Construção civil tem inflação de 2,46% mas a alta de preços não impactou faturamento do setor

A construção civil foi um setor fortemente impactado durante a pandemia, principalmente pelo aumento dos preços dos insumos ou até mesmo pela falta deles. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), teve inflação de 2,46% no mês de junho. Essa é a maior taxa mensal da série histórica, que começou a ser analisada em 2013. 

No último ano, esse indicador sofreu um grande aumento. O acumulado no ano é de 11,38% e o acumulado dos últimos 12 meses ultrapassa os 20,9%. Com isso, o custo da construção por metro quadrado chegou a R$ 1.421,87 no último. Confira os dados do Sinapi, de acordo com o IBGE:

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  • Junho de 2021: 2,46%;
  • Maio de 2021: 1,78%;
  • Junho de 2020: 0,14%.

A mão de obra e os materiais de construção também tiveram alta em junho deste ano:

  • Mão de obra: alta de 2,60%. Custo de R$ 592,68 por metro quadrado;
  • Materiais de construção: alta de 2,36%. Custo de R$ 829,19 por metro quadrado.

Confiança no setor de construção civil

Entenda como os empresários da construção civil estão se sentindo
Empresários do setor da construção civil ficaram mais confiantes em junho. Ainda sim, inflação é alta no setor. (Imagem: Antonio Cruz / Agência Brasil)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mede mensalmente o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção). Em junho, ele registrou 58,9 pontos, o que representa um aumento de 2,9 pontos.

O indicador vai de zero a 100 pontos. Quando ele passa da marca dos 50 pontos, significa que os empresários estão mais otimistas do que os pessimistas. 

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O índice de Condições Atuais da construção avançou de 47,1 pontos para 50,9 pontos. Ao ultrapassar a linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra a transição de uma percepção negativa para uma percepção positiva das condições atuais pelos empresários da construção”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

Esse aumento no Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção demonstra que, por mais que os custos da construção civil estejam mais caros, os empresários do ramo estão mais confiantes com uma retomada do setor. 

O ICEI-Construção também revelou outros pontos sobre a realidade brasileira de construção civil:

  • A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) ficou estável em 63%. No ano passado, quando os empresários começaram a  sentir os efeitos da pandemia de covid-19, ela chegou a 53%;
  • O índice de evolução do nível de atividade da Indústria da Construção foi de 48,4 pontos no mês. Por ele estar inferior a marca de 50 pontos, isso mostra que os empresários não estão tão otimistas com este fator;
  • O índice de evolução do emprego ficou em 48,2 pontos. Junho foi o sexto mês seguido de queda para este indicador. 

Interesse nos imóveis aumentou durante a pandemia

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) prevê alta entre 5% e 10% do mercado imobiliário neste ano.

Já uma pesquisa feita pela Deloitte, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), revela que mais da metade dos empresários (53%) do ramo acreditam que a procura por imóveis aumentou entre outubro e dezembro.

Outro levantamento, feito pelo Kantar, reforça a ideia de que os brasileiros estão mais interessados em imóveis: entre 2019 e 2020 houve um movimento da classe DE, que saiu do aluguel e passou para o financiamento. Os gastos com esse tipo de conta aumentaram de  5% para 12% nesse período. 

Segundo o estudo, isso aconteceu principalmente por conta dos juros baixos e taxas atrativas de financiamentos, o que levou muitas pessoas a terem um imóvel próprio. 

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Mas o crescimento do número de financiamentos não foi o único fator que levou ao aumento da confiança dos empresários de construção civil. Com a pandemia, os hábitos dos brasileiros mudaram, o que também reflete nas casas e apartamentos. 

No último ano houve um boom de pessoas interessadas em construir um escritório em algum cômodo de casa para fazer home office. Outras, resolveram reformar um quarto antigo para transformá-lo em espaço fitness. E também teve o caso daqueles que passaram a passar mais tempo dentro de casa e perceberam que precisavam reformar algo, seja a cozinha ou o banheiro. 

De uma forma ou de outra, a pandemia chegou com mudanças para todos e o setor de construção civil é uma forma de realizá-las. 

Fontes: CNI, Agência Brasil e NSC

Formada em Jornalismo pela PUCPR. Atualmente está cursando Pós Graduação em Questão Social e Direitos Humanos na mesma instituição de ensino. Tem paixão por informar as pessoas e acredita que a comunicação é uma ferramenta que pode mudar o mundo!
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