Golpe com o PIX: Veja os golpes mais comuns com o PIX. Fique Atento!

Infelizmente, sempre que uma novidade tecnológica começa a se popularizar, criminosos inventam formas de se aproveitar. É o que está acontecendo com o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que já registra mais de um tipo de golpe contra usuários por meio da plataforma.

Um dos golpes observados até aqui foi denunciado recentemente pela Nubank, maior fintech brasileira. A startup alertou sobre o golpe do Pix em dobro, no qual golpistas mostravam um suposto “bug” no Pix para tirar dinheiro das vítimas.

Segundo os criminosos, uma falha no Banco Central devolvia em dobro o valor de transações. Para isso, as vítimas deviam realizar transferências para chaves específicas, e os golpistas se aproveitam da situação. Se a pessoa transferisse R$ 100 achando que receberia R$ 200 de volta, por exemplo, ela na verdade estaria entregando esse dinheiro para o estelionatário.

golpe pix

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), 70% das fraudes estão relacionadas à chamada engenharia social. O termo diz respeito a uma manobra psicológica na qual golpistas induzem as vítimas a fornecerem dados pessoais em troca de alguma recompensa.

Mas também são comuns golpes que envolvem falsidade ideológica por meio de redes sociais, por exemplo. Nesses casos, ao invés de oferecer algo em troca, os golpistas se passam uma pessoa conhecida da vítima para extorquir dinheiro.

Golpe do zap

Este é um dos golpes mais registrados por bancos e denunciados nas redes sociais, inclusive antes da chegada do Pix. No “golpe do zap”, criminosos sequestram contas de WhatsApp e se passam pelas vítimas para pedir dinheiro a seus amigos e familiares.

Este golpe já era comum antes do Pix, e se aproveitou da agilidade proporcionada pelo sistema para se propagar. Sobre essa questão, inclusive, características da ferramenta que representam vantagens para os clientes, dificultam a recuperação de dinheiro em caso de golpes.

Tanto em casos do golpe do zap quanto do bug do Pix ou outros, quando os criminosos retiram o dinheiro da conta é muito improvável que a vítima consiga recuperar. Isso porque transferências por Pix são diferentes de TEDs e DOCs. Nestes formatos antigos há um tempo de processamento que dá a possibilidade de solicitar o cancelamento da operação, o que não é possível com o novo sistema.

Com o Pix, o dinheiro entra na conta do destinatário em questão de segundos, de modo que a transferência não pode ser bloqueada. Dessa forma, o estelionatário pode retirar o valor de sua conta antes de a vítima se dar conta do golpe.

Como se prevenir de um golpe com Pix?

A principal dica para não cair em golpes é desconfiar sempre. No caso do golpe do bug do Pix, por exemplo, é preciso considerar que dinheiro fácil sempre deve ser motivo de suspeita. Sendo assim, além de ficar “com um pé atrás”, é recomendando entrar em contato com o banco em questão para tirar dúvidas.

Enquanto isso, no caso de alguém entrar em contato pedindo dinheiro, mesmo que seja uma pessoa próxima, o ideal é ligar para confirmar que é realmente ela quem está do outro lado da linha. Apenas conversando diretamente com a pessoa você consegue comprovar que o número ou perfil em rede social não está sendo utilizado por um golpista.

No caso do WhatsApp, a plataforma recomenda a ativação da autenticação de dois fatores para se prevenir contra golpes. Essa operação garante maior segurança para a conta, exigindo um cadastro de senha ou e-mail para liberar acesso.

O que fazer quando cair em um golpe?

Quando a pessoa percebe que foi vítima de um golpe, a primeira coisa a se fazer é avisar o banco sobre a situação. Depois disso, é essencial notificar a Polícia e registrar um boletim de ocorrências, pois isso pode ajudar a encontrar o criminoso e também serve para deixar o caso registrado.

Entretanto, cabe destacar que se os culpados não forem encontrados, não há muito o que se fazer. Afinal, instituições financeiras não podem ser responsabilizadas por ações que os clientes tomam por conta própria.

Os únicos golpes pelos quais os bancos são responsáveis são aqueles dentro dos seus sistemas. Por isso, as instituições costumam avaliar caso a caso para definir se a vítima tem direito à restituição do valor.

Mesmo assim, é importante notificar o banco sobre o ocorrido e apresentar a chave Pix ou o número da conta para onde o dinheiro foi transferido. Caso o criminoso não tenha usado alguma conta laranja para ter acesso ao valor, há chances de reaver o prejuízo.

No caso de golpe via WhatsApp, recomenda-se entrar em contato com a plataforma para tentar identificar o criminoso que invadiu a conta. Além disso, é fundamental avisar os contatos para evitar que o golpe se repita com outras pessoas.

Felipe Matozo
Estudante de Jornalismo no Centro Universitário Internacional Uninter, repórter do Jornal O Repórter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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