Corrupção pode aumentar nos próximos meses segundo 61% dos brasileiros

Os brasileiros não parecem estar muito confiantes com o futuro da política brasileira. É o que mostra uma Pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira, pelo jornal Folha de S. Paulo. Ela aponta que 61% dos entrevistados acreditam que a corrupção vai aumentar no Brasil nos próximos meses. Apenas para 11% dos participantes ela vai diminuir. 

A pesquisa entrevistou 3.667 pessoas nos dias 13 a 15 de setembro. Brasileiros de 190 municípios de todo o país foram ouvidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. 

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Como os entrevistados acreditam que a corrupção vai ficar nos próximos meses 

61% dos brasileiros acreditam que corrupção vai aumentar nos próximos meses
Qual o futuro da corrupção no Brasil? Maioria dos brasileiros acredita que ela vai aumentar nos próximos meses, segundo pesquisa Datafolha. (Imagem: Pixabay / Divulgação)

Veja os detalhes da pesquisa DataFolha sobre a percepção sobre corrupção entre os brasileiros:

  • 61% dos ouvintes acham que a corrupção vai aumentar. Em dezembro de 2020, esse percentual era de 56%. Já em abril de 2019, era de 40%;
  • 24% dos brasileiros acreditam que a corrupção vai ficar como está. Em 2020, 27% acreditavam nisso. Em 2019, 21%; 
  • 11% acham que a corrupção vai diminuir. Esse número era maior em dezembro de 2020, quando 14% dos participantes tinham a mesma opinião. Em abril de 2019, 35% acreditavam nisso. 

Bolsonaro discursa sobre corrupção na Assembleia Geral da ONU

O presidente Jair Bolsonaro discursou nesta semana na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em sua fala, ele comentou sobre a corrupção no país. Ele defendeu que, desde o início do mandato dele, não houve casos concretos de atos ilícitos. 

Confira o trecho: 

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Senhoras e senhores, É uma honra abrir novamente a Assembleia Geral das Nações Unidas.  Venho aqui mostrar o Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões. O Brasil mudou, e muito, depois que assumimos o governo em janeiro de 2019. Estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção. O Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares, valoriza a família e deve lealdade a seu povo.”, disse Bolsonaro. 

O líder do Executivo brasileiro também falou sobre privatizações, meio ambiente, vistos para refugiados do Afeganistão, pandemia de covid-19 e defendeu, novamente, a utilização de tratamentos precoces para covid-19, que é desaconselhada por autoridades de saúde. 

O discurso de Bolsonaro repercutiu em Brasília. Muitos senadores criticaram a fala do presidente. 

O presidente da República foi à Assembleia Geral da ONU para vender mentiras e criar cortinas de fumaça para ocultar os crimes cometidos na gestão da pandemia e reafirmar o negacionismo do seu governo. Ele ao menos ajustou o discurso. Trocou o ‘estamos sem uma mácula de corrupção’ por ‘estamos sem qualquer caso concreto de corrupção’. É uma pena que ele não tenha se aprofundado sobre os casos ‘não concretos’ que a CPI da Covid apontou”, escreveu a senadora Leila Barros (Cidadania-DF).

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também fez críticas ao discurso. 

O discurso pífio e mentiroso de Bolsonaro na ONU mostra ao mundo a ‘república do cercadinho’, uma vergonha para todos os brasileiros. Mentiu do começo ao fim, repetiu seu negacionismo e mostrou sua limitação cognitiva para todo o mundo”, disse. 

Já o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, quis minimizar a situação. 

Obviamente que há posições do presidente com as quais eu não concordo, mas são convicções dele, já conhecidas de todos. Portanto, não há grande surpresa em relação à fala do presidente, que é aquilo que ele normalmente prega (…) Nós devemos respeitar, essa cultura do respeito entre os Poderes. Vamos celebrar o que há de positivo no país neste momento, que é a possibilidade de nós termos entre os Poderes um mínimo de união para dar soluções aos nossos problemas reais.”, disse Pacheco. 

Desde 1947 é costumeiro que o presidente brasileiro abra a Assembleia Geral da ONU com um discurso. Essa tradição começou com o inicio das Nações Unidas, quando o diplomata Oswaldo Aranha, presidiu a Assembleia Geral. 

Fontes: G1,Agência Brasil e Agência Senado. 

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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