91% das empresas demitem por causa de comportamento

A pesquisa “Habilidades 360° América Latina 2020”, realizada pela Michael Page, quer tentar explicar o motivo pelo qual as empresas demitem funcionários. De acordo com o estudo, 91% dos desligamentos de colaboradores acontece por problemas no comportamento. 

Por que empresas demitem?

Por que empresas demitem?
Pesquisa tenta entender por que empresas demitem e quais características são mais valorizadas. (Imagem: Fauxels / Divulgação)

Habilidades como comunicação assertiva, resiliência, capacidade de trabalhar em equipe e de lidar com diversidade são vistas como pontos cada vez mais positivos pelas empresas. 

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“Atualmente, os executivos da América Latina garantem que na hora de tomar uma decisão de demissão, as soft skills influenciam 41%, o que mostra a relevância que estão ganhando dentro das organizações e as estruturas de capital humano que se consolidam dentro das empresas. Assim como 55,3% afirmam que o fato de algumas pessoas em sua força de trabalho não possuírem as habilidades sociais necessárias para o seu cargo é um obstáculo de moderado a sério para o atual funcionamento e inovação da empresa.”, relata a pesquisa. 

De acordo com o Diretor de Gerência do Page Group Peru, Ignacio Hernández de la Torre, a priorização de contratação de funcionários com boas noções de comportamento e soft skills vai levar as empresas a um futuro de sucesso. 

Entender que as habilidades sociais não são mais um ‘bom ter’, mas sim um ‘deve ter’, permitirá que as empresas entendam a importância de uma pessoa ser capaz de desenvolver as tarefas técnicas de sua função, mas ao mesmo tempo leve sua equipe a todo o potencial com uma gestão adequada ou comunicação assertiva, por exemplo. É isso que vai determinar a competitividade das empresas ao longo do tempo”, defende de la Torre. 

Empresas demitem funcionários durante home office

Em um texto publicado pela Sociedade de Advogados Lopes e Castello, com a pandemia e a adoção do regime de trabalho em homeoffice, muitas empresas têm feito advertências ou até mesmo demitido funcionários que têm comportamentos inadequados enquanto trabalham de casa. 

Alguns acabam não cumprindo suas obrigações e infelizmente confundindo home office com férias”, diz a advogada Mayra Palópoli. 

A apresentação de atestados falsos, a recusa para voltar a trabalhar presencialmente nos escritórios ou o flagrante de colaboradores sendo irresponsáveis, como na participação de festas clandestinas, são alguns dos motivos que podem levar à demissão. 

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Por outro lado, alguns trabalhadores têm se demitido ao serem pedidos para retornarem para as atividades presenciais por terem se adaptado à rotina do home office. 

De acordo com uma pesquisa da Catho, 72% dos entrevistados que trabalham de casa afirmam que os impactos desse regime são positivos. Para 24,5% dos participantes, os impactos são neutros.

Muito se fala sobre futuro digital com automatização de processos, mas a realidade é que será fundamental investir em humanização. Ser digital é imprescindível, já observamos isso no presente, porém investir em pessoas será a chave do sucesso e diferencial competitivo dos talentos mais disputados do futuro”, explica Maiara Tortorette, gerente da Catho.

Demissões durante a pandemia no Brasil 

O ano de 2020 foi complicado para todo o mundo. Especialmente no Brasil, o desemprego avançou com a pandemia de covid-19. De acordo com o Sebrae, em apenas quatro meses do ano passado, mais de 900 mil pessoas foram demitidas. Esse número de demissões é equivalente ao período entre 2014 a 2018. 

Durante o primeiro semestre completo de 2020, o país perdeu 1,2 milhão de postos de trabalho. 

No acumulado do ano de 2020, o setor de serviços foi o que mais demitiu. O saldo negativo de empregos levou ao fechamento de 132.584 postos de trabalho no ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em janeiro deste ano. 

Os primeiros meses deste ano não deram trégua para as empresas, de acordo com a 10ª edição da Pesquisa “O Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Com a segunda onda de casos de covid-19 no país e o endurecimento de medidas sanitárias, como a necessidade de fazer lockdown em várias cidades brasileiras, fizeram com que negócios fechassem as portas. 

Nessa segunda onda, setores que não estavam sendo tão impactados estão sofrendo mais também. A pesquisa revela que nenhum segmento apresentou melhoria e que atividades que foram menos impactadas anteriormente, como o agronegócio, saúde e construção civil estão vendo a situação piorar”, afirmou em março Carlos Melles, presidente do Sebrae. 

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Os setores mais impactados foram os de Turismo, Economia Criativa, Beleza, Serviços de Alimentação e Artesanato. 

Com este cenário, 19% dos donos de micro e pequenas empresas precisaram demitir funcionários. Este percentual foi maior do que o registrado em julho de 2020, que foi de 17%. 

Fontes: Michael Page, Lopes & Castello, UOL, Sebrae, Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Agência Brasil e Catho.

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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