ESSE é um dos principais motivos de ENDIVIDAMENTO com Cartão de Crédito: aprenda a se proteger

Felipe Matozo

17/02/2023

Em 2022, o endividamento das famílias bateu recorde no Brasil, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e o cartão de crédito é um dos principais responsáveis por isso.

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Isso acontece principalmente por conta de uma “armadilha” que existe em cartões de crédito que empurram consumidores para taxas de juros muito altas e, consequentemente, a inadimplência.

ESSE é um dos principais motivos de ENDIVIDAMENTO com Cartão de Crédito: aprenda a se proteger

Conheça um dos principais motivos de endividamento com cartão de crédito. Foto: NoDetalhe

Para entender que risco é esse que usuários de diferentes cartões de crédito correm se não ficarem atentos, continue acompanhando o texto abaixo.

Conheça um dos maiores riscos para quem usa cartão de crédito

A “armadilha” no cartão de crédito que acaba contribuindo para o aumento do endividamento e da inadimplência é o pagamento mínimo da fatura.

Afinal, as empresas emissoras de cartões de crédito costumam oferecer esta alternativa como uma “solução” para meses em que os clientes estão com orçamento apertado. Mas isso empurra as pessoas para o crédito rotativo, modalidade que tem os juros mais altos do mercado.

Dessa forma, o que parecia uma forma de fechar o mês sem deixar contas para trás, acaba criando uma “bola de neve” de dívidas que pode extrapolar o orçamento do consumidor.

O que é o crédito rotativo?

O crédito rotativo é um tipo de empréstimo pré-aprovado que o consumidor aciona quando não paga o valor total da fatura do cartão até o vencimento. Ou seja, ele acontece com qualquer valor abaixo do total da fatura, não somente com o pagamento mínimo.

Quando isso ocorre, o cliente acaba adquirindo uma nova dívida. Isso porque a diferença entre o valor total da fatura e quantia que ele realmente pagou se transforma em um empréstimo.

Por exemplo: se em determinado mês a fatura do cartão era de R$ 1.000, mas o usuário pagou apenas R$ 300, os R$ 700 restantes se transformam em um empréstimo e passam a ter juros, com taxas que costumam ser bastante altas.

Quando o crédito rotativo é acionado, os valores que ficaram em aberto já são adicionados à fatura do mês seguinte com a devida correção de juros. Com isso, ao resolver um problema de um mês, o consumidor acaba criando outro para os meses seguintes.

Quais são os juros do crédito rotativo?

O valor da taxa de juros na modalidade de crédito rotativo do cartão varia conforme a instituição. Mas de acordo com o relatório de taxa de juros do Banco Central, os juros chegam a 1.046,35% ao ano, valor cobrado pela “Omni Soluções Financeiras”.

Ainda segundo o relatório do Banco Central, bancos e instituições mais populares também cobram valores bem altos de crédito rotativo. Veja alguns exemplos:

  • Caixa Econômica Federal – 271,71% ao ano;
  • Banco BMG – 290,66% ao ano;
  • Itaú Unibanco – 340,15% ao ano;
  • Banco Bradesco – 347,16% ao ano;
  • Nu Financeira (Nubank) – 351,65% ao ano;
  • Banco Pan – 352,89% ao ano;
  • Santander – 373,18% ao ano;
  • Banco Inter – 381,66% ao ano;
  • C6 Bank – 437,53% ao ano;
  • Banco do Brasil – 465,22% ao ano;
  • Banco Original – 520,56% ao ano;
  • Bradescard – 661,51% ao ano.

Para conferir o relatório de juros do cartão de crédito rotativo completo, acesse o site do Banco Central.

Cuidados para evitar o endividamento do cartão de crédito

Para quem deseja evitar o crédito rotativo e suas altas taxas de juros, o principal cuidado a se tomar é evitar o pagamento mínimo da fatura e qualquer valor que não seja o total.

Para isso, podemos destacar algumas dicas que merecem atenção:

  • Saiba quais são as taxas de juros cobradas no rotativo do seu cartão;
  • Sempre fique de olho na fatura para não perder o controle sobre o valor final;
  • Tenha cuidado com as compras parceladas e anote todos os gastos;
  • Verifique se as parcelas cabem no orçamento para sempre o pagar o valor integral.

Em caso de emergência, ou seja, se o valor de uma fatura estourar o seu orçamento, outra dica é buscar uma alternativa de crédito com juros mais baixos.

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Felipe Matozo
Escrito por

Felipe Matozo

Jornalista, ator profissional licenciado pelo SATED/PR e ex-repórter do Jornal O Repórter. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.

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