-19 usadas até agora

O Plano Nacional de Imunização (PNI) atual usa somente quatro vacinas liberadas pela Anvisa. A primeira autorizada foi a CoronaVac, que iniciou o período de imunização no país.

Posteriormente, ocorreu a aprovação das vacinas AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Johnson. Das quatro vacinas, somente a da AstraZeneca e Pfizer obtiveram registro definitivo na Anvisa. A CoronaVac e Johnson são utilizadas com autorização para uso emergencial.

Novas vacinas autorizadas para testes clínicos

Duas vacinas contra o novo coronavírus foram autorizadas para testes clínicos no país. A seguir, apresentamos quais são esses imunizantes:

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Vacina AZD2816

Uma das vacinas é a AZD2816, que é uma versão modificada da atual AstraZeneca utilizada no país. Ela tem a mesma tecnologia da anterior, o vetor viral, e a modificação tem como foco fornecer imunidade contra variante beta, uma vez que a primeira versão da vacina deu uma proteção limitada, somente.

A vacina de vetor viral é aquela que usa outro vírus, chamado de adenovírus, para carregar parte do material genético do Covid-19 ao nosso corpo. Esse material genético dá ao corpo instruções para fazer a proteína S do coronavírus. Assim, ocorre a ativação de células-chave do sistema imune, os linfócitos B e T e a pessoa desenvolve imunidade contra Covid-19.

Há mais três vacinas vetoriais em uso no mundo, a CanSino (China), a do Instituto de Pesquisa Gamaleya (Rússia) e a da Johnson (Estados Unidos).

Vacina da Academia Chinesa de Ciências Médicas

Outra vacina autorizada para testes clínicos pertence à Academia Chinesa de Ciências Médicas e é inativada, como a CoronaVac. Neste caso, o imunizante traz o vírus inteiro só que inativado (morto).

Na prática, isso significa que a vacina tem todas as proteínas do coronavírus, menos a S, que é a que ele utiliza para infectar as células do corpo humano. Quando nosso corpo identifica o vírus inativado, ele começa a gerar a imunidade.

No mundo, há mais quatro vacinas que utilizam o vírus inativado: a CoronaVac/Sinovac, a Sinopharm/Pequim e Wuhan (China), a do Instituto de Pesquisa para Problemas de Segurança Biológica do Cazaquistão e a Bharat Biotech (Índia).

Como serão os testes das novas vacinas?

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Os testes variam de acordo com o imunizante, sempre de acordo com critérios da Anvisa. Conheça, a seguir, como serão as pesquisas clínicas de acordo com a vacina:

Testes vacina AZD2816

Os testes ocorrerão na Bahia, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo e envolverão 800 voluntários. Poderão participar adultos a partir de 18 anos que nunca se vacinaram contra Covid-19 e aqueles que já se vacinaram.

O estudo será de fase 2 e 3 simultaneamente, para testar a segurança e imunogenicidade da vacina, ou seja, sua capacidade de induzir resposta do sistema de defesa do corpo. Para medir a resposta imune, o estudo fará três comparações:

  • Quando a vacina é dada em dose única a pessoas que não têm anticorpos, mesmo que se imunizaram anteriormente;
  • No caso de a vacina ser dada em duas doses a pessoas que não possuem anticorpos e não foram vacinadas anteriormente;
  • Quando a vacina é dada somente como segunda fosse para quem já recebeu a primeira da AstraZeneca utilizada no país. Os participantes não podem ter anticorpos para o vírus, neste caso.

Testes da vacina da Academia Chinesa de Ciências Médicas

Os testes da vacina da Academia Chinesa de Ciências Médicas serão feitos em Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, envolvendo 7.992 participantes acima de 18 anos de idade.

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A pesquisa clínica será de fase 3, somente, com grupo placebo, que recebe uma substância inativa para medir os efeitos da vacina e avaliar sua eficácia, segurança e capacidade de gerar resposta imune. Ao todo, duas doses serão aplicadas com intervalo de 14 dias.

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Vacinas em teste no Brasil

Além das vacinas AZD2816 e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, há outros quatro imunizantes em pesquisa clínica no país: Medicago/GSK, Sichuan Clover Biopharmaceuticals (SCB-2019), Covaxin e Sanofi.

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