PIX terá limite de valor e mudanças para evitar golpes

O PIX ganhou o coração dos brasileiros e dos empresários. Nunca foi tão rápido e fácil fazer transferências bancárias. Mas toda essa facilidade, também começou a atrair golpistas e, pasme, até mesmo sequestradores. 

Com essa nova realidade, diversas instituições financeiras fizeram um pedido para o Banco Central (BC)para que possam negociar com os clientes o limite de transações do PIX, que atualmente deve ser o mesmo de um TED. 

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O jornal Folha de S. Paulo também apurou que os bancos querem que seja possível ter diferentes limites do PIX em cada canal de transação, como celular, computador e caixa eletrônico. Outra mudança solicitada ao BC é ajustar valores máximos de transferências de acordo com o período do dia. 

Dessa forma, o limite pode ser menor pela madrugada. 

De acordo com a Folha de S. Paulo, além de tudo isso, outra sugestão das instituições financeiras é aumentar o período de tempo que o banco tem para aumentar o limite de transações. Hoje em dia, ele é de uma hora. Eles querem passar para 24 horas. 

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O argumento utilizado para todas essas alterações é que elas vão conseguir evitar golpes e sequestros que utilizam o método de pagamento instantâneo, PIX. 

Golpes e sequestros que usam o PIX

PIX é alvo de golpes e até mesmo sequestros
Instituições financeiras pedem ao Banco Central mudanças no PIX para evitar golpes. (Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

O golpe do PIX é muito similar a outras fraudes que são feitas há anos. A única alteração é que o dinheiro é transferido mais rapidamente. De uma forma geral, um golpista clona o WhatsApp de uma pessoa qualquer e se passa por ela nas mensagens. 

Assim, ele começa a pedir dinheiro para os contatos da vítima, alegando alguma emergência ou acidente. 

Os golpistas acabam utilizando o Pix dada a notoriedade do meio de pagamento, mas a sistemática de golpe já é antiga, ocorrendo nos instrumentos de transferência mais tradicionais, como TED, e em outros meios de pagamentos, como cartões de crédito e débito”, afirma o Banco Central.

Em abril, o BC lançou a campanha “O Pix é novo, mas os golpes são antigos.”. Durante o evento,  o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt, fez uma orientação para os usuários do método de pagamento. 

Em situações de medo ou ganância, pare e pense no contexto e se faz sentido. Então, tome domínio da situação”, disse Brandt. 

Já os sequestros para roubar dinheiro via PIX são mais complexos. Eles estão muito comuns em São Paulo e preocupam as autoridades. 

Essa prática funciona da seguinte forma: criminosos analisam diariamente a rotina de uma vítima. Em um momento oportuno, eles sequestram essa pessoa. Algumas vezes utilizam da violência para deixá-la inconsciente. Em outros casos, apenas a ameaçam. 

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De qualquer forma, o objetivo do sequestro é fazer com que a vítima transfira altas quantias de dinheiro para os sequestradores em questão de segundos. 

O Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), da Polícia Civil de São Paulo, afirma que essa prática aumentou em 100% desde a criação do PIX. 

Como se proteger de situações perigosas, como golpes e sequestros?

Desde abril, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que os usuários do PIX podem alterar o limite de transferências do método de pagamento.

Como mencionado anteriormente, essa alteração leva em torno de uma hora para ser concluída e pode evitar grandes danos às contas bancárias dos clientes.

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Outras orientações são:

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  • Sempre telefone para uma pessoa, caso ela te peça dinheiro por algum aplicativo de mensagem. Confirme com ela todos os detalhes sobre o motivo da transferência e, se possível contate conhecidos dela para verificar se está tudo bem;
  • Se o consumidor receber uma mensagem solicitando alguma atualização bancária, não clique em nenhum link. Entre em contato com o banco, por meio de algum canal oficial antes;
  •  Ative a verificação em duas etapas em aplicativos de mensagem, para evitar que eles sejam clonados;
  • Durante compras online, verifique se a loja virtual realmente existe, se tem endereço físico, número de telefone para contato, se conta com avaliações de consumidores, etc. 

O Banco Central, reforça ainda que o PIX é mais seguro do que outras formas de transferência, pois nele é possível verificar nome completo,  parte do número do CPF ou do CNPJ de quem fez ou recebeu a transação.

Fontes: Terra, Yahoo, Band e Agência Brasil

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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