Conta de luz: Mude de hábitos e reduza sua fatura em até 30%! Veja!


Com a pandemia de covid19, as pessoas têm ficado mais em casa, não é mesmo? O homeoffice, estudos online e até mesmo formas de lazer, como assistir um filme, transformaram a rotina da população mundial. Com isso, a conta de luz deve ter ficado mais cara. Você já percebeu isso?

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética, a EPE, o consumo residencial de energia elétrica em dezembro de 2020 aumentou 9%. As regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as que mais consumiram. Mas como economizar na conta de luz ficando tanto tempo em casa?

Algumas mudanças estratégicas de hábitos podem facilitar essa tarefa para conter gastos!

Dicas para economizar na conta de luz

energia elétrica
Como economizar na conta de luz

Abrir a geladeira com um objetivo. Ao abrir esse eletrodoméstico, ele gasta mais energia para manter a temperatura fria. Por isso, nada de ficar olhando para a geladeira aberta para ver o que tem para comer! Uma boa sugestão é ter um papel posicionado em frente ao equipamento, com todos os alimentos que têm dentro da geladeira. Assim, você não precisa abri-la para saber qual prato pode cozinhar ou comer. 

Ah, comprar uma geladeira nova e moderna, com eficiência energética também pode ser um investimento super positivo! 

Outra dica, também sobre geladeira, é posicionar esse eletro longe de fornos ou fogões, já que eles emitem calor.  

Na hora de lavar a roupa, aproveite para lavar várias peças de uma só vez e, assim, utilizar a máquina com a capacidade máxima

Se o seu chuveiro for elétrico, opte pela opção verão sempre que possível. Ao se ensaboar ou passar shampoo/condicionador, desligue a água! Isso mata dois coelhos com uma cajadada, como diz o ditado popular: economia de água e luz (sem contar com a ajuda para o meio ambiente!). 

Uma última mudança estratégica na sua casa, que pode te ajudar a economizar na conta de luz, é trocar as lâmpadas fluorescentes por de LED. Estas são mais duráveis e podem gerar economia de até 80%. 

Tarifa Social

Quem está passando por uma situação de vulnerabilidade social durante a pandemia, pode se inscrever no programa do Governo Federal chamado Tarifa Social. Alguns Estados também contam com projetos similares, que isentam a conta de luz de famílias de baixa renda. 

Para se enquadrar no Tarifa Social é necessário ter um consumo máximo mensal de energia elétrica de 200kWh. Dependendo do que é gasto durante o mês, o desconto fornecido é diferente:

  • Até 30kWh – 65% de desconto
  • De 31 kWh a 100 kWh – 40% de desconto
  • De 101 kWh a 220 kWh – 10% de desconto

Para quilombolas e indígenas, os critérios são diferentes:

  • De 0 a 50 KWh – 100% de desconto
  • De 51 kWh a 100 kWh  – 40% de desconto
  • De 101 kWh a 220 kWh – 10% de desconto

Para se inscrever no programa é necessário estar no Cadastro Único (CadÚnico) e apresentar os seguintes documentos:

  • Nome, CPF e Carteira de Identidade ou, de uma forma geral, documento de identificação oficial com foto. O RANI pode ser apresentado no caso de indígenas;  
  • Código da unidade consumidora a ser beneficiada;  
  • Número de identificação social – NIS e/ou o Código Familiar no Cadastro Único ou o Número do Benefício; 
  • Em casos de famílias com uso continuado de aparelhos, é preciso apresentar o relatório e atestado assinados por um médico.

Aumento das bandeiras tarifárias

A Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, lançou uma consulta pública para que as bandeiras tarifárias sejam revisadas. Esse mecanismo indica ao consumidor se há alguma alta na conta de luz, advindo do custo de geração de energia elétrica. 

As contribuições podem ser feitas até o dia 7 de maio. A Aneel propõe o seguinte:

  • Redução no valor da bandeira tarifária amarela.Ela passaria R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos para 0,996 a cada 100 kWh;
  • A bandeira vermelha 1 passaria de R$ 4,169 a cada 100 kWh para R$ 4,599 a cada 100 kWh;
  • A bandeira vermelha 2 passaria de R$ 6,243 a cada 100 kWh para R$ 7,571 a cada 100 kWh.

De acordo com o diretor-relator da proposta da Aneel, Sandoval Feitosa, essa mudança seria feita já que as bandeiras vermelhas não são instituídas com frequência. 

Em que pese os números dos estratos vermelhos das bandeiras tarifárias refletirem aumentos, ao se examinar uma janela de aplicação do mecanismo – por exemplo, a anual –, a frequência de acionamentos desses patamares tende a ser menor, com consequentes impactos inferiores na tarifa sob a perspectiva estrutural”, afirma Feitosa. 

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!