Auxílio Emergencial ou Bolsa Família: Você receberá os dois? Descubra

Com a volta do auxílio emergencial definida para abril, muito beneficiários do Bolsa Família ficaram na dúvida se irão receber um ou o outro. Assim como no ano passado, o beneficiário irá receber o que tiver o valor mais alto.

Sendo assim, as pessoas que recebem Bolsa Família poderão passar para o auxílio emergencial 2021 se ele for mais vantajoso. Enquanto isso, os pagamentos da bolsa ficam suspensos, e após o fim das quatro parcelas do auxílio os beneficiários voltam a ser atendidos pelo outro programa automaticamente.

Em média, as parcelas mensais do Bolsa Família são de R$ 186. Enquanto isso, o valor do auxílio variam conforme a situação, mas na maioria dos casos é superior ao do programa. Por isso, a tendência é que a maior parte dos beneficiários migrem de uma iniciativa para a outra durante a vigência do auxílio.

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O pagamento do novo auxílio emergencial começa a partir do dia 16 de abril, dia em que os beneficiários do Bolsa Família já começam a receber a primeira parcela.

Para esse grupo, o calendário de pagamento será o mesmo do programa, ou seja, nos últimos dez dias úteis de cada mês. Além disso, os pagamentos acontecem de forma escalonada, segundo o final do Número de Identificação Social (NIS).

O novo auxílio tem três valores diferentes. Quem mora sozinho deve receber R$ 150 por mês, mas se a família for composta por dois ou mais integrantes o valor sobe para R$ 250. Para famílias chefiadas por mães solteiras, o auxílio será de R$ 375 mensais.

Se o valor que a família recebe de Bolsa Família for maior do que a parcela que teria direito do auxílio emergencial, ela segue recebendo o benefício normalmente e não tem direito ao auxílio. Do contrário, troca um benefício pelo outro durante estes quatro meses.

Beneficiários do Bolsa Família terão renda menor com queda no auxílio emergencial

Segundo um estudo da Tendências Consultoria Integrada, os beneficiários do programa Bolsa Família devem ter uma renda 62% menor neste ano. O motivo são as restrições no auxílio emergencial 2021, que terá parcelas menores e atenderá 22,6 milhões de pessoas a menos do que no ano passado.

Em 2020, o auxílio teve duas etapas diferente. Na primeira, foram cinco parcelas de R$ 600, sendo que mães solteiras receberam R$ 1.200,00. Depois, o valor do benefício caiu pela metade, e o auxílio foi de R$ 300,00 (R$ 600,00 para mães solteiras) durante até quatro meses.

Quando iniciaram as negociações para trazer de volta o auxílio emergencial neste ano, alguns políticos defendiam que ele voltasse ao valor das primeiras parcelas. Para outros, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o ideal era continuar da forma como estava no final do ano, R$ 300,00. Entretanto, o governo federal insistiu nos R$ 250,00, valor que mal cobre metade de uma cesta básica.

Apesar da queda no auxílio emergencial 2021, a estimativa da Tendências é que o valor seja maior que o do Bolsa Família para 73,7% dos beneficiários do programa.

Ainda segundo o estudo, o benefício não será suficiente para dar sobrevida à renda dos brasileiros. A consultoria estima que a massa de renda total domiciliar no país, índice que considera todas as fontes de renda dos brasileiros, caia 3,5% em 2021.

Dessa forma, a renda total dos brasileiros pode sofrer uma queda de R$ 157 bilhões neste ano. Além da redução do auxílio emergencial, as incertezas sobre a economia e o mercado de trabalho estão entre os motivos para esta projeção do estudo.

Veja também: Guedes afirma que beneficiários do auxílio emergencial devem ser vacinados nos próximos 4 meses

Rendimento de trabalho neste ano deve ser fraco

Outro ponto que chama a atenção no relatório da Tendências é sobre o rendimento de trabalho para 2021. Este índice diz respeito às fontes de renda dos trabalhadores com mais de 14 anos em dinheiro, produtos ou mercadorias.

A estimativa da consultoria para este ano é um aumento de apenas 1% no rendimento de trabalho. Em 2020, o índice que representa 57,4% da renda dos brasileiros sofreu queda de 3,6%.

De acordo com a Tendências, um crescimento de apenas 1% em 2021 não é suficiente para repor a perda do ano passado. Entre os motivos para o aumento abaixo do necessário estão o agravamento da pandemia no Brasil, o enfraquecimento de setores da economia, as incertezas em relação ao cenário fiscal e a redução de políticas de incentivo às famílias e empresas do país.

A expectativa é que o retorno de programas de auxílio, como o Pronampe e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, juntos de uma vacinação em massa no país, ajudem a dar fôlego para a atividade econômica no segundo semestre, abrindo mais postos de trabalho.

Felipe Matozo
Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Internacional Uninter, repórter do Jornal O Repórter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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