5 empréstimos para quem tem bar ou restaurante

Os donos de bares e restaurantes foram fortemente afetados pela pandemia de covid-19. Nem mesmo os diferentes modelos de negócios, como delivery, drive thru ou retirada de produtos no local conseguiram salvar os negócios. Com isso, uma das únicas opções restantes para não deixar o estabelecimento falir é a contratação de empréstimos. 

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em parceria com a Alelo, em junho deste ano, mostra que quatro em cada cinco bares e restaurantes tiveram que emprestar dinheiro durante a pandemia de covid-19. Esse estudo foi feito em 875 estabelecimentos. Ainda sim, dos empresários que tentaram pegar empréstimos, apenas 50% conseguiram. 

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Onde os empréstimos foram contratados por donos de bares e restaurantes?

Donos de bares e restaurantes precisaram contratar empréstimos durante a pandemia de covid
Donos de bares e restaurantes precisaram contratar empréstimos durante a pandemia de covid-19. (Imagem: Chan Walrus / Divulgação)

Os empresários, donos de bares ou restaurantes, que contrataram empréstimos, procuraram por:

  • Bancos privados: 43,7%;
  • Cooperativas de crédito: 16,6%;
  • Aplicativos de delivery: 9,42%.

Amigos, agentes privados, adquirentes, bancos digitais e aplicativos de pagamento também foram citados durante a pesquisa, como uma forma de conseguir renda extra para manter os negócios funcionando. 

Entre as pessoas que não conseguiram linha de crédito, os motivos alegados foram:

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  • Restrições com o nome da empresa: 39,3%;
  • Restrições com o nome do proprietário/sócio: 23,2%;
  • Dono do negócio não conseguiu apresentar garantias e/ou faturamento suficientes: 33,6%.

Os números (da pesquisa) expõem a necessidade do mercado de contar com linhas especiais, capazes de democratizar o acesso ao crédito, principalmente nos momentos em que as empresas precisam de ajuda para manter os negócios ativos. Com o avanço da vacinação e retomada, muitos estabelecimentos buscam reformular as instalações para se adaptar ao novo perfil do consumidor. Diante disso, os recursos serão essenciais para modernização ou até mesmo ampliação do espaço. Cabe a nós apoiá-los”, ressaltou Márcio Alencar, diretor de estratégia digital, marketing e negócios da Alelo.

Relação entre empresários de restaurantes e bares e empréstimos

O estudo feito pela Abrasel e Alelo também ressalta que os empréstimos já são familiares para os empresários do ramo. 

O nosso setor é formado em sua maioria absoluta por micro e pequenas empresas, com pouco ou nenhum capital de giro, e que enfrentam um problema crônico de acesso a crédito, potencializado na pandemia, justamente o momento em que mais precisam desse apoio. Sem crédito disponível, a retomada se torna inviável. Por isso, lutamos para que o Pronampe e sua ampliação se tornassem uma realidade, mas ele não é suficiente para atender toda a demanda. É preciso que novas linhas de crédito, mais acessíveis e com melhores condições, sejam disponibilizadas”, afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.

Segundo o levantamento, 74,9% dos entrevistados afirmaram que já solicitaram um empréstimo desde que começaram os negócios. Os motivos relatados foram esses:

  • Garantir fluxo de caixa: 26,6%;
  • Pagar dívidas: 25,0%;
  • Realizar reformas no espaço físico e/ou ampliar o estabelecimento: 10,7%;
  • Implantar e/ou ampliar o modelo de delivery: 8,6%. 

Linhas de crédito para quem tem bar ou restaurante

Pronampe: 

  • Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe);
  • Disponibiliza empréstimos para pequenas empresas. Os créditos têm juros mais baixos e prazo maior para começarem a ser pagos;
  • Política pública foi criada em 2020 como uma forma de combater os efeitos econômicos da pandemia de covid-19, mas se tornou permanente neste ano;
  • Microempresas com faturamento de até R$ 360 mil por ano e pequenas empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões podem participar;
  • O valor do empréstimo pode ser dividido em até 48 parcelas. A taxa de juros anual máxima é igual à Selic, com mais um acréscimo de 6%.

MovilePay:

  • Conta digital do Ifood;
  • Estabelecimentos do Ifood podem solicitar o Dinheiro Rápido, que é um serviço de crédito curto sob demanda;
  • O dinheiro solicitado pelo proprietário do negócio é creditado na conta na mesma data do pedido. O valor é debitado no próximo dia de repasse. As taxas variam entre 1,79% a 1,99%;
  • O crédito é pré-aprovado com a base de dados do próprio aplicativo de delivery. 

Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO)

  • Destinado para pessoas físicas ou jurídicas. A renda ou receita bruta anual não pode ultrapassar o limite de R$ 200 mil;
  • Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) são as instituições financeiras que operam o crédito do PNMPO com os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT);
  • O valor e as condições dos empréstimos do PNMPO são definidos após a avaliação da atividade e da capacidade de endividamento do proprietário do negócio.

Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe):

  • Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP), Pequenas agroindústrias formalizadas conforme parâmetros da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas podem solicitar o Fampe;
  • Parceria entre Caixa e Sebrae;
  • Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe) garante 80% de crédito. As taxas variam entre 1,19% a.m. a 1,59% a.m;
  • Carência de até 12 meses para começar a pagar.
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BNDES Crédito Pequenas Empresas

  • Destinado para micro e pequenas empresas e empresários individuais e para médias empresas com faturamento até R$ 90 milhões;
  • Empréstimo que visam à manutenção e/ou à geração de empregos, no limite de R$ 10 milhões por ano, podem ser financiados;
  • Prazo total até 5 anos, incluindo carência de, no máximo, 2 anos;
  • Taxa do BNDES de 1,25% ao ano.

Muitos governos estaduais também lançaram linhas de crédito especiais para empresários dos ramos mais afetados pela pandemia, como bares, restaurantes, turismo e eventos.

Fontes: Exame, G1, Mercado e Consumo, Sebrae e BNDES.

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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