Cartão de Crédito: Cuidados com o pagamento por aproximação

Cartão de Crédito: Cuidados com o pagamento por aproximação
Pagamento por aproximação, no cartão de crédito ou débito, tem trazido dor de cabeça para alguns consumidores. Veja os problemas mais comuns (Imagem: Geraldo Bubniak/AEN)

O pagamento por aproximação se popularizou no Brasil no último ano. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), essa modalidade movimentou R$ 198,9 bilhões em 2021, o que representa um aumento de 384,6% na comparação com o ano anterior. De uma forma geral, a cada quatro compras, uma é feita com a utilização dessa tecnologia. 

O NFC (Near Field Communication), nome oficial do pagamento por aproximação, pode ser feito no crédito ou débito. Dados da Abecs mostram que o crédito ainda é mais popular, com o total R$ 111,1 bilhões em valores transacionados. Já no débito, o número foi de R$ 58,1 bilhões em todo o ano passado. 

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Mesmo com tanta facilidade e praticidade, alguns problemas foram relatados para órgãos de defesa ao consumidor, seja por golpes ou pelo sentimento de falta de segurança ao utilizar o cartão com NFC. 

Problemas com o pagamento por aproximação com cartão de crédito

Cartão de Crédito: Cuidados com o pagamento por aproximação
Pagamento por aproximação, no cartão de crédito ou débito, tem trazido dor de cabeça para alguns consumidores. Veja os problemas mais comuns (Imagem: Geraldo Bubniak/AEN)

Inicialmente, os pagamentos por aproximação tinham um limite de transação de até R$50,00, que poderia ser diferente para cada banco, mas, no final de 2020, com a alta adesão ao sistema, a Abecs aumentou esse valor para R$200,00. 

Ainda sim, a Proteste, Associação de Consumidores, recebeu diversas reclamações sobre o pagamentos indevidos, feitos por aproximação, acima de R$500,00. Em algumas ocorrências, os clientes afirmam que os bancos não fizeram o estorno do dinheiro, mesmo em caso de golpes ou roubos. 

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Em muitos casos, os consumidores nem têm conhecimento da ferramenta e ela é acionada sem permissão, o que pode levar a sustos na fatura no final do mês. 

Outra situação que pode ocorrer é quando golpistas entram em lugares com aglomerações, como ônibus, e encostam a maquininha do cartão em bolsas e carteiras, de forma sorrateira. Onde há o cartão com o NFC ativado, os pagamentos são feitos sem a pessoa nem perceber. 

Golpes chamaram atenção em Mato Grosso

Em fevereiro, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado Thiago Silva (MDB), apresentou um projeto de lei, que visa tornar os procedimentos e limites de pagamentos por aproximação com cartão de crédito ou débito mais claros. 

Nosso objetivo é que os bancos possam informar sobre a possibilidade ou não do cliente optar pelo pagamento por aproximação, além de estipular o valor, pois hoje o serviço é ofertado ao cliente, mesmo que ele não solicite, e isso tem gerado a possibilidade de fraudes quando ocorre o furto do cartão”, destaca Silva.

A proposta ainda não avançou na ALMT. 

Quais cuidados são necessários ao usar o cartão de crédito com o pagamento por aproximação?

Uma pesquisa feita pelo Procon-PR, entre os dias 21 e 23 de julho de 2021, com a participação de 940 pessoas, mostrou que 76,8% desconhecem os cuidados do pagamento por aproximação e 67,5% não se sentem seguros para usar essa funcionalidade.

Os principais temores são o medo de ter seu cartão roubado, que terceiros o utilizarem com facilidade e a eventual aproximação de maquinetas por pessoas mal intencionados. 

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Para a chefe do órgão de defesa ao consumidor do Paraná, Cláudio Silvano, essa é uma facilidade que pode esconder perigos. 

As empresas de cartões deveriam garantir que os consumidores fossem prévia e adequadamente informados sobre os valores máximos para cada transação, informação que 76,8% dos entrevistados relataram desconhecer”, afirma Claudia.

Ela orienta que os consumidores, com o pagamento por aproximação ativado, sigam duas dicas principais:

  • Verificar seus extratos bancários com regularidade para identificar débitos indevidos;
  • Se sentir necessidade, dialogar, junto à Abecs, sobre a possibilidade de desativação dessa função.

Em alguns bancos, é possível desativar a ferramenta pelo próprio aplicativo da instituição, para evitar golpes e compras indevidas, sem o conhecimento do consumidor. 

Marina DarieFormada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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