Isolamento social aumenta compras online por compulsão: saiba como evitar

O isolamento social e as compras online foram uma combinação positiva neste primeiro ano de pandemia. Empresários e consumidores conseguiram se adaptar a essa nova forma de consumismo, por conta da praticidade, rapidez e boas ofertas. 

Mas nem tudo são flores: da mesma forma que as compras online são usadas para evitar deslocamentos ou aglomerações, algumas pessoas criaram uma compulsão no hábito de comprar pela internet. 

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Para muitos, entrar nos sites, encher o carrinho e esperar pela encomenda é uma forma de fuga e de relaxamento em meio ao home office e estresses da pandemia. 

Compras e saúde mental

Compras online aumentam na pandemia e podem causar compulsão
Entenda a relação entre as compras online, o isolamento social e a saúde mental. (Imagem: cottonbro / Divulgação)

Em entrevista para o Jornal da USP, a psiquiatra Cristiane Baes, do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), afirma que existe uma relação entre as compras online e a ansiedade. 

Durante a pandemia, as pessoas tentaram achar escapes dentro de casa, para respeitar o isolamento social. Praticar atividades físicas, cozinhar, ler, estudar e assistir filmes foram os mais comuns. Mas têm quem se acostumou a comprar pela internet, o que pode causar prejuízos para a cabeça e para o bolso. 

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Comprar produtos pela internet tem sido uma forma de distração e de combate à ansiedade durante este período (…) o ato de comprar pode levar à liberação de hormônios relacionados ao prazer e, portanto, geram um bem-estar ao indivíduo”, relata Baes. 

Essa forma de compulsão é mais difícil de ser controlada quando a todo o momento os usuários de redes sociais, telespectadores ou motoristas são bombardeados com anúncios de produtos. 

Por isso, é importante sempre pensar se a compra é realmente necessária, antes de inserir os dados do cartão de crédito nos sites. Além disso, a psiquiatra ressalta que fazer muitas compras online pode ser uma forma de mascarar um problema profundo. 

O consumo excessivo e compulsivo costuma levar a uma bola de neve de problemas. Começa com a destruição das finanças pessoais do indivíduo e desequilíbrios na vida pessoal, familiar e até profissional (…) esse sintoma pode estar mascarando outros transtornos psiquiátricos, como depressão ou um quadro grave de ansiedade”.

Como reduzir gastos com compras online?

Além de sempre repensar antes de fazer uma compra, algumas outras dicas podem ser válidas para quem busca reduzir gastos na internet. Veja só:

  • Pare de seguir tantas marcas nas redes sociais. Elas influenciam o consumo e fazem com que o consumidor entre frequentemente nos sites;
  • Desconfie das ofertas feitas especialmente para você;
  • Confira o preço parcelado e à vista da sua compra para verificar o que vale mais a pena;
  • Crie limites para as compras;

Cenários de compras online no isolamento social

Dados do Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, em parceria com o Movimento Compre e Confie mostram que as compras on-line no país aumentaram mais de 98% durante a pandemia de covid-19. Com isso, o faturamento das empresas subiu 81% na modalidade online na comparação entre 2019 e 2020. 

Outro levantamento, encomendado pela empresa americana de software de relacionamento para clientes e funcionários Freshworks, revela que os brasileiros foram a população que mais trocaram o comércio presencial pelas compras online durante o isolamento social.

A pesquisa foi feita em dez países: Austrália, França, Alemanha, Índia, Holanda, Cingapura, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Cerca de 70% dos entrevistados do Brasil afirmaram que fizeram essa mudança. A média geral dos outros lugares pesquisados foi de 48%. 

E essa transformação comportamental não é apenas momentânea, pois 69% dos brasileiros disseram que vão continuar interagindo digital ou remotamente com as marcas via internet mesmo após a pandemia de covid-19. 

Acreditamos que oferecer um engajamento digital de alta qualidade não é mais algo simplesmente agradável, mas sim um imperativo de negócios para continuar a manter os clientes”, explica o presidente e fundador da Freshworks, Girish Mathrubootham.

Fontes: Terra e Idinheiro

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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