Taxa Selic a 11,75%. O que isso afeta no bolso do trabalhador brasileiro?

O Copom, do Banco Central, aumentou a taxa Selic novamente. Descubra como essa subida afeta o bolso do trabalhador brasileiro

O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (16) aumentar a taxa Selic de 10,75% para 11,75% ao ano, com alta de um ponto percentual.

Trata-se do nono aumento consecutivo da taxa de juros básica do país. Com a decisão, a Selic alcançou seu maior patamar desde abril de 2017, quando estava em 12,25% ao ano. Resumidamente, é o maior nível da Selic em quase cinco anos.

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E o que o aumento da taxa Selic significa para o trabalhador brasileiro? A seguir, respondemos essa questão e falamos mais sobre a taxa. Acompanhe!

O que é taxa Selic?

Taxa Selic a 11,75%. O que isso afeta no bolso do trabalhador brasileiro?

A princípio, é importante conhecer o que é a taxa Selic. A sigla Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que é uma ferramenta virtual de títulos do Tesouro Nacional.

De maneira simples e resumida, a taxa Selic é a taxa de juros básica do país. Ela é definida pelo Copom a cada 45 dias, que pode aumentá-la, reduzi-la ou mantê-la no mesmo patamar.

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A taxa Selic foi criada em 1979, quando a economia brasileira passava por um momento de hiperinflação. Na prática, isso significa que a inflação estava muito alta e fora do controle, eliminando o poder de compra das famílias. Além disso, esse quadro traz um grande risco de recessão econômica e desvalorização da moeda nacional.

Quando a taxa foi criada, a inflação do país ultrapassou 80% ao mês, o que significa que o preço de um produto quase dobrou de um mês para o outro.

A taxa Selic surgiu para tentar barrar a inflação e permaneceu na economia desde então. Quando o Copom aumenta a taxa, o que ele faz é tentar desacelerar a economia e impedir o aumento da inflação. Já quando reduz a taxa, a intenção é aquecer a economia e estimular o consumo.

É simples entender isso comparando a Selic nos últimos dois anos. Em 2020, o Copom baixou a taxa para 2% no intuito de estimular a economia na pandemia de covid-19. O problema é que isso gerou um aumento da inflação e a consequente redução do poder de compra da população.

Para controlar a inflação, o Copom vem aumentando gradativamente a taxa Selic desde 2021. No entanto, não tem surtido muito efeito, tanto que a expectativa é que a taxa aumente mais até o final de 2022.

Banco Central confirma mais um aumento da Selic

O Banco Central confirmou nesta semana mais um aumento da Selic, subindo a taxa básica de juros do país para 11,75% ao ano.

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A taxa vem passando por altas consecutivas desde fevereiro de 2021, após ficar estacionada no mínimo histórico de 2% ao ano.

De acordo com projeções do mercado financeiro, a Selic deve subir mais nos próximos meses. A previsão é que a taxa chegue a 12,5% ao ano no começo de maio e que suba para 12,75% em junho, permanecendo nesse nível até o fim de 2022.

O aumento da Selic é a principal forma do Banco Central de tentar conter a inflação. Em fevereiro de 2022, por exemplo, ela subiu 1,01%, registrando sua maior variação para o mês desde 2015.

Como esse aumento afeta o bolso do trabalhador brasileiro?

O aumento da Selic afeta o bolso do trabalhador brasileiro diretamente. O motivo disso é que a Selic influência todas as taxas de juros do país. Se ela sobe, a taxa de juros de empréstimos, financiamentos e produtos de crédito também sobem.

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Portanto, se sua ideia é contratar um empréstimo ou um financiamento, por exemplo, acabará pagando mais caro, seja no valor mensal ou total. É preciso ter cuidado para não se envolver em uma dívida difícil de ser paga.

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Outro impacto do aumento da Selic é em investimentos e aplicações financeiras. De maneira geral, eles tendem a render mais, principalmente os investimentos de renda fixa que são corrigidos pela Selic. É o caso do CDB, LCI, LCA e títulos do Tesouro Direto.

Por falar em investimentos, o dinheiro que você possui na poupança também pode render mais. No entanto, já faz tempo que essa alternativa não é tão vantajosa. Há contas com rendimento de liquidez diária que têm uma maior rentabilidade, como a conta Nubank e PicPay.

Gestor de Projetos e Pessoas da WebGo Content. Especialista em SEO e novos Projetos. Formado em Relações Públicas (PUC/PR) e experiência de mais de 10 anos no Marketing Digital.
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