PIX do Exterior: Banco Central tem previsão otimista para iniciar a operação do Pix no exterior

Pix do exterior, que possibilita transferências internacionais, está mais perto de ser lançado
Pix do exterior, que possibilita transferências internacionais, está mais perto de ser lançado com as mudanças cambiais implementadas pelo Banco Central em setembro. (Imagem: Pixabay / Divulgação)

Com mais de um ano de funcionamento, o Banco Central (BC) tem grandes planos para o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix. Os últimos lançamentos foram as possibilidades de saque e troco, por meio de uma transferência. Para os próximos anos, o BC espera lançar o Pix do Exterior e a possibilidade de receber ou repassar dinheiro sem conexão com a internet.

Durante a celebração de um ano do sistema, em novembro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o Pix ainda não atingiu todo o seu potencial, mas que a realidade de adesão do público superou as expectativas, principalmente em classes sociais mais baixas. 

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O que é necessário desenvolver para a criação do Pix do exterior?

Pix do exterior, que possibilita transferências internacionais, está mais perto de ser lançado
Pix do exterior, que possibilita transferências internacionais, está mais perto de ser lançado com as mudanças cambiais implementadas pelo Banco Central em setembro. (Imagem: Pixabay / Divulgação)

As autoridades do Banco Central ainda não têm uma data certa para lançar o Pix do exterior, mas as previsões estão otimistas desde 2020. Neste período, o BC estudou formas de  trazer novos arranjos de pagamento para dentro da regulamentação cambial, abrir o leque de possibilidades de operações e potencializar os serviços prestados por meio digital.

Mudanças nas normas cambiais são as principais formas de tornar o Pix internacional em realidade. Em setembro deste ano, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional (CMN) instituíram diversas novas medidas neste sentido:

  • Instituições de pagamento (IPs) autorizadas a funcionar pelo BC podem ser autorizadas a operar no mercado de câmbio, atuando exclusivamente em meio eletrônico;
  • Instituições não bancárias autorizadas a operar no mercado de câmbio, como sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários, sociedades corretoras de câmbio e IPs podem utilizar diretamente suas contas em moeda estrangeira mantidas no exterior para liquidar operações realizadas no mercado de câmbio;
  • Exportadores brasileiros podem receber receitas de exportação em conta de pagamento mantida em seu nome em instituição financeira no exterior ou em conta no exterior de instituição não bancária autorizada a operar no mercado de câmbio;
  • O recebimento ou entrega dos reais em operações de câmbio, sem limitação de valor, pode ser feito a partir de conta de pagamento do cliente mantida em instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC ou em IPs participantes do Pix;
  • Contas de pagamento pré-paga em reais tituladas por residentes, domiciliados ou com sede no exterior estão permitidas.

O chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial (Dereg) do Banco Central, Lúcio Oliveira, afirmou no início do ano, que o Pix do exterior deve ser baseado em três pilares: regulamentação do próprio Pix, de câmbio e da infraestrutura de plataforma internacional. Com as mudanças cambiais implementadas em setembro, só faltam duas questões a serem desenvolvidas.

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O que mudaria com o sistema internacional de transferências instantâneas?

De acordo com Joana Vaccarezza, pesquisadora do Instituto Propague, o Pix do exterior deve trazer uniformidade e rapidez para as transferências internacionais, mesmo com poucos detalhes sobre como será o funcionamento do sistema até agora. Atualmente, no sistema interbancário, uma transferência para outro país pode levar de dois a três dias para ser efetivada. 

Além disso, existe um custo alto para enviar dinheiro para o exterior. Segundo um levantamento de dezembro de 2020 do Banco Mundial com relação aos países do G20, as taxas cobradas podem variar de 1% a 14,61%. 

Últimos lançamentos do Pix

Em novembro, o Pix Troco e Pix Saque foram lançados. Ambos têm limite máximo das transações de R$ 500,00 durante o dia e de R$ 100,00 no período da noite, das 20 horas às 6 horas. Veja como eles funcionam:

  • Pix Saque:  possibilita que todos os participantes do Pix retirem dinheiro em qualquer ponto que ofereça esse serviço, como estabelecimentos comerciais. Para fazer isso, basta que o consumidor faça um Pix para o agente de saque, a partir da leitura de um QR Code;
  • Pix Troco: O saque de dinheiro pode ser feito durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Assim o cliente faz um Pix com o valor total da compra mais o saque que ele deseja fazer.

Marina DarieFormada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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