10 milhões de empreendedores fecharam as portas em 2021 – mulheres foram as mais afetadas

A pandemia de covid-19 não trouxe muitos frutos para os empreendedores brasileiros. De acordo com a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2020, realizada em parceria com o Sebrae e do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), 10 milhões de empreendedores fecharam as portas no último ano. 

De uma forma geral, o número de empreendedores diminuiu no último ano. Passou de 53,4 milhões, em 2019, para 43,9 milhões no ano passado. Apenas os negócios de até três meses, chamados de empreendedores nascentes, tiveram um aumento de 49% entre as empresárias. 

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Por falar nas mulheres, elas foram as que mais precisaram encerrar as atividades durante a pandemia de covid-19.

“A pandemia afetou estruturalmente o perfil do empreendedor brasileiro, cujo impacto maior ocorreu entre as mulheres: com forte fluxo de entrada e saída de mulheres — em especial com a entrada de mulheres menos preparadas (com menor escolaridade) nos estágios iniciais da atividade empreendedora e saída das mais experientes nos estágios mais avançados”, explica o relatório GEM 2020. 

Taxa de empreendedorismo no Brasil em 2020

Milhões de empreendedores sofreram com a pandemia de covid-19 no último ano
10 milhões de empreendedores precisaram encerrar as atividades em 2020. Mulheres foram as que mais sofreram. (Imagem: Divulgação /Governo Federal)

Durante a pandemia, a taxa de empreendedorismo caiu 18% entre os brasileiros. Esse índice é o menor dos últimos oito anos e se assemelha ao que foi registrado em 2013. Em 2020, a taxa ficou em 31,6%. Já em 2019, ela foi de 38,7%. 

A taxa de empreendedorismo total faz uma proporção entre a população adulta que está ocupada como empreendedor inicial, aqueles com até três anos e meio de operação e/ou os empreendedores estabelecidos, com mais de três anos e meio de negócios em operação.

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Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, muitas pessoas com pouca experiência entraram no mercado de trabalho durante a pandemia porque perderam os empregos tradicionais. Esses cidadãos resolveram empreender, o que aumentou o número de negócios abertos com até três meses. Ainda sim, as empresas precisaram ser fechadas logo, por não conseguirem ter saldo positivo em um curto período. 

“A taxa total de empreendedorismo no Brasil sofreu uma redução nunca vista antes. A pandemia do coronavírus veio e derrubou o mercado todo, em especial os mais antigos. Por outro lado, por causa do desemprego, entrou muita gente nova e inexperiente que tenta sobreviver, por meio de um pequeno negócio. O mundo inteiro sentiu esse impacto, mas, no Brasil, os efeitos sobre o empreendedorismo foram mais fortes ainda”, afirma Melles.

Taxa de fechamento de empresas no Brasil

Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado em março, mostra que 98,8% dos pontos comerciais fechados em 2020 eram de micro e pequenos empresários. O comércio passou por uma forte retração no último ano, mas ainda mostra pequenos sinais de melhora. 

“Na primeira metade do ano, quando o índice de isolamento social chegou a atingir 47% da população, as vendas recuaram 6,1% em relação a dezembro de 2019. Na segunda metade do ano, quando se iniciou o processo de reabertura da economia e foram registrados os menores índices de isolamento desde o início da crise sanitária, as vendas reagiram, avançando 17,4%”, explica o estudo da CNC.

Realmente, o empreendedorismo diminuiu no Brasil. O país passou do quarto para o sétimo lugar em um ranking de países com mais empreendedores no mundo. Os lugares que lideram a lista são:

  • Angola (57,5%);
  • Togo (48,8%);
  • Guatemala (39,8%);
  • Colômbia (36%);
  • Panamá (35,9%);
  • Burkina Faso (34,5%). 

Ainda sim, o brasileiro não deixa de sonhar! Ter o próprio negócio foi o desejo mais citado pelos entrevistados da pesquisa GEM 2020 e apareceu em 57% das respostas. 

Quais as tendências para os empreendedores em 2021

O Sebrae conta com uma lista com mais de 60 áreas em que os empreendedores podem apostar neste ano. As sugestões mostram novos hábitos de consumo da população e reforçam que o brasileiro passou por adaptações durante a pandemia de covid19. Veja só:

  • Distribuidora de bebidas;
  • Loja de animais/Pet Shop;
  • Escritório de consultoria;
  • Frete e transporte de Pequenas Cargas;
  • Loja de produtos naturais;
  • Centro de estética;
  • Loja de cosméticos e perfumaria;
  • Hamburgueria;
  • Produção de alimentos congelados;
  • Padaria;
  • Fornecedor de refeições em marmita;
  • Bar;
  • Representante comercial;
  • Papelaria;
  • Adega;
  • Loja de açaí;
  • Pizzaria;
  • Lanchonete;
  • Empresa de reciclagem;
  • Salão de beleza;
  • Loja de materiais de construção;
  • Clínica de saúde;
  • Drogaria/Farmácia;
  • Sorveteria;
  • Sex Shop;
  • Micro cervejaria.

Fontes: UOL, Sebrae e Agência Brasil

Marina Darie
Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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