Menos de 20% dos profissionais recebem ajuda de custo da empresa para trabalhar home office

Um levantamento do site de empregos Indeed sobre profissionais que estão trabalhando em home office revela que a maioria dos entrevistados não recebe ajuda de custo das empresas para cobrir gastos extras com energia, internet e telefone.

Apesar de as despesas domésticas aumentarem durante o trabalho remoto, menos de 20% dos trabalhadores disseram estar sendo ressarcidos pelos custos de eletricidade e serviços de telecomunicações.

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Além disso, a pesquisa também mostrou outros problemas que estes trabalhadores vêm enfrentando, como o desrespeito aos períodos de desconexão. Por outro lado, também foram citados benefícios como a economia com transporte e alimentação.

custo home office
Falta de ajuda de custo para cobrir gastos extras é um dos principais problemas citados na pesquisa. Foto: Reprodução/Canva

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Maioria dos trabalhadores arca com os custos do trabalho em home office

De acordo com a pesquisa do Indeed, apenas 11% dos entrevistados recebem auxílio das empresas pelo custo extra com eletricidade gerado pelo trabalho em home office. Já no caso dos gastos com serviços de telecomunicações, como telefone e internet, somente 18% disseram ter ajuda de custo dos empregadores.

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A falta de suporte das empresas podem custar caro para os trabalhadores. Afinal, conforme aponta uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), o trabalho em home office pode encarecer as contas em até 25%.

Além dos já citados gastos com energia, telefone e internet, o impacto no orçamento doméstico também inclui custos de água e alimentação, por exemplo. Segundo a pesquisa do FGV IBRE, durante o verão, quando esses gastos tendem a crescer, eles chegam a representar 35% do orçamento.

O caso do custo extra com eletricidade é um dos que mais afetam os profissionais que trabalham em home office. Isso porque o cenário de crise hídrica que o Brasil enfrenta vem causando sucessivos aumentos na conta de luz em 2021.

Só em setembro, por exemplo, a tarifa deve ficar em média 6,78% mais cara por conta da chamada “bandeira tarifária da escassez hídrica”. O valor da nova bandeira é 58% maior do que a anterior, gerando uma taxa extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Além disso, as previsões indicam um cenário ainda pior para o ano que vem. De acordo com estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a conta de luz pode ficar 16,68% mais cara no ano que vem.

Benefícios de trabalhar em home office

Apesar de a maioria dos entrevistados revelar que não tem ajuda de custo das empresas para trabalhar de casa, a pesquisa também mostrou que os trabalhadores veem vantagens no home office.

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Entre os benefícios, o mais citado é a economia em transporte, refeições fora de casa e outros gastos relacionados ao deslocamento. Esta foi uma vantagem mencionada por 60% dos entrevistados.

Conforme destaca o diretor de vendas do Indeed no Brasil, Felipe Calbucci, o deslocamento até o trabalho costuma ser bastante estressante para muitos trabalhadores.

Além dos custos elevados com passagens e combustível, sente-se que o tempo gasto nesse percurso, muitas vezes em condições nada confortáveis, poderia ser empregado de forma muito mais satisfatória em outro lugar”, explicou Calbucci em entrevista ao G1.

Ainda de acordo com a pesquisa do site de empregos, outros benefícios do trabalho em home office que ficaram entre os mais citados pelos profissionais são:

  • Maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional – 55%;
  • Evitar transporte público ou congestionamentos – 54%;
  • Ter mais tempo para tarefas domésticas e atividades familiares – 47.

Além destes fatores, uma pequena parcela dos entrevistados (8%) ainda apontou o fato de não precisar socializar com outras pessoas do trabalho como uma das vantagens do formato.

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Veja também: Home Office: o que as empresas podem e NÃO podem fazer

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Desvantagens do trabalho remoto

Por outro lado, os entrevistados também apontaram algumas desvantagens do trabalho em home office, que vão além da falta de ajuda de custo das empresas.

Um dos problemas que mais chamam a atenção é o desrespeitos aos períodos de desconexão por parte de gestores e colegas. Na pesquisa do Indeed, um em cada três entrevistados relataram que os horários fora do expediente não são respeitados.

Além disso, a maioria dos profissionais ouvidos não tiveram ajuda das empresas para contar com a estrutura necessária para trabalhar em home office. Apenas 36% receberam treinamento e acesso a ferramentas digitais para aprimorar o trabalho em equipe, e 35% disseram ter recebido o equipamento necessário para trabalhar de forma adequada.

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A pesquisa do Indeed contou com a participação de 847 profissionais de diferentes áreas no último mês de julho.

Fonte: G1.

Felipe Matozo
Jornalista formado pelo Centro Universitário Internacional Uninter, repórter do Jornal O Repórter e ator profissional licenciado pelo SATED/PR. Ligado em questões políticas e sociais, busca na arte e na comunicação maneiras de lidar com o incômodo mundo fora da caverna.
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