Gasolina sobe 25% em 2021 e atinge o maior preço da história

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Preço da gasolina sobe pelo 13º mês seguido e atinge valores recordes. Foto: Reprodução/Canva

Pelo 13º mês seguido, o preço médio da gasolina apresentou alta, e já está em R$ 5,915 nos postos de combustíveis do país, segundo dados da ValeCard. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), litro da gasolina atingiu o maior valor da história em 2021.

Em junho, a alta registrada foi de 1,41%, mas o aumento chega a 25,48% nos primeiros seis meses do ano. Segundo o levantamento, nenhum estado registrou queda no preço da gasolina em junho.

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A pesquisa da ValeCard considera dados obtidos a partir das transações realizadas com o cartão de abastecimento da empresa em aproximadamente 25 mil estabelecimentos.

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Preço da gasolina sobe pelo 13º mês seguido e atinge valores recordes. Foto: Reprodução/Canva

Quais os estados com a gasolina mais cara?

No levantamento de maio, a pesquisa da ValeCard mostrava que Rio de Janeiro e Acre eram os estados onde o litro da gasolina tinha o maior preço médio. Na ocasião, o valor chegava a R$ 6,50 nos postos de combustíveis acreanos e a R$ 6,24 nos do Rio de Janeiro.

Além disso, as capitais de ambos os estados, Rio Branco (R$ 6,18) e Rio de Janeiro (R$ 6,23), também apresentavam o preço médio mais alto do levantamento. Em junho, as duas cidades se mantiveram no topo da lista indigesta, sendo que o valor subiu em ambas: R$ 6,33 na capital acreana e R$ 6,34 na capital fluminense.

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Em relação à variação de preços, os estados que registraram as maiores altas no valor do combustível no mês passado foram Pernambuco (3,83%) e Maranhão (3,81%). Conforme já destacamos, o preço da gasolina não baixou em nenhum estado.

As capitais com os menores preços médios pelo litro da gasolina em junho foram Manaus (R$ 5,30) e Curitiba (R$ 5,38). Na pesquisa de maio, Florianópolis (R$ 5,20) e Salvador (R$ 5,26) eram as duas cidades que ocupavam estes postos.

A pesquisa da ValeCard também apresentou dados sobre o preço do etanol em todo o país. Os valores mais altos foram registrado no Rio Grande do Sul e em Rondônia, onde o etanol fechou junho custando R$ 5,72 e R$ 5,69, respectivamente.

De acordo com o levantamento, o único estado onde compensa abastecer com etanol é o Mato Grosso, avaliação que já havia sido observada em maio. Esta análise considera o critério de que é mais vantajoso utilizar o etanol quando o seu litro custa até 70% do preço da gasolina.

Em São Paulo, por exemplo, o preço do etanol equivale a 77% do valor da gasolina, enquanto no Rio de Janeiro a proporção chega a 85%.

Veja também: Comparação de preço do combustível nas capitais brasileiras – onde pagar mais barato?

Preço da gasolina vai diminuir?

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Especialistas afirmam que a queda nos preços só acontecerá se houver diminuição de impostos que incidem sobre combustíveis. O principal deles é o ICMS, que consome uma boa fatia dos preços da gasolina e do diesel.

O problema é que o ICMS é um imposto estadual, e tem grande valor para os caixas dos estados. Em média, do valor que os governos estaduais arrecadam com o imposto, entre 15% e 20% vem exclusivamente do combustível.

Ou seja, cortar o ICMS causaria prejuízos bilionários para os estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, zerar o ICMS da gasolina e do diesel representaria uma perda de R$ 5 bilhões, e no Distrito Federal seria de R$ 1,5 bilhão.

Outra alternativa, citada por Fábio Passos, economista-chefe da Indosuez, seria a criação de um fundo para amenizar flutuações mais drásticas no preço do petróleo, como acontece no Chile. Conforme Passos, esta seria uma opção à proposta de reduzir o ICMS, algo difícil por conta da importância do imposto para os estados.

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Para o economista-chefe da Infinity, Jason Vieira, são poucas as chances do preço do combustível baixar nos postos. Em fevereiro, Vieira afirmou que a gasolina deveria estar 15% mais cara devido à alta no dólar e no preço do petróleo, e que a única alternativa seria baixar os impostos.

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Na ocasião, Vieira também comentou sobre a interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no comando da Petrobras, que era recente na época, antecipando que a medida não teria qualquer impacto no preço do combustível. Segundo ele, a demissão indicava que Bolsonaro não entende como funciona o comando da empresa.

Enquanto isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) defende que o preço dos combustíveis só vai baixar quando a Petrobras adotar um política de preços que considere os custos nacionais de produção.

Fonte: Extra e Metrópoles.

Felipe MatozoJornalista, ator profissional licenciado pelo SATED/PR e ex-repórter do Jornal O Repórter. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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