Yakecan: o que já sabemos sobre o ciclone que vai atingir o Brasil

Yakecan deve passar pelo Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro. Em algumas regiões, os ventos vão chegar a 110 km/h. Veja as áreas afetadas

Esta semana será marcada pelo frio intenso em grande parte do Brasil, com possibilidade de neve, geada e até mesmo da chegada do ciclone Yakecan. A Marinha do Brasil e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiram uma nota oficial nesta segunda-feira, que explica melhor como esse fenômeno deve atingir o país. 

Inicialmente, o Yakecan é considerado uma tempestade subtropical, que causa ventos de mais de 100km/h. Ele se formou na noite de ontem, 16 de maio, no sudeste da costa do Rio Grande do Sul, no oceano.

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Entre hoje e amanhã, ele deve se movimentar em direção à Santa Catarina e sua classificação vai mudar para tempestade tropical. O nome Yakecan significa “o som do céu” em tupi-guarani. 

Por onde o Yakecan vai passar?

Yakecan: o que já sabemos sobre o ciclone que vai atingir o Brasil
Yakecan deve chegar até o Rio de Janeiro, mas com menos força. (Imagem: Dênio Simões/MDR)

Até o dia 19 de maio, a tempestade Yakecan vai passar do Rio Grande do Sul e deve alcançar o Rio de Janeiro:

  • Do litoral do Rio Grande do Sul até o sul de Laguna, em Santa Catarina: ventos de 110km/h;
  • Do litoral norte de Laguna, em Santa Catarina, até Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro: ventos de 80km/h. 

De acordo com a MetSul Meteorologia, os municípios de maior risco estão no Rio Grande do Sul e são: Chuí, Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Rio Grande, Capão do Leão, São José do Norte, Piratini, Pedro Osório, Pinheiro Machado, Morro Redondo, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cristal, Camaquã, Mostardas, São José do Norte, Tapes, Camaquã, Sertão Santana, Cerro Grande do Sul, Sentinela do Sul, Mariana Pimentel, Guaíba, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Viamão, Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Glorinha, Osório, Tavares, Santo Antônio da Patrulha, Palmares do Sul, Balneário Pinhal, Cidreira, Tramandaí, Xangri-lá, Imbé, Capão da Canoa, Arroio do Sal, Maquiné, Terra de Areia, Três Cachoeiras, e Torres.

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A tempestade não vai causar apenas ventos fortes, mas também ondas que devem chegar a seis metros de altura e ressaca em toda a região costeira atingida até 19 de maio, quinta-feira. 

O Yakecan é diferente?

Segundo a MetSul Meteorologia, o Yakecan é diferente por três motivos:

  • Trajetória: Normalmente, ciclones nessa região se deslocam de Oeste para Leste, mas o Yakecan está indo do Oceano ao Continente, ou seja, na direção contrária;
  • Intensidade: Ele é mais intenso do que o normal e quanto menor a força no centro da tempestade, mais forte ela será;
  • Natureza: Só três ciclones tropicais/subtropicais se aproximaram tanto da Costa nos últimos anos: furacão Catarina (2004), tempestade tropical Anita (2010) e tempestade tropical Raoni (2021).

Recomendações da Defesa Civil

Com a chegada do ciclone Yakecan, o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e as defesas civis estaduais e municipais foram acionadas para prestar auxílio a população que for atingida pela tempestade. 

A recomendação especial para este momento é evitar de sair de casa durante os ventos fortes, buscar locais protegidos e informações sobre o fenômeno. 

Também é importante desligar a energia da tomada, fechar a saída de gás do botijão. Pequenas ações são importantes na busca da autoproteção e da proteção comunitária. Em caso de emergência, a própria Defesa Civil pode ser acionada no telefone 199 e os bombeiros no 193”, destaca o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério do Desenvolvimento Regional,  Armin Braun. 

Temperaturas mais baixas

O Yakecan deve diminuir a sensação térmica no Sul do Brasil. O Inmet afirma que as condições são favoráveis à queda de neve da Serra Gaúcha até o extremo sul do Paraná.

Além disso, episódios de chuva congelada e geada podem ocorrer em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. 

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Ainda sim, o Inmet faz uma ressalva com relação a informações sem embasamento, divulgadas como notícias falsas. 

Frente fria, frio intenso, calor continuarão a acontecer. O que  geralmente pode ser falso em uma “notícia duvidosa” de clima, são valores EXTREMAMENTE exagerados e sem embasamento científico. Quando se trata do tempo e do clima, um simples acesso aqui em nosso site ou em uma de nossas redes sociais, já é suficiente para você confirmar a informação. Confira sempre o que dizem os órgãos oficiais!”, informa. 

O instituto ressalta que não existe o fenômeno erupção polar histórica e que essa não é a maior onda de frio dos últimos 100 anos e que as temperaturas não vão alcançar os -10ºC. 

 

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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