Auxílio emergencial 2021 pode reduzir PELA METADE o número de assistidos. Entenda os planos do governo federal

Nos últimos 11 meses, desde que o auxílio emergencial foi divulgado, o governo federal vem realizando um pente fino em todas as pessoas que receberam o benefício, para identificar se elas tinham direito.

Esse processo ainda continua sendo realizado para reduzir ao máximo o número de beneficiários para uma nova rodada do auxílio emergencial, que tudo indica que o governo pagará após pressão de aliados e oposição.

Em abril de 2020, quando ocorreu o pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial, 65 milhões de pessoas receberam o benefício. Em setembro, o número baixou para 57 milhões.

Agora, após nova análise feita pelo governo federal, cerca de 33 milhões de brasileiros receberiam o auxílio, entre eles 14 milhões que já estão no Bolsa Família. Ou seja, o número inicial foi reduzido pela metade.

auxilio emergencial em 2021

Como é feito o pente fino?

O governo utiliza o cruzamento de informações de 11 bases de dados para realizar o pente fino do auxílio emergencial e determinar quem vai receber o benefício.

Além disso, uma plataforma criada pelas secretarias de governo digital e previdência e trabalho também é acionada, ferramenta que a partir desse ano será utilizada para identificar se o solicitante tem direito a outros programas de renda e emprego que serão lançados.

Entre os principais bancos de dados utilizados para análise estão os do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), MEI (Microempreendedor Individual) e CNIS (Cadastro de Informações Sociais).

Para realizar essas análises, o governo federal utiliza apenas um dado, o CPF do beneficiário, informação que possibilita identificar se é servidor público, aposentado, pensionista, militar, empresário e dados de seu imposto de renda.

Auxílio emergencial 2021

Desde o fim do auxílio emergencial, aumento de famílias em situação de vulnerabilidade e incremento de casos de contaminação por Covid-19 e de mortes, o governo federal vem sofrendo pressão para renovação do benefício.

Inicialmente, o discurso do presidente e ministros é de que não há como bancar a renovação por falta de verba. Foi quando a popularidade do governo, especialmente do presidente, começou a cair.

Temendo que esse problema fosse afetar a possibilidade de uma reeleição do presidente ou que desse abertura para uma ação mais incisiva da oposição, o governo federal mudou o discurso e passou a considerar a renovação do auxílio emergencial.

No entanto, essa renovação vem com mudanças. Oficialmente, o governo federal não divulgou como será o auxílio, mas há informações nos bastidores que indicam quais são as possíveis novidades. Veja, a seguir, quais são:

Redução do número de beneficiários

A ideia é renovar o benefício, mas cortar gastos ao máximo, para evitar um superendividamento nas contas públicas. É por isso que o governo federal vem realizando pente fino na lista de beneficiários.

Outra possibilidade de redução seria excluir beneficiários de outros programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, mantendo quem realmente não recebe valor algum do governo.

Mudança do valor

A previsão é de que o valor do novo auxílio emergencial seja de R$ 250,00, montante que seria pago durante 4 meses. De acordo com pesquisas de institutos econômicos, esse total não chega a comprar nem 50% de uma cesta básica em São Paulo.

É válido lembrar que em abril de 2020 o governo federal iniciou o programa com pagamentos de R$ 600,00 por mês e foi baixando o total mensal a cada renovação.

Alteração do nome

O governo federal estuda alterar o nome do auxílio emergencial para BIP (Bônus de Inclusão Produtiva). A alteração tem a ver com a proposta de inserir uma obrigatoriedade para recebimento do benefício: a realização de um curso.

De acordo com o governo, o curso tem a finalidade de atualizar e capacitar o profissional para o mercado de trabalho. No entanto, esse é um tema que tem gerado controvérsias.

Não se sabe se o curso seria online. Se sim, muitas famílias não têm acesso à internet de qualidade, o que impossibilitaria a realização do curso. Caso seja presencial, o beneficiário precisaria se deslocar até o local em época de pandemia, gastando com transporte.

Auxílio emergencial 2021

A estimativa é que o novo auxílio emergencial seja pago a partir de março, de três a quatro parcelas de R$ 250,00, por meio do Caixa Tem, como foi feito em meses anteriores.

Flavio Carvalho
Gestor de Projetos e Pessoas da WebGo Content. Especialista em SEO e novos Projetos. Formado em Relações Públicas (PUC/PR) e experiência de mais de 10 anos no Marketing Digital.

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