59% dos consumidores brasileiros já foram vítimas de fraudes financeiras: saiba quai as mais comuns

Segundo pesquisa realizada pela CNDL/SP Brasil, 59% dos usuários de internet precisaram lidar com alguns tipos de fraudes nos últimos 12 meses. Essa porcentagem corresponde a mais de 16 milhões de pessoas.

A pesquisa vem de encontro ao levantamento realizado pela Unico, startup de autenticação por biometria facial, que afirmou que apenas nos primeiros cinco meses de 2021 houveram pelo menos 900 mil tentativas de fraudes contra os clientes das empresas parceiras da startup.

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A empresa se baseou em dados fornecidos por seus mais de 600 clientes, entre eles bancos digitais, empresas varejistas como o Magazine Luiza, Fintechs, e-commerces, entre outros. Com isso, foi possível ter uma melhor noção de como anda o trabalho dos bandidos digitais, sempre de olho nos consumidores online.

O resultado da pesquisa mostrou que houve um aumento de 15% nas tentativas de fraude apenas de um mês para o outro, no caso abril e maio desse ano. Quando comparado com maio de 2020 o resultado representa um alerta ainda maior já que o crescimento de uma pessoa que tenta se passar por outra foi de mais de 1500%.

Segundo Marcelo Zanelatto, diretor de produtos da Unico, uma explicação para esse aumento tão massivo de ações fraudulentas é o aumento de fintechs no mercado. As startups financeiras operam como bancos digitais e permitem que seus clientes realizem todas as suas transações de forma online.

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O fenômeno das fintechs [empresas e start-ups de serviços financeiros] é um grande facilitador à população, que consegue abrir uma conta bancária em menos de dois minutos. Porém, os criminosos também estão de olho nesse novo movimento, por isso o grande volume de tentativas de fraudes”, afirmou Zanelatto.

O maior problema que propicia fraudes é que nem todos os sites e fintechs oferecem mecanismos de segurança online 100%. Com isso, criminosos conseguem burlar esses sistemas e roubar dados confidenciais como senhas e logins de usuários.

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Para frear essas tentativas uma das soluções é o uso de mecanismos como o oferecido pela Unico, que usa o reconhecimento facial como uma biometria para garantir que o usuário é realmente quem afirma ser. No caso, o cliente tira uma selfie ao vivo, e a startup compara com o cadastro do usuário para garantir que é a mesma pessoa.

Apesar de útil, infelizmente nem todas as empresas contam com mecanismos como esse, fazendo aumentar o risco para os clientes.

Ranking de fraudes mais comuns no Brasil

fraudes
Compra e não recebimento de produtos ocupa primeiro logar no ranking. (Imagem: Reprodução/Consumidor Moderno)

A pesquisa da CNDL/SPC Brasil criou um ranking com as fraudes mais comuns no Brasil durante o ano de 2020. Segundo o levantamento, o não recebimento de produtos comprados foi a maior reclamação entre os consumidores. O ranking geral ficou assim:

  • 41% – Não recebimento de produtos comprados;
  • 41% – Compra de produto ou serviço diferente do que foi especificado na hora da compra;
  • 24% – Cartão clonado;
  • 17% – Vítima de golpes por WhatsApp, SMS, E-mail, ligação com fornecimento de dados pessoais ou dinheiro;
  • 15% – Pagamento de cobrança falsa por depósito ou boletos falsificados;
  • 14% – Perda de dinheiro em golpes financeiros de ações, fundos de aposentadoria ou esquemas de pirâmides;
  • 13% – Compras realizadas com documento perdido, roubado ou falso;
  • 12% – Pagamento por serviço que não foi realizado;
  • 11% – Transações financeiras em contas bancárias sem autorização;
  • 11% – Número de contato clonado e usado para roubo de dinheiro;
  • 9% – Cartões emitidos com documentos falsos ou roubados;
  • 7% – Venda de produtos online sem recebimento do dinheiro;
  • 7% – Tomada de crédito sem autorização;
  • 6% – Contrato falso de empréstimo com pagamento antecipado;
  • 5% – Falsificação de assinatura;
  • 4% – Compra de consórcio falso;

Situações mais vulneráveis a fraudes

A avaliação dos entrevistados da pesquisa demonstrou quais são as situações mais vulneráveis para o acontecimento das fraudes.

Em primeiro lugar apareceram as compras em lojas online com mais de 38%. Para comprar nessas lojas o cliente precisa fornecer dados e em casos de plataformas fraudulentas essas informações podem ser roubadas, ou simplesmente o dinheiro de pagamento é retido e o produto não é entregue.

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O segundo lugar ficou com os sites de compras e venda de novos e usados com 15%.

Os bancos foram responsáveis por prejudicar 8% dos entrevistados e 7% dizem ter sofrido fraudes por financeiras.

Como evitar

Apesar de muitas das fraudes acontecerem por meio de roubos de informações, algumas atitudes dos consumidores podem evitar que muitos desses casos aconteçam.

Evitar enviar dados bancários por SMS, Whatsapp ou e-mail assegura que caso o celular da vítima seja roubado o bandido não tenha acesso a contas de bancos. Ouras medidas são:

  • Não compartilhar dados pessoais nas redes sociais;
  • Saber identificar um site que não é confiável;
  • Sempre pesquisar as lojas online antes de realiar compras;
  • Ter um bom antivírus no PC e celular;
  • Não anotar senhas;
  • Dar a devida atenção as medidas de segurança em redes sociais e sites;
  • Entre outras coisas.
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Fonte: G1 | Você SA

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Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura do Centro Educacional Uninter. Trabalha na área de comunicação como Social Media e Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para material publicitário.
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