Banco Central eleva taxa selic a 12,75% ao ano; entenda como isso vai te afetar

Taxa Selic aumentou um ponto percentual e chegou a 12,75%. Com isso, juros de empréstimos e financiamentos também aumentam. Entenda!

Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou a Taxa Selic de 11,75% para 12,75% ao ano. Essa é a décima alta consecutiva e é o maior nível que ela já atingiu desde fevereiro de 2017, quando era 13% ao ano.

A Taxa Selic é a principal ferramenta do BC para controlar a inflação no Brasil. Ela é a taxa básica de juros da economia. A partir dela, todas as taxas de juros do país são atualizadas, como empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. 

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Na prática, quando a Selic aumenta, os juros de empréstimos e financiamentos ficam maiores, o que desestimula o consumo e leva à queda da inflação. Quando a taxa diminui, fica mais barato solicitar crédito nos bancos, o que funciona como um incentivo ao consumo. 

Por que o Copom elevou a Taxa Selic?

Banco Central eleva taxa selic a 12,75% ao ano; entenda como isso vai te afetar
Taxa Selic foi criada para controlar a inflação. Você sabe como ela te impacta? (Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

O Copom aumentou a Taxa Selic em um ponto percentual, o que é considerado uma grande alta. Em nota, o comitê informou que essa decisão foi tomada levando em conta a incerteza do cenário atual e  um balanço de riscos para os próximos meses. 

O Comitê julga que a incerteza em torno das suas premissas e projeções atualmente é maior do que o usual.”, informou à imprensa. 

Alguns pontos foram destacados que justificam o aumento da Selic:

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  • As pressões inflacionárias que surgiram com a pandemia de covid-19 se intensificaram com problemas de oferta que vem da nova onda da doença na China e da guerra na Ucrânia;
  • A inflação ao consumidor seguiu surpreendendo negativamente;
  • As expectativas de inflação para 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 7,9% e 4,1%, respectivamente.

A elevação da Taxa Selic foi uma decisão unânime do Copom, mas não agradou a todos os setores da sociedade. A Confederação Nacional da Indústria, por exemplo, divulgou uma nota defendendo que o aumento foi excessivo. 

Este novo aumento da taxa de juros deve comprometer ainda mais a atividade econômica, que já dá claros sinais de fraqueza. Para a indústria, a intensificação do ritmo de aperto da política monetária piora as expectativas para o crescimento econômico em 2022, com efeitos adversos sobre a produção, o consumo e o emprego”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Quais são os efeitos do aumento da Taxa Selic para a população?

O aumento da Taxa Selic é favorável para a parcela da população que investe dinheiro em fundos de renda fixa, como o Tesouro Direto e CDBs (Certificado de Depósito Bancário), pois eles rendem mais.

Por outro lado, o restante dos brasileiros, que é a grande maioria, vai sofrer para pagar financiamentos, empréstimos ou dívidas com altos juros.  Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira ressalta que este é um momento de cautela. 

E esse processo passa por uma mudança de comportamento em relação ao uso e à administração do dinheiro, o que implicará no fim da era do consumo exacerbado e impulsivo. O momento é de muita cautela e precaução, pois a saúde financeira e a realização dos sonhos das famílias dependerão dessa conscientização. É preciso reestruturar o orçamento financeiro e assumir o controle da situação, antes que se torne insustentável.”, explica o especialista. 

Como está a inflação no Brasil?

A Taxa Selic aumentou como forma de controlar a inflação no país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação de abril foi elevada em 1,73%, maior para o mês desde 1995. Em março deste ano, ela também foi a maior para o mês desde 1994. 

Esses resultados foram puxados pelo aumento no preço da gasolina, avanço nos preços de alimentos e bebidas e alta do botijão de gás, entre outros fatores. 

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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