Fintech Grão e Cacau Crédito: Parceria oferece microcrédito aos clientes

Com o objetivo de estimular uma jornada de educação financeira em que dívidas dão lugar a investimentos, a fintech Grão e a Cacau Crédito acertaram uma parceria para oferecer microcrédito aos seus clientes.

Os participantes terão acesso ao microcrédito com taxas de juros abaixo das praticadas no mercado. A definição das taxas acontecerá de acordo com o perfil de cada cliente, de modo que ele posso conquistar o objetivo que o leva a guardar dinheiro antes do planejado.

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Segundo a fundadora e CEO da Grão, Monica Saccarelli, o objetivo da iniciativa é antecipar o sonho do cliente, seja ele uma viagem, a compra de um veículo ou mesmo a entrada em uma casa própria, entre outros motivos citados por clientes da fintech.

homem trabalhando e segurando dinheiro
Imagem: Reprodução

Saccarelli explica que ao invés de montar uma operação de microcrédito dentro da própria fintech, a Grão acertou a parceria com a Cacau. Dessa forma, o cliente guarda dinheiro e tem acesso ao crédito de acordo com o seu comportamento.

Os empréstimos oferecidos pela parceria serão de até R$ 5 mil, e os clientes poderão pagar em até 24 prestações. As empresas ainda estão definindo as taxas, mas elas irão variar conforme o perfil do cliente.

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Da parte da Cacau Crédito, a empresa irá realizar a análise do risco e também o funding da operação. Junto com Monica Saccarelli, o sócio fundador da Cacau, Frederico Meinberg, também fundou a Corretora Rico, que em 2016 foi vendida para a XP.

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Como o Grão irá avaliar o valor de microcrédito para cada cliente?

A fintech consegue calcular o score de crédito dos clientes a partir de informações como comportamento e histórico. Tendo acesso a esses dados, a Grão afirma que pode oferecer o acesso ao microcrédito em condições melhores do que outras instituições financeiras.

A coleta dos dados acontece a partir da conta digital que a fintech lançou no início do ano. Segundo a Grão, esta é uma base que chegou a 10 mil clientes que usam uma série de recursos, o que inclui o cartão de débito, pagamento de contas, recarga e o estímulo a microinvestimentos a partir de gatilhos.

Quanto à análise, ela é realizada com machine learning, em solução usada após o Google ter selecionado a Grão para o seu programa de aceleração.

A Grão tem uma base total de 50 mil clientes, mas a CEO destaca que nem todos os clientes terão direito ao microcrédito. Por conta da proposta da iniciativa, para conquistar o acesso, será necessário cumprir alguns requisitos de comportamento financeiro.

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Fintech surgiu para ajudar clientes a administrarem suas contas

Fundada em 2019, a Grão lançou sua conta digital em fevereiro deste ano, e passou a oferecer aos clientes um cartão de débito em parceria com a Visa. A fintech oferece serviços ao público que ainda não tem ou não é acostumado a gerenciar uma conta bancária.

O objetivo da Grão é ensinar brasileiros que enfrentam problemas para guardar dinheiro e administrar o orçamento familiar a entrarem no mundo dos investimentos. Mas ao invés de ensinar o público a investir na bolsa ou em fundos, a proposta da fintech é se oferecer como uma poupança digital. Com uma conta na Grão, o cliente tem rendimentos de até 100% do CDI.

Para proporcionar um serviço mais personalizado, os clientes respondem a um questionário para que a fintech entenda melhor o que os leva a investir. De acordo com o objetivo de cada pessoa, a Grão elabora um plano individual de metas financeiras para o cliente cumprir.

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Segundo Saccarelli, a empresa nasceu voltada à classe C e costuma chamar a atenção de um público mais jovem, antenado com o mundo digital. A fundadora ainda afirma que a Grão cresceu bastante nas regiões Norte e Nordeste.

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Propostas de fintechs como a Grão parecem adequadas à realidade atual da relação dos brasileiros com conta em banco. Isso porque a pandemia de Covid-19 aumentou o ritmo de digitalização da economia. Um dos principais fatores para este cenário é o pagamento do Auxílio Emergencial, que é feito pela poupança digital Caixa Tem e alcançou 67,9 milhões de brasileiros em 2020.

Fonte:  Exame

Felipe Matozo
Jornalista formado pelo Centro Universitário Internacional Uninter, repórter do Jornal O Repórter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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